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RACIONALIDADE COMBATIVA E FÉ CRISTÃ  

A SÍNTESE DE UM MUNDO GLOBALIZADO

No sistema de coisas em que vive a humanidade, é necessário observar a incompatibilidade entre as Racionalidades combativas e a Fé Cristã. Sem dúvida, a partir de guerras e rumores de guerra, o mundo submerso em grandes conflitos, situação caótica em muitos níveis, cujo domínio está aquém da vontade humana. Neste aspecto, é  importante diferenciar Fé Cristã atual de Comunidades dos tempos do ministério terreno de Jesus. A Fé Cristã é, sem dúvida, um termo amplo usado para designar a compreensão das igrejas na atualidade. As diversidades são ‘patentes’, e no contexto, é bom ‘identificar’ as comunidades de fé, que em seus aspectos gerais compartilham de ideais sintéticos da racionalidade combativa. Nem sempre esta ‘lógica’ é praticada em igrejas da atualidade brasileira. As ‘comunidades de fé, no dia a dia têm dificuldade para ‘percorrer’ o Caminho da Espiritualidade com Jesus, partilhando da lógica combativa, cumprindo as metas preestabelecidas.

A ‘metodologia’ de Aristóteles propõe uma operação matemática, por meio de um processo dedutivo, com os ‘ideais’ voltados para a síntese. A ‘racionalidade’ tem o fim de eliminar as diferenças, facilitando a proposta da síntese. Com isso a operação matemática sempre aplica ‘reduções’, visando um final mais proveitoso. A forma de ‘pensar’ é fundamental, levando as sociedades a assumirem o pensamento sintético segundo a racionalidade Aristotélica, com as premissas ‘Maior’, ‘Menor’, aplicando inferência lógica e a conclusão do processo. Isto induz ao fundamento do ‘cartesianismo’, da ‘dialética’, e o fundamento lógico de diversas formas de reflexão, inclusive as religiosas. Fatos extraordinários têm surgido no mundo ‘globalizado’, exigindo uma reflexão profunda da sociedade a respeito de acontecimentos recentes, desde a Covid-19 até a guerra da Rússia/Ucrânia, com reflexos diretos em todas as nações, principalmente em países da Europa. As pessoas ficam indignadas com as consequências do conflito entre esses países, que teve início no dia 24 de fevereiro deste ano. Cenas de violência, a situação da migração forçada e a confusão na economia, com as variações cambiais, bolsas de valores em altas e baixas sucessivas, aumento da inflação, redução do poder de compra, aumento de valores de combustíveis e ‘aproveitadores’ de plantão tirando proveito em momento de calamidade pública. Os conflitos precisam ser melhor administrados pelos ‘estadistas’ do mundo civilizado, com um ‘desfecho’ satisfatório do sistema de coisas vigente, e que carece de soluções definitivas.
As pessoas questionam sobre as causas da guerra, imaginando como pode funcionar a ‘racionalidade combativa’ para ‘erradicar’ da mente humana os sentimentos de guerra, de forma ampla. Elas limitam ou ampliam, mentalmente, a ‘capacidade’ de lidar com as múltiplas percepções da realidade, na ‘tentativa’ de poderem ajudar a entender o sentido das guerras. Sem dúvida, esta lógica é altamente combativa, à medida em que propõe a resolução de ‘conflitos’ pela eliminação das diferenças. A ‘lógica’ da racionalidade pode, de igual maneira, fundamentar a religião Cristã, imbuída na propagação da paz e mais amor entre os homens. Seria este o princípio básico para, efetivamente, expandir a ideia da racionalidade combativa em tempos de ‘conflitos’ no mundo globalizado. No sentido de ampliar a compreensão sobre a Racionalidade Combativa, é possível ‘estabelecer’ métodos, pelos quais, o estudante de teologia e os praticantes da fé cristã possam, no quotidiano, seguir os ‘princípios norteadores’ no âmbito da Fé Racional. Necessário se faz promover ‘jornadas’ de estudos bíblicos, buscando fontes ‘seguras’ para ‘embasar’ o conhecimento da aludida matéria. ‘Debruçar’ sobre o assunto em livros com esta ‘temática’, assim como em artigos científicos, para elucidar as possíveis dúvidas no estudo relativo à Racionalidade. A origem e seus desdobramentos ao longo da história eclesiástica.

 

Ao ‘fundamentar’ o polêmico tema, o estudioso terá que apresentar provas ‘contundentes’ entre a Racionalidade Combativa e a Fé Cristã. A Bíblia Cristã, certamente, como fonte de conhecimento e literatura afim, vão contribuir decisivamente, nos aspectos teóricos e práticos para a compreensão do assunto, diante de suas nuances e ‘polêmicas’ nos meios acadêmicos. Os resultados da ‘pesquisa’ apresentados de maneira sintética, servirão para ‘constatar’ as afirmações teológicas ao longo do presente ‘estudo’, relativamente ao conceito de Racionalidade Combativa, frente ao pertinente ‘debate’ na atualidade. Ao estudar os evangelhos, a racionalidade combativa é apresentada nos textos de forma sintética, nos moldes do pensador Aristóteles, que admitia a racionalidade em sua filosofia. A fé e a razão não são mutuamente exclusivas. Não se deve crer em alguma coisa, sem antes verificar se tal coisa é digna de ser objeto da crença. Deus é um Deus racional (Is 1:18), e como nos fez criaturas racionais à sua imagem (Gn 1:27; Cl 3:10), é necessário também que a genuína fé seja racional. Pedro ordenou que estivéssemos “sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós” (1 Pe 3:15). Paulo ainda “argumentava… com os judeus” (At 17:17, R-IBB) e com os filósofos no Areópago (v. 22ss), ganhando muitos para Cristo (v. 34). Deste modo, o apóstolo Paulo e as primeiras comunidades cristãs-gentílicas, produziram textos sagrados para e, pelo testemunho dos evangelhos, deram ‘ênfase’ para melhor ‘entendimento’ das comunidades, com vistas ao assunto estudado. Independente da identificação religiosa das comunidades, pode-se afirmar que estavam sendo orientadas a não seguir as racionalidades seculares.(Rm 12:1-2). Quando Jesus se dispunha a comer com “publicanos e pecadores” (Mt 9:10-11), afrontava à ‘racionalidade secular’, baseada na lógica excludente e sintética praticada por alguns religiosos do judaísmo da época.

‘Parafraseando’ o Prof. Dr.. Eduardo Sales de Lima, é importante a alusão sobre “A Fé Cristã frentes às Racionalidades Seculares”. Assim, diante de muitas possibilidades, as consideradas ‘piores’ são excluídas, ou então reunidas de forma sintética, com o propósito de formar a ‘verdade resultante’, uma reflexão ‘acurada’ que ao longo do tempo, influenciou a humanidade, inclusive nos conceitos teológicos. “Naquela época a racionalidade secular era dirigida por valores sintéticos e absolutistas”, conclui o educador. Para concluir a presente ‘narrativa’, é preciso entender que “a racionalidade pregava o amor e o perdão, mesmo diante da espada e da violência.” (Mt 26:52). O ponto alto de todas as afirmações feitas aqui, é que a mensagem foi a tradição das palavras da Cruz, onde mesmo sofrendo todo tipo de escárnio e violência, Jesus orou para que Deus ‘perdoasse’ Seus agressores. Concluindo, então, a tônica, é “que a Racionalidade precisa ser aplicada devidamente, mesmo com as adversidades a que os cristãos estão sujeitos”.

 

Finalmente, a racionalidade cristã deve ter um sentido diferente, mais expressivo, conforme expressa Mateus (5:20), pois não a lógica sintética não se traduzia em ‘separar’ os bons dos ruins, os certos dos errados, os puros dos impuros, mas era voltada para a ‘inclusão’ de todos na pela graça de Deus. Tudo isso para levar todos à provocação final: será que as ‘comunidades de fé’ atuais ainda podem se chamar de Cristãs? A violência e as guerras podem ser frutos não desejados de um ‘cristianismo’ de ‘racionalidade’ secular?

 

 

 

 

 

 

 

 

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