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A Cidade de Jerusalém, de Geração em Geração

Jerusalém, às vezes chamada cidade de Sião, o nome de uma das colinas sobre as quais está edificada, fica situada sobre um planalto nas colinas de Judá, mais de 800 metros acima do nível do mar. Ela tinha as características ideais para uma cidade: era facilmente defensível, com íngremes encostas nos lados leste, oeste e sul, tendo várias fontes próximas, de particular importância a fonte de Giom, para o abastecimento de água.

Sabe-se que nos tempos de Abraão já existia a cidade de Jerusalém, quando era conhecida pelo nome de Salém. Também se acredita que o monte Moriá, para onde Abraão viajou com o fim de sacrificar o filho Isaque, é o local onde o Templo de Jerusalém foi edificado séculos depois.

Na época em que os israelitas atravessaram o rio Jordão e começaram a tomar posse da Terra Prometida, Jerusalém era conhecida como Jebus, e era habitada pela tribo dos jebuseus. A cidade já era interessante, cercada por muros e portas ao seu redor.

Quando Davi foi coroado rei, conquistou a cidade de Jerusalém, derrotando os jebuseus, fazendo com que alguns guerreiros entrassem na cidade por um túnel subterrâneo. Davi, então, fez de Jerusalém a capital de seu reino unificado. Ele trouxe a Arca da Aliança, que havia sido capturada pelos filisteus e fez da cidade o centro de adoração ao Deus de seu coração, o Deus de Israel. Ele comprou de um homem chamado Araúna o local de sua eira, e provavelmente foi ali edificado o Templo de Salomão, anos mais tarde.

Salomão, que era filho do grande gestor Davi, construiu um novo muro defensivo ao redor da cidade e também determinou a construção do Templo Sagrado, que seu pai não teve permissão para fazê-lo. O Templo foi ricamente decorado com materiais e artesãos do Líbano.

O Túnel de Ezequias – O rei Ezequias, em seu tempo, fortaleceu ainda mais as suas edificações, construindo também um túnel  de aproximadamente 553 metros de extensão, para trazer água da fonte de Giom à cidade. Tudo isso tinha muita importância para os tempos de cerco. Durante o reinado de Ezequias Jerusalém foi sitiada por Senaqueribe, rei da Assíria, mas o cerco foi levantado e a cidade sobreviveu ao ataque.

No ano de 597 a.C., Jerusalém foi tomada por Nabucodonosor, rei da Babilônia, que levou toda a liderança de Israel ao cativeiro na Babilônia, tendo saqueado os tesouros do Templo. Posteriormente, o rei Zedequias, se revoltou contra a Babilônia, e como resultado, Nabucodonosor subiu e tomou a cidade, no ano de 586 a.C. Desta vez, os muros foram derrubados e o Templo foi queimado.

A reconstrução do Sagrado Templo acontece no ano de 539 a.C., por alguns judeus e com a permissão de Ciro, começando a reconstruir o Templo e algumas casas particulares. No ano de 445, sendo Neemias governador, supervisionou a reconstrução dos muros de proteção e das portas de Jerusalém, embora um século depois, Alexandre, o Grande, tenha capturado  Jerusalém sem, contudo, destruir a Cidade Divina.

O Muro das Lamentações ou Muro Ocidental foi o que sobrou da guerra do ano 66 a.C., quando os judeus se rebelaram contra o domínio de Roma, durante o comando de Tito, quando a cidade de Jerusalém e o Templo foram destruídos. Mais uma vez, os judeus sofrem uma derrota, mas não perdem a esperança, e continuam a caminhada rumo ao futuro.

Herodes, o Grande, foi empossado como rei de Israel no ano 37 a.C., já no Império de Roma. Ele deu início a um impactante programa de edificações públicas, quando a cidade se expandiu vertiginosamente. Fortaleceu os muros, ampliou e ornamentou o Templo de Salomão. Construiu também um palácio para ele próprio, além da Fortaleza Antônia para a guarnição romana.

Período entre a Velha e a Nova Aliança

Depois que o profeta Malaquias deixou esta esfera mortal por volta de 450 a.C., nenhuma voz profética genuína foi ouvida novamente durante 500 anos. Conhecemos esse período como o período intertestamental — o intervalo entre as dispensações do Velho e do Novo Testamento. Sem um profeta, o povo naquela terra começou a se dividir em partidos e grupos, cada um exigindo o direito de interpretar as escrituras e de liderar o povo. O verdadeiro conhecimento diminuiu entre esses grupos. Seguiu-se uma longa noite de confusão, que terminou quando Deus enviou um novo profeta, João Batista, para iniciar uma nova dispensação. Mas, mesmo com esse precursor e o mestre ensinando o povo, muitos não foram capazes de sobrepujar as tradições e crenças que tinham se desenvolvido e intensificado durante o período interbíblico. Quando alguém passar a compreender esses 500 anos e a confusão que se seguiu, poder entender melhor o ministério de Jesus e a Sua missão entre os homens.

Períodos marcantes na História de Jerusalém

2126 a.C. – Deus chama Abrão para a terra de Canaã (Gn 12.1-3); 1913 a.C. – Deus estabelece uma aliança incondicional com Abraão e revela-lhe os limites da Terra Prometida a ele e aos seus descendentes para sempre (Gn 15); 1800 a.C. – Deus confirma a aliança abraâmica com Isaque (Gn 26.1-5); 1760 a.C. – Deus confirma a aliança com Jacó (Gn 28.13-15); 1728 a.C. – José é vendido como escravo no Egito (Gn 37.36); 1706 a.C. – Jacó (agora chamado Israel, Gn 32.28) e seus filhos mudam-se para o Egito (Gn 46.1-26); 1446 a.C. – O êxodo do Egito (Êx 14); 1406 a.C. – Início da conquista israelita de Canaã; 1375 a.C. – Começa o período dos juízes; 1050-930 a.C. – O reino unido (Saul, Davi e Salomão). Em 1000 a.C., Davi conquista Jerusalém e a torna a capital de Israel; 930-732 a.C. – O reino dividido (Norte = Israel; Sul = Judá). Jerusalém é a capital de Judá; 722 a.C. – A Assíria conquista o Reino do Norte (Israel; 605-586 a.C. – A Babilônia conquista o Reino do Sul (Judá) e destrói o Templo de Salomão. Início do cativeiro babilônico; 539 a.C. – Queda da Babilônia diante da Média-Pérsia (Dn 5); 538 a.C. – Ciro, o rei persa, permite o retorno dos judeus à sua terra (Esdras 1); 537 a.C. – Judeus retornam a Jerusalém sob Zorobabel.516 a.C. – A reconstrução do Segundo Templo é concluída; 458 a.C. – Nova leva de judeus retorna a Israel sob Esdras; 445 a.C. – Artaxerxes I envia Neemias a Jerusalém para reconstruir os muros (Ne 2); 430 a.C. – Malaquias, a última voz profética; depois dele, 400 anos de “silêncio”; 333 a.C. – Alexandre, o Grande, conquista a Pérsia, iniciando o período helenístico (grego); 323 a.C. – Morre Alexandre, o Grande. Seu reino é dividido entre seus quatro generais (Ptolomeu, Seleuco, Cassandro e Lisímaco); 167 a.C. – Antíoco IV (Epifânio) profana o Templo; 165 a.C. – Judas Macabeu lidera a revolta contra Antíoco, purifica o Templo e restabelece a independência sob a dinastia hasmoneana; 63 a.C. – O general romano Pompeu entra em Jerusalém, pondo fim à independência judaica; Júlio César é assassinado; 37 a.C. – Os romanos apontam Herodes, o Grande, como “rei dos judeus” e outorgam-lhe autoridade sobre a Judéia, Samaria e Galileia; 20 a.C. – Herodes inicia a reconstrução do Templo; 6-5 a.C. – Jesus nasce em Belém; 4 a.C. – Morre Herodes; César Augusto divide o território: Arquelau recebe a Judéia, Herodes Antipas, a Galileia e Filipe, a Ituréia e Traconites – Nordeste da Galileia.

 

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