terça-feira,
20/10/2026
Mais
    InícioNotíciasBrasil / MundoGoverno de MS investe R$ 1,2 bilhão e reduz repetência e abandono...

    Governo de MS investe R$ 1,2 bilhão e reduz repetência e abandono escolar na Rede Estadual

    Natalia Yahn/Governo de MS –

    Com avanços na alfabetização e excelentes resultados na permanência escolar dos alunos na REE (Rede Estadual de Ensino), Mato Grosso do Sul é destaque em aprovação, oferta de ensino em tempo integral e de cursos de educação profissional.

    O Estado tem 190 mil alunos – 89,2 mil deles no ensino fundamental –, em 352 unidades em todos os municípios. Com ampliação do atendimento na educação em todos os municípios de Mato Grosso do Sul, o Governo do Estado reforça a qualidade na área – no ensino fundamental e médio – aos alunos da REE.

    Em três anos, a SED (Secretaria de Estado de Educação) disponibilizou mais de 30 mil vagas para o ensino fundamental em todo o Estado, consolidando uma atuação voltada a melhoria do ensino e possibilitando a expansão da oferta de vagas pelos municípios na educação infantil e nas séries iniciais do ensino fundamental.

    A Escola Estadual Professora Joelina de Almeida Xavier, na região do Bairro Coronel Antonino, em Campo Grande, atende 215 estudantes matriculados nas turmas do 4° ao 9° ano do ensino fundamental – em período integral. Desde o ano passado a unidade ampliou a oferta de vagas para alunos do 4° e 5° ano do ensino fundamental I, e com isso possibilitou que as escolas municipais da região pudessem concentrar o atendimento para a educação infantil e anos iniciais – 1° ao 3° ano.

    A unidade escolar disponibiliza ensino fundamental II, do 6° ao 9° ano, e desde o ano passado passou a oferecer turmas do 4° e 5° ano.

    “É uma experiência muito boa. As crianças têm a possibilidade de ficar mais na escola, nós temos várias atividades. Então eles estudam o dia inteiro, das 7h25 às 15h35, e depois continuam nos projetos como tênis de mesa, futsal, violão, ioga, xadrez, futsal masculino e feminino, cinema, dança”, disse a diretora-adjunta Vera Lúcia Mendes.

    Valquíria Martins, 45 anos, é ex-aluna da escola e decidiu matricular a filha, que está no 6° ano. “Ela veio este ano para a escola, por ser integral e a mais perto da nossa casa. Eu também gostei, porque aqui tem muitas atividades extras. E priorizam os alunos menores”.

    “A escola está mais confortável, isso faz com que a gente tenha vontade de estudar. Sei que aqui eu vou estar seguro”, disse o aluno Wesley Fernandes, 14 anos, do 9° ano e que estuda na escola desde o 6° ano.

    Além do investimento que impacta diretamente os alunos, por meio dos processos de ensino e aprendizagem, o Governo do Estado mantém ações simultâneas em diferentes campos para garantir um ambiente seguro e saudável também aos professores e profissionais da educação.

    O Programa MS Alfabetiza elevou a taxa de alfabetização de 47% (2023) para 66% (2025), recebendo o selo ouro do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada. O incentivo do Estado aos municípios é fundamental para fortalecer as ações voltadas à alfabetização na idade certa.

    Foto: Álvaro Rezende (arquivo), Secom-MS

    O municipalismo envolve ações específicas para beneficiar alunos e profissionais da educação, com atuação pontual para garantir a aprendizagem adequada. No dia a dia da Escola Municipal Indígena Francisco Farias, que fica na aldeia Água Branca, em Aquidauana, os 156 alunos do Ensino Fundamental – do 1° ao 9° ano – já são beneficiados com o trabalho focado na aprendizagem.

    A escola foi a primeira colocada no prêmio Escola Destaque 2025 do Programa MS Alfabetiza, entregue no ano passado. A diretora e indígena terena, Denise da Silva, explicou que o trabalho em equipe com foco na aprendizagem de cada aluno é o grande diferencial para a alfabetização na idade certa.

    “Temos uma equipe boa de professores da educação infantil ao segundo ano, com trabalho coletivo. Recebemos recursos e sempre tivemos formações de como administrar. O MS Alfabetiza também oferece capacitação, formação e materiais pedagógicos. Isso motiva os alunos, eles adoram coisas coloridas, diferentes. E fazemos tudo na escola, colocamos a aldeia ali e eles adoram. Alfabetizar é um trabalho realmente difícil e leva tempo, presença”, disse Denise.

    O incentivo do Estado aos municípios, dentro do programa MS Alfabetiza, é fundamental para fortalecer as ações voltadas à alfabetização na idade certa. “O fato de uma escola indígena ter alcançado o primeiro lugar (em 2025) demonstra que o MS Alfabetiza, aliado às ações desenvolvidas pela rede municipal com foco na alfabetização, tem conseguido promover equidade e qualidade no processo de ensino e aprendizagem, respeitando as especificidades de cada contexto escolar. Mostra também que, com acompanhamento pedagógico contínuo, formação adequada e valorização das práticas locais, é possível alcançar resultados expressivos na melhoria dos indicadores educacionais, incluindo as comunidades indígenas”, disse Maria Gorete Siqueira Silva, coordenadora estadual do MS Alfabetiza.

    O MS Alfabetiza é uma das iniciativas do Governo de MS que visam potencializar a alfabetização no Estado. Em execução desde 2021, o programa é voltado ao fortalecimento da aprendizagem e melhoraria dos indicadores educacionais dos estudantes matriculados na REE. Para isso, o programa foca na progressão de aprendizagens para alfabetização e práticas de letramento, formação leitora e consolidação da escrita.

    Investimentos

    O MS paga o melhor salário de professor do Brasil – mais de R$ 13 mil para início de carreira (40h). Já o professor convocado tem salário – mais de R$ 7,5 mil – superior ao do profissional efetivo em 23 estados. O Governo do Estado prevê realização de concurso público para professores, com previsão de 2 mil vagas.

    Para reformar e modernizar as escolas foram investidos aproximadamente R$ 1,2 bilhão beneficiando 70% das unidades escolares estaduais, totalizando 240 escolas revitalizadas.

    Oferecer educação pública de qualidade é uma das prioridades do Governo de MS, que amplia os investimentos em infraestrutura e na expansão de vagas. Atualmente, 62% da rede estadual conta com turmas de ensino em tempo integral em todos os 79 municípios do Estado, onde pelo menos uma escola tem turmas que atendem a demanda.

    Com foco no mercado de trabalho, mais de 50% dos alunos do ensino médio também estão matriculados em cursos da educação profissional.

    Entre os resultados alcançados, a repetência caiu de 7,4% no ensino fundamental em 2022, para 2,8% no ano passado. Já no ensino médio, caiu de 12,4% para 4% no mesmo período. E o abandono escolar é mínimo, de 0,2% no ensino fundamental e 0,8% no ensino médio.

    Foto: Álvaro Rezende (arquivo), Secom-MS

    Com tecnologia, música e horta, os alunos da Escola Estadual Sebastião Santana de Oliveira, no bairro José Abrão, em Campo Grande, aprendem de forma significativa e desenvolvem habilidades em diferentes áreas do conhecimento. Os métodos de ensino são integrados e aliados as necessidades dos estudantes, valorizando conhecimentos já adquiridos e direcionados para o futuro.

    Com conectividade, atualmente todas as escolas da REE estão conectadas a internet de ata velocidade, o que já influência na rotina escolar. Amanda Nogueira Bispo, 12 anos, é aluna do 7° ano do ensino fundamental e pode aprender sobre o período renascentista durante uma aula de artes no laboratório de informática. “Eu gosto de aula assim, que envolve a gente. Isso facilita o aprendizado”, explicou.

    “A tecnologia auxilia muito na minha disciplina, porque eu trabalho com imagens, eles têm que ver as obras”, disse a professora de artes e coordenadora da área de Linguagem, Leide Monteiro, sobre a atuação integrada entre as disciplinas que possibilita o aprendizado mais amplo e eficiente para os alunos.

    No projeto de robótica, os alunos também são estimulados a partir de situações que envolvem tecnologia para programação e construção de robôs.

    “Inserimos recentemente os drones, e a gente já tinha programação. Tudo isso chama a atenção dos alunos. E várias disciplinas se encontram nas nossas aulas, como matemática e física. Os alunos passam a ver a ciência na prática, usam raciocínio lógico, é interessante”, explicou o professor de Física – responsável pelas aulas de robótica –, Leonardo da Costa.

    Foto: Álvaro Rezende (arquivo), Secom-MS

    Na área central da Capital, na Escola Estadual Lúcia Martins Coelho, a tecnologia também está presente em todas as salas de aula, com lousas digitais que facilitam a interação do professor e dos alunos.

    “Desde que instalaram as lousas digitais fixas na sala de aula, todo o trabalho ficou mais fácil. É excelente ter acesso a recursos básicos, como projetar um texto ou até entrar na internet para buscar algo interativo para o aluno, na hora. Ampliou as possibilidades, a gente consegue passar um filme, música”, disse a professora de espanhol, Ruth Bobadilha.

    Com informações: TV Sobrinho

    Mais Lidas