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A Comida no Deserto – As Murmurações de Israel

Na espiritualidade do povo de Israel, recordar a caminhada no deserto é renovar a certeza do amor de Javé que se manifesta na sua história. Essa lembrança é fonte de esperança, fortalece o povo em sua caminhada cotidiana, fazendo-o reviver a mesma experiência em todos os tempos.

É hora de atravessar o deserto, de pôr-se a caminho. A travessia é o espaço entre a saída do Egito e a entrada na Terra Prometida. É um tempo propício para refazer a vida. Por isso, a travessia é feita de conflitos e sofrimentos, vitórias e alegrias. Ao longo de sua história, o povo de Israel sempre fez memória da experiência vivida no deserto. Essa lembrança o ajudou a enfrentar as dificuldades do momento presente. Os obstáculos cotidianos podem ser superados mais facilmente quando se acredita que Deus e outras pessoas caminham na caminhada.

As narrativas em torno do êxodo são muito conhecidas. Há filmes que retratam a saída do Egito. De alguma forma, já ouvimos falar da escravidão dos israelitas na mão do faraó, do nascimento de Moisés e de sua fuga para Madiã. O encontro de Moisés com Javé na montanha do Horebe já suscitou muitas reflexões e novas experiências de encontro com Deus. O confronto de Moisés com o faraó e a saída do Egito também são muito populares. A cena de Moisés abrindo a passagem no mar Vermelho com o seu bastão já foi representada de várias formas.

Observar a Lei garante saúde e bem-estar: “Se ouvires atento a voz de Javé teu Deus e fizeres o que é reto diante dos seus olhos, se deres ouvido a seus mandamentos e guardares todas as suas leis, nenhuma enfermidade virá sobre ti, das que enviei sobre os egípcios. Pois eu sou Javé, aquele que te restaura”. Essa concepção é própria da teologia da retribuição, cujo princípio é que Deus retribui com bênçãos – descendência, riqueza e vida longa – as pessoas que observam a Lei, visão consolidada no tempo de Esdras e Neemias.

A primeira prova da Fé do povo hebreu, após o milagre do Mar Vermelho, aconteceu depois de três dias de viagem. Os hebreus estavam sedentos e exauridos pelo intenso calor do deserto, e após esses três dias de peregrinação, encontraram apenas águas amargas em Mara. As águas estavam impróprias e impotáveis para serem bebidas. Deus estava provando a fé do seu povo recém-liberto da escravidão. Todavia, a Fé dele, mais uma vez, foi reprovada. O povo cometeu, pela segunda vez, o perigoso pecado da murmuração Os hinos de louvores entoados pelo triunfo sobre o exército de Faraó no milagre do Mar Vermelho foram depressa substituídos pelas palavras de descontentamento; o aspecto das coisas depressa mudou.

Uma grande vitória como a travessia do Mar Vermelho proporcionou uma visão maravilhosa da onipotência de Deus, mas não treinou a fé para os problemas mais corriqueiros, como a necessidade diária de comida e bebida. Às vezes, grandes experiências com Deus não são suficientes para curar o coração duro e queixoso.

Moisés agora conduz o povo rumo ao Sinai. Mas, para chegar lá teve que parar em três localidades: Elim, Sim e Refidim. Em cada uma dessas localidades houve um expediente especial da parte de Deus ao povo hebreu. A chegada em Elim – “Então, chegaram a Elim, e havia ali doze fontes de água e setenta palmeiras; e ali se acamparam junto das águas”. Elim era um verdadeiro oásis no deserto. Ali havia água em abundância e também palmeiras. O Senhor, que cura as águas de Mara, conduz seu povo a um lugar de descanso e refrigério. De Elim, Moisés conduziu o povo pelo “deserto de Sim”. ”E partidos de Elim, toda a congregação dos filhos de Israel veio ao deserto de Sim, que está entre Elim e Sinai, aos quinze dias do mês segundo, depois que saíram da terra do Egito” Nessa localidade os hebreus vivenciaram pela primeira vez o milagre do maná e onde se maravilharam com o milagre das codornizes Na localidade de Sim os israelitas sentiram fome e começaram a expressar de novo seus queixosos lamentos. A partir de ração o alimento maná era fornecido com abundância. Chegados a Refidim onde esperavam encontrar um grande manancial, não acharam nada. Sob qualquer aspecto, Deus não estava tornando as coisas fáceis. Nessa localidade também ocorreu a batalha contra os Amelequitas. Josué desfez a Amaleque e a seu povo a fio de espada.

MONTE SINAI. Este é um lugar especial para todo o povo. A distância do Sinai a Canaã é de quase 500 quilômetros, e seria percorrida em um curto prazo pelos israelitas, mas infelizmente levou 38 anos. Israel permaneceu, conforme as determinações do Senhor a Moisés, cerca de onze meses nesse lugar. Durante sua permanência ali, Israel caiu no abominável pecado da idolatria do bezerro de ouro. Com a idolatria veio a obscenidade, a imoralidade e a prostituição. Este horrível pecado de Israel é mencionado várias vezes na Bíblia Cristã.

A IDOLATRIA DOS ISRAELITAS. Muitos pensam que idolatria é somente adorar a imagens de escultura, todavia, um ídolo é tudo aquilo que ocupa o lugar de Deus na vida humana. A idolatria no coração. O profeta Ezequiel adverte-nos sobre isso em 14.2-4,7 do seu livro.

Os tropeços de Israel a caminho de Canaã, e a sublime história da infinita misericórdia de Deus para com eles. Israel pecou e cometeu muitos erros, porém os planos do Senhor em relação a Israel e a toda humanidade não foram frustrados.

 

 

 

 

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