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11/04/2024
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    FARRA COM ‘DINHEIRO’ PÚBLICO EM MS

    Quatro deputados federais reeleitos – Beto Pereira e Dagoberto Nogueira, do PSDB, Dr. Luiz Ovando (PP) e Vander Loubet (PT) – e a senadora Tereza Cristina (PP) vão receber dois salários extras para pagar por “mudança fictícia”. Na farra com o dinheiro público, cada parlamentar tem direito ao salário extra no final e no início de cada mandato, supostamente, para custear a “mudança” até Brasília.

    Só que os cinco parlamentares vão continuar em Brasília e não vão ter nenhum custo extra para levar cama, mesa e fogão de Mato Grosso do Sul para o Distrito Federal. Apesar disso, cada um vai embolsar um extra de R$ 73 mil, considerando os R$ 33.763 pagos no final do mandato e os R$ 39.293,32 pagos no início da nova legislatura.

    Beto Pereira e Dr. Ovando estão no segundo mandato e vivem na capital federal desde 2019. Dagoberto está no quarto mandato consecutivo. Vander está em Brasília há seis mandatos, desde 2003.

    Tereza Cristina foi deputada federal por dois mandatos e só vai mudar de casa, da Câmara dos Deputados para o Senado, mas permanece em Brasília. Ela recebeu o “auxílio mudança” no final de mandato de deputada federal e outro para iniciar a legislatura como senadora da República.

    De acordo com o jornal Folha de São Paulo, o Congresso Nacional vai gastar R$ 40 milhões com o pagamento da mamata para 530 parlamentares. O auxílio mudança é o mesmo valor do salário pago no final e no início de cada legislatura, mesmo que o deputado ou a senador não esteja de mala e cuia.

    Em 2019, o pagamento do benefício causou polêmica e houve deputado que devolveu o valor pago pela Câmara dos Deputados. Na ocasião, Fábio Trad (PSD) foi o único parlamentar que tomou a iniciativa de recusar a mamata e devolveu o dinheiro. Desta vez, como não foi reeleito, ele contou que aceitou o pagamento para custear as despesas da mudança.

     

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