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Aviso aos navegantes: Não é bom negócio votar em “Ficha Suja”

Existem na região Cone Sul agentes político que já podem ser considerados “Ficha Suja” e que estão arrolados no Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul. Se o eleitor atento começar a pesquisar no site do TJ-MS, encontrará prefeitos com muitos processos em andamento e outros com sentenças condenatórias. Não se trata de apenas um agente político em situação periclitante, respondendo na justiça por atos de improbidade administrativa e outros “pecados” cometidos contra o erário. Um desses mandatários – pasmem, senhores, possui nada mais nada menos que 139 processos, sendo a maior parte ainda em julgamento.

Os municípios acabam sendo penalizados quando esses prefeitos realizam uma gestão fraudulenta, e com irresponsabilidade, acabam prejudicando os contribuintes. Enquanto estão no poder, e usufruindo de benesses que o cargo lhes garante, a conta é paga pelo próprio município, acarretando custos exorbitantes contra os cofres públicos. É o que vem ocorrendo aqui, ali e acolá. O Ministério Público do Estado, vez ou outra, impetra ação reparatória contra esses agentes públicos, geralmente contra o próprio município, cuja defesa é feita por advogados da própria prefeitura que são pagos com dinheiro público. Essa é uma prática normal nos municípios brasileiros e não é diferente na região Cone Sul de MS.

O mandatário municipal, que para evitar constrangimento, não é citado aqui, além de outros que porventura estejam incluídos na lista dos chamados “Ficha Suja”, deveriam pagar do próprio bolso as custas com advogados, ou quem sabe, responsabilizados pelos danos causados ao município. No entanto, isso normalmente não ocorre, e continuam abusando do poder que lhes foi outorgado pelas urnas. Quem sabe, após terminar o mandato, e já fora do poder, eles sentirão na pele a dor do ostracismo, e pior ainda, terão que pagar a conta de seus erros e falcatruas, sem contar com a “ajudinha” generosa do município. Se tiverem guardado dinheiro, vão se descapitalizar se quiserem limpar o nome.

Alguns prefeitos, sem dó nem piedade usurparam o que não lhes era de direito em nome da ganância que era tanto, e longe do poder e da fama, vão amargar a derrota e viver numa solidão que jamais imaginaram. Quando estão em seus confortáveis gabinetes, ficam “intocáveis” e desconhecem o apoio de seus fiéis eleitores. Só vão acordar do sono profundo no dia em que se encontrarem na rua da amargura, como geralmente tem ocorrido com os soberbos, que pensavam como os faraós que o poder era eterno.

Os amigos desaparecem, a família fica desolada e o pobre ex-mandatário simplesmente está desmoralizado. Essa é a situação daquele governante “improbo”, que se preocupava apenas com o seu estômago enquanto ocupava o efêmero poder. Tomara que a nova geração de gestores possam refletir sobre o que é administrar a coisa pública e deixe de lado a prática da corrupção, preferindo aplicar métodos inovadores que promovam sempre o bem estar social.

O bom seria que os administradores municipais, após concluir o mandato popular, tivessem liberdade de andar na rua de cabeça erguida, sem medo de ser feliz, e que seus nomes não constassem da maldita “lista negra” do Tribunal de Justiça e de outras instâncias judiciais.

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