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JOÃO BATISTA, O PRECURSOR DO MESSIAS

No  tempo  em que vivia Herodes, rei da Judeia, vivia também um sacerdote de nome Zacarias. Ele era da ordem de Abias e casado com Isabel, uma mulher de idade já avançada, que era filha de Arão. Arão, por sua vez, consta na Bíblia Cristã, no livro de Mateus como filho de Esrom, da genealogia de Judá. O importante é contar que os dois membros do casal viviam em feliz comunhão diante dos olhos de Deus. Eram abençoados por Ele, andando sem repreensão em todos os mandamentos. Eram, portanto, tementes a Deus. Eles não possuíam filhos porque Isabel era estéril. Além disso, tanto ela quanto Zacarias já estavam em idade avançada. Portanto, segundo a lei da natureza, seria impossível de terem filhos. Mas segundo a lei de Deus, isso era possível. Ele tem o  poder  de criar as condições necessárias, para que um casal que tem intimidade com Deus possa gerar filhos em qualquer época de sua existência. Foi assim com Zacarias e Isabel e também com Abraão e Sara, sobre a promessa divina.

Coube a Zacarias exercer o sacerdócio, diante de Deus e, também, por sorte, segundo o costume sacerdotal, entrar no Templo do Senhor para oferecer o incenso. Na hora de oferecer incenso, toda a multidão estava do lado de fora a orar. Então, um anjo do Senhor apareceu a Zacarias e ficou de pé, ao lado do altar do incenso. Ao vê-lo ali, Zacarias se perturbou e se apoderou de um temor repentino. Porém, o anjo lhe disse: — Zacarias, não temas. A tua oração foi ouvida, e Isabel, tua mulher, dará à luz um filho, e lhe porás o nome de João.

Terás prazer e alegria, e muitos se alegrarão no seu nascimento, pois será grande diante do Senhor. Não beberá vinho nem bebida forte, e será cheio do Espírito Santo, já desde o ventre de sua mãe. E converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor Deus. Irá adiante dele no espírito e poder de Elias, para converter os corações dos pais aos filhos, converter os rebeldes à prudência dos justos, e preparar ao Senhor um povo bem disposto.

Completados para Isabel os nove meses de gestação, nasceu João Batista. Seu nascimento ocorreu em fins do primeiro mês do calendário hebraico (Nisã ou Abib), que corresponde ao mês de abril, com base no calendário gregoriano, atualmente em vigor. Mais tarde, depois do nascimento de João Batista, mais precisamente quando se completaram os oito dias para o ritual da circuncisão do menino, era costume anunciar o nome que se queria dar à criança. Não foi pequeno o alvoroço dos vizinhos e parentes presentes, quando Isabel declarou que o recém-nascido se chamaria João. A escolha pareceu incomum, pois, contrariamente aos costumes, esse era um nome estranho à família de Zacarias. Ao que lhe disseram: ninguém há na tua parentela que se chame por este nome. E perguntaram por acenos ao pai como queria que se chamasse. E pedindo ele uma tabuinha, escreveu: Seu nome é João. E todos se admiraram.

Todos ficaram em alvoroço, e a confusão ainda aumentou quando, após tanto tempo em silêncio, Zacarias, de repente, abriu a boca e começou a louvar o Senhor em alto e bom som. Zacarias, o velho genitor, anuncia que aquele filho recém-nascido, será chamado profeta do Altíssimo. Conforme o Livro de Urântia, JOÃO Batista nasceu aos 25 de março, do ano 7 a.C., de acordo com a promessa feita por Gabriel a Isabel, em junho do ano anterior. Por cinco meses, Isabel manteve o segredo sobre a visitação do anjo.

…Quando Deus enviou João Batista para exercer o seu ministério, as condições espirituais do povo de Israel estavam em rápido declínio. Com a centralização de poder por parte dos sacerdotes, as normas de Deus foram desvirtuadas, desobedecidas e as coisas santas foram profanadas. As exigências da sociedade e as de Deus se achavam em constante conflito. O sacerdócio tornava-se mais e mais corrupto. A cobiça das riquezas e o amor do luxo e da ostentação propagavam-se gradualmente, enquanto que os prazeres sensuais, banquetes e bebidas causavam degeneração física e espiritual, insensibilizando o povo ao erro e à corrupção.

A nação de Israel achava-se em estado de excitação e descontentamento como consequência da tirania e extorsão por parte de Roma. João Batista tinha a incumbência de denunciar a corrupção nacional e repreender os erros dominantes. Ele dirigia suas advertências contra os líderes religiosos de Israel, notadamente contra os fariseus e saduceus. Declarava ele que seu orgulho, egoísmo e crueldade demonstravam serem eles uma raça de víboras, uma terrível maldição para o povo. De acordo com as palavras do profeta Isaías, ele seria a voz que clamaria no deserto: “Eis a voz do que clama: Preparai no deserto o caminho do Senhor; endireitai no ermo uma estrada para o nosso Deus.” (Isaías 40:3).  ele percorreu toda a circunvizinhança do Jordão, pregando o batismo de arrependimento para remissão de pecados; como está escrito no livro das palavras do profeta Isaías: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; endireitai as suas veredas.” (Lucas 3:3 e 4). Respondeu ele:” Eu sou a voz do que clama no deserto. Endireitai o caminho do Senhor, como disse o profeta Isaías.” (João 1:23).

A mensagem de João foi clara, precisa e ela resultou em genuína operação de arrependimento e reforma nos corações daqueles que por ele foram batizados. Ele não se corrompeu para conseguir proteção, e o seu propósito era obedecer a Deus e permanecer leal a toda à verdade. O próprio Jesus declarou que “João Batista não era uma cana agitada pelo vento”,  uma referência ao caráter justo de João e principalmente ao fato de ele ter sido um pregador que não concordava com o erro, pois o verdadeiro povo de Deus também não hesitará em fazer suas escolhas entre o certo e o errado.

João estava preso, por ordem de Herodes. Herodes Antipas enviou um soldado com a ordem de trazer a cabeça de João. E João teve então a sua cabeça decepada, naquela noite, na prisão. O soldado trouxe a cabeça do profeta em uma bandeja, apresentando-a à jovem donzela, no fundo da sala de banquete. Ela deu a bandeja à sua mãe. Quando os discípulos de João ouviram sobre isso, vieram à prisão buscar o corpo de João e, depois de colocá-lo em um túmulo, foram embora e contaram tudo a Jesus de Nazaré.

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