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A Transferência da Arca do Concerto para Jerusalém

A Arca da Aliança – Bezalel fez a arca com madeira de acácia, com um metro e dez centímetros de comprimento, setenta centímetros de largura e setenta centímetros de altura[a]. Revestiu-a de ouro puro, por dentro e por fora, e fez uma moldura de ouro ao seu redor. Fundiu quatro argolas de ouro para ela, prendendo-as a seus quatro pés, com duas argolas de um lado e duas do outro. Depois fez varas de madeira de acácia, revestiu-as de ouro e colocou-as nas argolas laterais da arca para que pudesse ser carregada. Fez a tampa de ouro puro com um metro e dez centímetros de comprimento por setenta centímetros de largura. Fez também dois querubins de ouro batido nas extremidades da tampa. Fez ainda um querubim numa extremidade e o segundo na outra, formando uma só peça com a tampa. Os querubins tinham as asas estendidas para cima, cobrindo com elas a tampa. Estavam de frente um para o outro, com o rosto voltado para a tampa.

Habitante da cidade de Quiriate-Jearim, no território de Judá, a uns 14 km de Jerusalém, no lar de quem se guardou por um tempo a Arca do Concerto. Quando a Arca Sagrada foi trazida de Bete-Semes, depois de uma desastrosa estada de sete meses entre os filisteus, ela foi depositada no lar de Abinadabe, e o filho dele, Eleazar, foi santificado para guardá-la. Neste lar, a Arca permaneceu por uns 70 anos, até que Davi providenciou sua transferência para Jerusalém. Durante a transferência, outro filho de Abinadabe, Uzá, caiu morto quando a ira de Deus se acendeu contra ele por ter tocado a Arca.

A Arca é levada para Jerusalém – Depois que Davi tinha construído casas[ para si na Cidade, ele preparou um lugar para a Arca de Deus e armou uma tenda para ela. Então, Davi disse: “Somente os levitas poderão carregar a Arca de Deus, pois para isso o Senhor os escolheu e para ficarem sempre a Seu serviço”. Davi reuniu todo o Israel em Jerusalém para trazer a Arca da Aliança para o lugar que ele lhe havia preparado.

Em Israel, pesquisadores da Universidade de Tel Aviv e do College de France estão prestes a descobrir os verdadeiros segredos que cercam a Arca da Aliança – a caixa que, de acordo com o Velho Testamento, transportava os Dez Mandamentos. Eles vão começar a escavar o sítio de Kiriath Jearim, onde a Bíblia diz que o objeto foi guardado durante duas décadas na Idade do Ferro (2,7 mil anos atrás), antes de ser transferido para Jerusalém pelo rei Davi. “Este é o único lugar no país que ainda não foi extensamente investigado”, disse à ISTOÉ o arqueólogo Israel Finkelstein, que está à frente da expedição. “É um local enorme e dominante, que por isso deve ter possuído grande importância na antiguidade.”

Os estudiosos do mundo real não esperam ser obliterados pelos poderes místicos da Arca, como o foram os vilões de Indiana Jones e diversos personagens bíblicos. No filme, ela lança raios de fogo que fazem com que a pele dos nazistas derreta e seus restos explodam. No livro sagrado, ajudou os hebreus a vencer batalhas contra os filisteus, até ser apossada por eles. Pelo atrevimento, a Bíblia afirma, os inimigos foram amaldiçoados por pragas de ratos e hemorroidas. Amedrontados, os filisteus devolveram o artefato ao povo judeu, mas a Arca ainda causaria estragos ao exterminar 50 mil curiosos somente pelo pecado de vê-la. A população resolveu enviá-la, então, para o local sagrado de Kiriath Jearim – este que será escavado pelos pesquisadores.

Mistérios ancestrais – Durante os três anos de buscas, que podem se estender para cinco caso as descobertas sejam significativas, os arqueólogos pretendem encontrar um possível templo que tenha guardado a Arca na Idade do Ferro (séculos 8 e 7 a.C.). Hoje, o sítio é um monastério de freiras e já foi lar de uma igreja bizantina, o que a equipe acredita evidenciar a santidade do lugar para religiosos desde épocas remotas. Os achados também ajudarão a revelar o cotidiano das pessoas que viveram ali e sua situação econômica. Os estudiosos já sabem que, provavelmente, as ruínas não serão de uma cidade grande, e sim de um povoado construído ao redor do local sagrado. Também querem elucidar um velho conflito: Kiriath Jearim também é chamada na Bíblia de Kiriath Baal. Este é o nome de um deus pagão, mas também um termo genérico para se referir a qualquer deidade, inclusive a judaica. O mistério é descobrir se de fato existiu um templo do povo inimigo ali, ou se a polêmica vem do período em que sacerdotes de Jerusalém desmoralizavam outros santuários para estabelecer a centralidade da capital como lugar de culto. As histórias fantásticas da Arca da Aliança são fictícias. No entanto, pode ser que o objeto tenha de fato existido. Ninguém sabe o que aconteceu ao baú depois da queda de Jerusalém pelos babilônios, nem se continua perdido em alguma ruína. “Hoje vemos filmes sobre a Arca, mas não há evidência arqueológica de sua existência”, afirma o responsável pelos estudos bíblicos da escavação, Thomas Römer. “Porém, análises comparativas da Bíblia com escrituras islâmicas sugerem que existiu uma verdadeira Arca da Aliança simbolizando o deus hebraico durante suas guerras.”

 

 

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