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18/05/2024
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    Descoberto local onde foram assassinadas 140 crianças em ritual

    A descoberta foi revelada esta quinta-feira, em exclusivo, pelo site da revista “National Geographic”, onde se lê terem sido encontradas “evidências do maior sacrifício em massa de crianças da América e provavelmente da história mundial”. Os sacrifícios tiveram lugar num penhasco sobre o oceano Pacífico, na região de La Libertad (norte do país), onde se expandiu a civilização Chimú que, no seu auge, controlou um território de cerca de 940 quilómetros, ao longo da costa do Pacífico e vales interiores da fronteira entre o Peru e o Equador.

    A investigação científica, financiada pela ONG “National Geographic Society”, foi levada a cabo por uma equipa internacional e interdisciplinar, chefiada pelos cientistas Gabriel Prieto, da Universidade Nacional de Trujillo, Espanha, e John Verano, da Universidade de Tulane, no Luisiana, EUA. “Não esperava isto (…) e acredito que ninguém poderia ter imaginado isto”, disse Verano, citado pelo relatório da “National Geographic”.

    As escavações, que resultaram na chocante descoberta, remontam a 2011, quando arqueólogos descobriram os restos mortais de 42 crianças e 76 lamas, dentro de um templo milenar. “Quando acabaram as escavações, em 2016, tinham sido descobertos no local ossadas de mais de 140 crianças e 200 lamas jovens”, descreve o relatório.

    De acordo com a publicação, as crianças sacrificadas – que tinham entre cinco e 14 anos – tinham sido pintadas com um pigmento vermelho, na cara, e tinham o peito aberto. A prática terminaria, provavelmente, com a remoção dos corações, assumem os investigadores.

    “Embora tenham sido registados sacrifícios humanos entre os Aztecas, os Mayas e os Incas, na era colonial espanhola, e tenham sido documentados em escavações científicas modernas, a descoberta de um evento de sacrifícios de crianças em grande escala, na pouco conhecida civilização pré-colombiana Chimú, é uma descoberta sem precedentes, não só na América, como no mundo todo”, lê-se no relatório publicado pela “National Geographic”.

    Os investigadores deverão, num futuro próximo, publicar, numa revista científica, um relatório detalhado sobre os resultados da pesquisa arqueológica.

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