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20/08/2026
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    Censo do IBGE – Chapadão e Porto Murtinho: as cidades nos extremos de MS

    Capitaneada pelo agro, Chapadão foi a que mais aumentou a população; Murtinho teve maior redução

    Nas informações do Censo 2022, realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgadas nesta quarta-feira (28), os municípios de Chapadão do Sul e Porto Murtinho constaram nos dois extremos dos dados. Enquanto o primeiro comemora um expressivo crescimento populacional, o segundo enfrenta desafios e uma queda significativa no número de habitantes.

    Chapadão do Sul, localizado a 321 km da Capital, destaca-se como o município de maior crescimento populacional nos últimos 12 anos em Mato Grosso do Sul. Segundo os dados do Censo 2022, a cidade registrou um aumento de 61,98%, com uma média anual de crescimento de 4,25%. Em 2010, a população contava com 19.648 habitantes, e em 2022 esse número saltou para 30.993. A cidade fica na região de divisa com Goiás e sempre colecionou bons resultados em pesquisas diante do desenvolvimento econômico impulsionado pelo agro.

    O prefeito de Chapadão do Sul, João Carlos Krug (PSDB), comemorou o resultado e expressou sua satisfação. “A gente fica contente com o número e de saber que a gente foi a cidade que mais cresceu no Estado”.

    Apesar do crescimento positivo, Krug ressalta que Chapadão do Sul também enfrenta desafios decorrentes dessa expansão populacional, relacionados à educação básica, moradia e saúde. “Então, quando você aumenta o número de pessoas na cidade, você também aumenta a despesa na saúde. O hospital daqui atende totalmente pelo SUS, ou seja, ele é mantido pela Prefeitura Municipal. Então, com isso surgem muitos gastos”, explica.

    Diminuição populacional – Na outra ponta do levantamento, Porto Murtinho, localizado a 431 km de Campo Grande, enfrentou uma realidade diferente nos últimos anos. De acordo com o Censo 2022, a cidade registrou a maior queda populacional, com uma taxa de crescimento geométrico negativa de -15,81%. Em 2010, a população era de 15.372 habitantes e em 2022 esse número reduziu-se para -2.431 habitantes.

    O prefeito, Nelson Cintra (PSDB), recebeu com estranheza os dados divulgados pelo IBGE e questionou a metodologia do recenseamento. “O IBGE mudou a forma de fazer a pesquisa. Tirou a aldeia Campina e uma parte para Bonito. Falta considerar a população indígena que vive aqui e tem que considerar que o indígena é nômade”.

    Cintra também mencionou o fato de algumas pessoas declararem residências em outros municípios, mesmo morando em Porto Murtinho, o que pode ter impactado negativamente o resultado do Censo. “As pessoas que falam que tem uma residência em outro município. Às vezes a pessoa mora aqui, mas fala que tem uma moradia em Campo Grande ou em outros municípios”.

    Entretanto, ele demonstrou otimismo quanto ao futuro demográfico de sua cidade, especialmente devido à criação da Rota Bioceânica, que pretende abrir acesso a portos chilenos e caminho mais curto de exportação de produtos para a Ásia, passando por Murtinho, onde está em construção e uma ponte sobre o Rio Paraguai, que vai conectar a cidades a Carmelo Peralta, no Alto Paraguay, e seguir pela Rota. “Com o crescimento da Rota Bioceânica, esse cenário vai mudar. Muita gente vai morar aqui ainda”.

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