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17/05/2024
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    Com capa, adereços de super-heróis e carrinho, pequenos pacientes entram “em ação” rumo à cirurgia no centro cirúrgico do Hospital Unimed CG 

    Ao todo são aproximadamente 12 metros, um caminho que apenas heróis podem percorrer. Capa, máscara, adereços e carrinho, tudo pronto para a super-heroína entrar em ação. E é assim, de uma forma totalmente humanizada e divertida, que a Ana Laura Mathias Pontarollo, de 3 anos, entra no Centro Cirúrgico do Hospital Unimed Campo Grande para sua cirurgia. 

    A ação faz parte da Terça dos Heróis, projeto desenvolvido pela equipe assistencial do Centro Cirúrgico da unidade hospitalar, onde os pequenos podem escolher uma fantasia de acordo com seu personagem preferido para usar antes do procedimento. Aqueles que têm entre 2 e 10 anos, além da fantasia, também usam o carrinho, onde ela mesma simula a condução do “veículo” até a sala cirúrgica, junto ao pai, a mãe ou à algum responsável.  

    O projeto foi criado, pois a equipe assistencial percebeu a dificuldade das crianças em entender e aceitar a necessidade de passar por procedimentos cirúrgicos para tratamento da saúde. A iniciativa transforma a atmosfera hospitalar, acalmando as crianças, seus familiares e outros pacientes que presenciam a cena.  

    Ellen Diana dos Santos Albertine é supervisora de Enfermagem Hospitalar no hospital da cooperativa e conta que proporcionar estes momentos para as crianças é emocionante. “Entendemos o momento que a família e o paciente estão passando. Esse mesmo momento pode ser algo para lembrar para o resto da vida, com emoção e carinho, por isso a equipe faz toda a diferença. A humanização está em pequenos detalhes, em coisas simples, às vezes em um sorriso ou na forma lúdica de entrar para o Centro Cirúrgico”.  

    “Isso, com toda a certeza, muda todo o cenário, inclusive para os profissionais que atendem a família e o paciente, e até para outros pacientes que observam, pois traz leveza. A equipe, com tudo isso acontecendo, também entende o que é ter um olhar diferente e singular para cada um”, conclui a profissional da saúde.  

    O médico responsável pelo procedimento cirúrgico da Aninha, Dr. Rafael Pontes Ribeiro, otorrinolaringologista da Unimed CG, conta que antigamente as crianças precisavam sair de perto dos pais, que ficavam do lado de fora, e isso gerava traumas. “Hoje, com toda essa humanização, poder proporcionar essa entrada, os pais ficam mais tranquilos e confiantes. Para a criança é uma maneira de não tornar a cirurgia um trauma, passando a ser um momento agradável, divertido e elas também não percebem a hora que se inicia a anestesia. Isso é muito importante, para todos. É essencial que todos sintam confiança em quem vai ficar com seu filho por alguns minutos, talvez horas, para que saibam que serão cuidados”.  

    Para Fernanda Mathias e Willker Pontarollo da Rosa, pais da Ana Laura, a ação aqueceu o coração e foi essencial para acalmar todo mundo. “Nós adoramos. O projeto faz todo sentido para nós, que sabemos a importância do lúdico para as crianças. Com certeza esse momento que antecedeu a entrada para o Centro Cirúrgico ajudou tanto a Ana Laura quanto nós, pais, a nos acalmarmos e mantermos a leveza no ambiente. Sem falar que foi muito importante ver nossa filha brincando e se divertindo pouco antes de ir para cirurgia. Aqueceu nossos corações”. 

    Para quem quer saber da Ana Laura, ela está muito bem e se recuperando do procedimento cirúrgico no tímpano, nas amígdalas e na adenoide, como uma boa super-heroína merece. “Ela está se recuperando e ainda não está conseguindo falar, mas certamente ela gostou de tudo o que aconteceu”, contou Fernanda. 

     

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