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Marco Aurélio confirma voto em Bolsonaro e questiona inocência de Lula

O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal concedeu uma entrevista exclusiva sobre o caso

O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, disse em entrevista à Itatiaia que não acredita na inocência do ex-presidente Lula (PT). O ministro defendeu a segurança das urnas eletrônicas, disse que elas são imunes à fraude, voltou a criticar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe a ampliação do número de ministros do STF, e explicou porque decidiu declarar voto para o presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Olha, no passado eu votei no ex-presidente Lula. Agora, não votaria no ex-presidente Lula, mas sim no presidente Bolsonaro. Não posso, como ex-juiz, votar em alguém que foi condenado por crime contra a administração pública e, evidentemente, nós precisamos ter alternativas. Mas, quando o supremo ressuscitou o presidente Lula, ele inviabilizou o fortalecimento de um terceiro nome que pudesse competir. Agora, considerado essa dualidade, eu sufragarei o nome do presidente da república, que tem trabalhado visando a afastar as mazelas do Brasil”

Aumento de cadeiras no STF

Questionado sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe a ampliação do número de ministros do STF, o ex-ministro do STF criticou a ideia e defendeu que os ministros devem ter total independência do governo executivo.

“A proposta apontada que veio a público é péssima, seria o controle em si do Supremo, e é inimaginável ter esse controle do supremo. As cadeiras existentes no STF são cadeiras vitalícias, justamente para o ocupante em si atuar com equidistância, atuar com absoluta independência e não estar integrado a qualquer política governamental”

Urnas eletrônicas

Marco Aurélio Mello também defendeu a segurança das urnas eletrônicas e diz que acompanhou de perto a segurança delas, desde as primeiras eleições que utilizaram o equipamento.

“Presidi as primeiras eleições em 1996 e, de lá para cá, não tivemos nenhuma impugnação minimamente séria, que merecesse ser declarada procedente. O sistema é um sistema que preserva, acima de tudo, a vontade do eleitor, e é um sistema imune à fraude”.

 

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