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Rastreador indicou paradeiro de empresário que trocaria Corolla por crack

Família havia procurado polícia e denunciado desaparecimento do homem, dono de duas lojas

Sistema de rastreamento do telefone celular levou equipe de policiais até o paradeiro do empresário, identificado como Diogo Santos, que era tido como desaparecido deste a noite de sábado (7). O homem, que é usuário de drogas e dono de duas lojas – uma de suco e outra de café, no Shopping Campo Grande, estava na Rua Antônio Bitencourt, no Bairro Nha Nhá, dentro do carro – um Corolla, usando crack. Ele já havia negociado o aparelho de telefone pelo entorpecente e pretendia trocar também o automóvel.

As informações são do delegado plantonista da delegacia do Centro, Messias Pires. Segundo ele, que registrou o caso, a esposa do empresário esteve na unidade policial por volta das 2h de ontem (8), denunciando que o marado havia saído de casa, às 21h do dia anterior, para fechar e recolher o dinheiro dos caixas das lojas que é dono, no shopping localizado na Avenida Afonso.

A mulher disse que era de praxe o marido receber todas as noites e retornar para a casa, mas naquela noite não havia retornado e, por isso, estava preocupada.

Inicialmente, a polícia suspeitou que o empresário tivesse sido vítima de assalto, já que perto do shopping havia ocorrido uma ação frustrada de roubo de carro. Não era descartado que os referidos bandidos o tivessem abordado.

BUSCAS

Equipes de policiais plantonistas se emprenharam no caso e conseguiram rastrear o telefone do empresário até por volta das 5h, quando o sinal parou de indicar a localização.

Neste período, foi identificado que a suposta vítima estava percorrendo ruas na mesma região. “O que nos intrigava era que o telefone chamava, mas ninguém atendia. Depois das 5h, ele foi desligado e perdemos o local exato da localização. No entanto, já havíamos descoberto que era nas imediações do Bairro Nha Nhá. Em diligências, nossos policiais o encontraram dentro do carro, consumindo crack, acompanhado de um homem. Com cada um, havia duas porções da droga”, disse o delegado Messias.

Este homem, conforme apurado pela polícia, era quem havia indicado pontos para compras de entorpecente e fazia o consumo, junto ao empresário, da parte que havia recebido como pagamento.

O crack que ambos usavam havia sido trocada no aparelho celular do empresário. Em depoimento, ele alegou que negociaria o Corolla por mais droga.

Os dois foram indiciados por porte de entorpecente. Policiais tentaram recuperar o telefone celular, mas não encontraram a boca de fumo onde a troca ocorreu.

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