Estratégia já foi usada no passado e terminou em tarifas mais altas para consumidor
Com a alta de alimentos e transportes provocada pela disparada do petróleo, o governo se prepara para lidar com mais um golpe sobre a renda das famílias: o reajuste das tarifas de energia elétrica.
Para evitar o impacto negativo que esse aumento na conta de luz pode trazer sobre o sentimento dos consumidores — que também são eleitores —, medidas para postergar o reajuste já entraram na pauta.
Uma delas seria a concessão de crédito para as distribuidoras, como forma de bancar os custos mais altos e permitir que as concessionárias deixem o repasse apenas para o ano que vem.
A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) estima que, seguindo o padrão dos últimos anos, a conta de luz do brasileiro fique cerca de 8% mais cara neste ano — enquanto a projeção para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) está em 4,71%, segundo a última pesquisa Focus.
Essa conta considera os custos mais elevados de geração e transmissão de energia, além do peso dos tributos que compõem a tarifa.
Fonte: CNN Brasil
