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Queimar incenso seria uma prática aceitável para estes dias?

A oferta de incenso entre os israelitas era um símbolo apropriado de orações que são ouvidas por Deus. Por isso, o salmista Davi cantou a Jeová: “Seja minha oração preparada como incenso diante de ti.”  Os israelitas fiéis não encaravam a oferta de incenso como mero rito. Tomavam muito cuidado para preparar e queimar o incenso do modo prescrito por Deus. Hoje em dia, os cristãos, em vez de usarem incenso literal, evitando-o fazem orações que refletem profundo apreço e respeito pelo Pai celestial. Assim como o incenso cheiroso ofertado pelos sacerdotes do Templo, a Palavra de Deus nos assegura que a oração dos retos é um prazer para Ele.”

O que é o incenso? O incenso é feito de resinas ou gomas aromáticas, tais como olíbano e bálsamo. Estas são pulverizadas e muitas vezes misturadas com substâncias tais como especiarias, cascas resinosas e flores, a fim de criar uma certa fragrância para usos específicos. Nos tempos antigos, o incenso era uma substância tão desejável e valiosa, que seus ingredientes se tornaram itens importantes no comércio. Caravanas viajando nas rotas de comércio os traziam de países distantes. Talvez se lembre de que José, o jovem filho de Jacó, foi vendido para comerciantes ismaelitas que vinham desde Gileade, e seus camelos carregavam ládano, e bálsamo, e casca resinosa, indo levá-los para baixo ao Egito. A procura de incenso se tornou tão grande, que a rota de olíbano, sem dúvida estabelecida por mercadores de incenso, aumentou o número de viagens entre a Ásia e a Europa.

Será que Deus considera aceitável o uso de incenso na adoração? O incenso ainda é oferecido hoje em cerimônias e rituais de muitas religiões. Entre os antigos israelitas, queimar incenso era um dos principais deveres sacerdotais no tabernáculo. De fato, queimar incenso parece ter sido considerado pelos hebreus como ato de adoração ou de oferta sagrada, tanto assim que não lemos nada sobre outro uso de incenso entre eles.

Deus prescreveu quatro ingredientes para serem misturados e queimados no tabernáculo: “Toma para ti perfumes: gotas de estoraque, e onicha, e gálbano perfumado, e olíbano puro. Deve haver a mesma porção de cada um. E tens de fazer disso um incenso, uma mistura aromática, trabalho de fabricante de unguento, salgado, puro, algo sagrado.”  O incenso queimado no tabernáculo era sagrado, usado exclusivamente na adoração de Deus. Ele ordenou: “O incenso que farás com esta composição não deveis fazer para vós mesmos. Deve continuar para ti como algo sagrado para Jeová.

Os sacerdotes queimavam incenso duas vezes por dia sobre um altar destinado para isso. E no Dia da Expiação, o sumo sacerdote queimava incenso no Santíssimo. Nem todas as ofertas de incenso eram aceitáveis para Deus. Ele puniu os que não eram sacerdotes e que presunçosamente o ofereciam como se fossem. O incenso ofertado pela nação judaica era ofensivo para Jeová quando ao mesmo tempo se empenhavam em atos de adoração falsa e enchiam as mãos com derramamento de sangue.

Os primeiros cristãos negavam-se a queimar incenso como reconhecimento da “Divindade” do imperador romano, embora essa atitude pudesse custar-lhes a vida. Em vista do uso idólatra do incenso naqueles dias, não surpreende que os primeiros cristãos nem mesmo se envolviam no comércio de incenso.

Em muitas igrejas da Cristandade, oferece-se incenso em cerimônias e liturgias. Entre os asiáticos, muitas famílias queimam incenso em templos ou diante de altares domésticos para honrar seus deuses e salvaguardar os mortos. Nos ofícios religiosos, o incenso tem sido usado para fumegar, curar, purificar e proteger. O incenso tem recentemente obtido popularidade mesmo entre os que não professam ter religião. Alguns queimam incenso enquanto meditam. Certo manual recomenda o uso do incenso para se alcançar “planos superiores de consciência” e receber “energias” que não são do mundo físico. Recomenda também rituais de queima de incenso que envolvem contato com “seres sobrenaturais” a fim de encontrar soluções para os problemas da vida. Será que o fato de se usar incenso em cerimônias religiosas e em algumas formas de espiritismo significa que toda queima de incenso é errada? Não necessariamente. Alguém talvez queira queimar incenso como fragrância no lar, só porque gosta do seu cheiro agradável.

Quando alguém decide queimar incenso, sua decisão deve levar em consideração tanto a sua própria consciência como os sentimentos dos outros. Nesse caso aplicam-se as palavras do apóstolo Paulo aos romanos. Ele escreveu: “Empenhemo-nos pelas coisas que produzem paz e pelas coisas que são para a edificação mútua. Parai de demolir a obra de Deus só por causa do alimento. Verdadeiramente, todas as coisas são limpas, mas é prejudicial para o homem que come com motivo para tropeço. Do mesmo, vale para o uso do incenso. Se algum religioso entender que o incenso pode não lhe fazer bem, seria bom evita-lo, por causa da consciência. (Adaptado)

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