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Dois hospitais são investigados por problemas no tratamento de câncer

Unidades da Capital terão de responder inquéritos abertos hoje

O Ministério Público Estadual (MPE) abriu dois inquéritos para apurar a direção de dois hospitais de Campo Grande. Os problemas, em um dos casos já constatados por inspeção da Vigilância Sanitária, tem relação com o tratamento contra o câncer.

Uma das investigações faz parte de apuração iniciada no ano passado depois que a Vigilância Sanitária Estadual encontrou irregularidades no Hospital de Câncer Alfredo Abrão. Na época, o foco da investigação era controle de infecção, problema já sanado pela diretoria da unidade.

Agora, a promotoria Filomena Fluminhan, da 32ª Promotoria de Justiça de Saúde, abriu nova investigação para apurar irregularidades encontradas na Farmácia Hospitalar e na Unidade de Preparo das Terapias Antineoplásticas, a quimioterapia. Em razão do processo estar em sigilo, a reportagem não teve acesso ao relatório de inspeção da Vigilância Sanitária, mas segundo o MPE, são pelo menos 25 itens mencionados no documento que apontam irregularidades.

Diretor do Hospital de Câncer, Carlos Coimbra disse ao Portal Correio do Estado que a notificação de abertura de inquérito chegou ontem (22) à diretoria e que, no entendimento do hospital, seria um erro do MP, já que respostas referentes a essa investigação já foram prestadas à promotora.

Por outro lado, o Ministério Público informou à reportagem que a investigação aberta hoje é um desdobramento da iniciada e encerrada no ano passado, ou seja, o hospital terá de responder um novo inquérito.

MAIS PROBLEMAS

Outra investigação relacionada ao serviço público de quimioterapia tem o Hospital Regional da Capital como alvo. O inquérito comandado pelo promotor Gevair Ferreira Lima Júnior, da 49ª Promotoria de Justiça, investigará irregularidades administrativas supostamente praticadas pela administração do hospital “sobre a denominada Operação Sangue Frio”.

A operação citada pelo promotor foi deflagrada em 2014 e apurou esquema de desvio de recursos públicos com desativação do setor de radioterapia do Hospital Regional e Hospital Universitário para favorecimento à pessoas relacionadas ao Hospital de Câncer Alfredo Abrão, através da Clínica Neorad.

A reportagem tentou contato com a Secretaria Estadual de Saúde, que administra o HR, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.

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