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Imperatriz Teresa Cristina, a Mãe dos Brasileiros

Teresa Cristina (Nápoles14 de março de 1822 – Porto28 de dezembro de 1889), apelidada de “Mãe dos Brasileiros”, foi a esposa do imperador D. Pedro II e imperatriz consorte do Império do Brasil de 1843 até a abolição da monarquia em 1889. Nascida como uma princesa do Reino das Duas Sicílias, era filha do rei Francisco I, pertencente ao ramo italiano da Casa de Bourbon, e sua esposa a infanta Maria Isabel da Espanha.

Ela se casou por procuração com Pedro II em 1843. As expectativas de seu marido eram altas devido a um retrato que lhe havia sido presenteado em que Teresa Cristina era mostrada como uma beleza idealizada, porém ele ficou insatisfeito com aparência simples da noiva ao encontrá-la pela primeira vez. A relação do casal melhorou com os anos apesar do começo frio, principalmente por causa da paciência, bondade, generosidade e simplicidade de Teresa Cristina. Essas características também lhe ajudaram a ganhar os corações dos brasileiros, com sua distância de controvérsias políticas lhe protegendo de críticas. Ela também patrocinou estudos arqueológicos na Itália e ajudou na imigração italiana para o Brasil.

O casamento de Teresa Cristina e Pedro nunca se tornou uma paixão romântica, porém um laço se desenvolveu baseado na família, respeito mútuo e afeto. A imperatriz era uma esposa obediente, sempre apoiou fielmente as posições do imperador e nunca demonstrou suas próprias opiniões em público. Ela manteve-se em silêncio na questão das supostas relações extraconjugais do marido – incluindo um caso com a aia de suas filhas. Em troca, era tratada com enorme respeito e sua posição na corte e em casa sempre esteve assegurada. Dos quatro filhos que Teresa Cristina e Pedro tiveram, dois meninos morreram na infância e uma filha morreu de febre tifoide aos 24 anos.

família imperial brasileira foi exilada em 1889 depois de um golpe de estado republicano organizado por oficiais militares. Ser expulsa de sua amada terra adotiva teve um efeito devastador em sua saúde e espírito. Doente e em lamentação, ela morreu de uma parada cardiorrespiratória pouco mais de um mês depois da deposição da monarquia. Foi muito amada por seus súditos tanto durante quanto depois de sua vida, sendo respeitada até pelos republicanos que derrubaram o império. Mesmo não tendo nenhum impacto direto na história política do Brasil, Teresa Cristina é bem vista por historiadores por causa de sua personalidade, comportamento irrepreensível e patrocínio da cultura brasileira.

 

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