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OS GANGSTERS DO ESTADO DO PARANÁ

Os fatos tiveram início nos idos de 1980

Havia em Londrina um sujeito chamado JOSÉ JANENE. Havia outro também que se chamava JOSÉ RICHA. Um terceiro, muito jovem, professor de ensino fundamental, de nome ALVARO FERNANDES DIAS. Embora Álvaro tivesse sua família em Maringá, acabou se formando em História e foi empregado como professor numa pequena escola de bairro em Londrina. Além de ser professor, iniciou-se também na politica.

Naquela eleição, o PMDB fez TODOS OS GOVERNADORES DO BRASIL, por causa do voto obrigatório direto em candidatos do mesmo partido. O PMDB elegeu também, com folga, a maioria dos Deputados e Senadores do Congresso, que optou por não eleger diretamente o Presidente. Naquela oportunidade, JOSÉ JANENE se tornou o líder do Congresso, com poderes quase totais. JOSÉ RICHA se tornou Governador do Estado do Paraná e Álvaro DIAS, que era ‘espertalhão’, se torna Vereador em Londrina.

JOSÉ JANENE, um libanês muito esperto, montou um sistema para transferir dinheiro do Brasil ao exterior. JOSÉ RICHA, que mandava no BANESTADO, autorizou a criação das contas CC5, pelas quais o correntista depositava em moeda nacional e podia sacar o dinheiro em qualquer agência do BANESTADO mesmo fora do país. Neste momento o Banestado se tornou a JOIA DA COROA. Abriu, por ordem de Richa, agências em vários outros países, a começar pelo PARAGUAI.

É lógico que para ter uma conta destas, o correntista teria que pagar uma ‘comissão’ a um despachante para cuidar dos papéis. Neste momento entra no jogo a ‘controversa’ figura de YOUSSEF, que passou a ser esse despachante e recebia a tal ‘comissão’. YOUSEEF, que era amigo de RICHA e JANENE, ficava com uma ‘percentagem’ e repassava o enorme restante aos dois criadores do esquema.

Os três ‘libaneses’ amigos eram hábeis em negociatas. O rolo ficou tão grande que chamou a atenção do Ministério Público e da Justiça, pois muitos políticos passaram a participar do esquema. Os criadores do ‘esquema’, tiveram então que fazer um ACORDÃO, pois muitos desses políticos, altamente influentes, estavam em vias de ser presos.

Escolheram, então, a dedo um juiz jovem, recém-concursado, para julgar todos os casos. MUITOS BILHÕES DE DÓLARES em jogo, fruto de roubos e desvios de dinheiro público de todos os Governos – Estaduais e Federal, Deputados, Senadores, financiadores de campanha e outros. O juiz para a ‘tramóia’ era SÉRGIO MORO. Todo esse grupo saiu do antigo MDB, velho de guerra, que virou PMDB e outras origens obscuras.

RESUMO DA ÓPERA

do julgamento que Moro fez, nenhum dos envolvidos foi preso. Aliás, ALBERTO YOUSSEF ou qualquer outro envolvido no escândalo do Banestado, não ficou um dia sequer preso. À esta altura, o governo do Estado do Paraná criou como fachada, um serviço assistencial com a desculpa de amparar as APAES. Enormes volumes de dinheiro eram entregues a esta Entidade, que não prestava conta a ninguém – para lavar a propina.

A APAE era uma escola privada para excepcionais, com mensalidades altíssimas, em Londrina. A APAE recebia uma ‘fortuna’ dessa turma, mas não tinha uma criança deficiente sequer em atendimento, pois era altamente seletiva. Quem administrava mais de 900.000.000 de dólares todos os anos deste órgão do governo estadual, era uma advogada recém-formada – doutora Rosângela Moro que se tornou de alta confiança dos criadores do ‘esquema’ milionário. Ela era a esposa do temido juiz Sérgio Moro.

Também a FAMILIA ARNS fazia parte do sistema:

FLAVIO ARNS – Senador e amigo de ALVARO DIAS no PODEMOS, cuidava das APAES, enquanto o advogado MARLUS ARNS era o indicado por ROSANGELA MORO para acompanhar as delações da Lava-Jato. No frigir dos ovos, o então Juiz SERGIO MORO, julgou o processo e os personagens desta história:

JANENE morreu sem ser punido; RICHA morreu sem ser punido e deixou o filho BETO RICHA pra continuar roubando; YOUSSEF está solto e nunca foi punido; ÁLVARO DIAS nunca ficou sem cargo público e nunca foi punido. SERGIO MORO se travestiu de santo e acha que tem direito a ser presidente da República. ÁLVARO DIAS apoiou SÉRGIO MORO desde o primeiro momento, pagando a ele um salário de 24 mil reais por mês, para este se filiar ao partido PODEMOS. Tudo explicado.

Com a Lava-jato, programaram outro esquema para transformar SERGIO MORO em herói e preparar o retorno desse “bando de lacaios” – com o bonito nome de “TERCEIRA VIA”, para que todos eles possam continuar manobrando a política e os seus negócios escusos.

 

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