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Idosa dada como morta por covid-19 “ressuscita” durante velório no Paraguai

De acordo com os dados, a mulher deu sinais de vida pouco antes do meio-dia desta quinta-feira, quando se mudou no caixão no meio do velório, por isso seus familiares avisaram à imprensa

Uma mulher de 68 anos declarada morta por problemas respiratórios no Hospital Regional de Ciudad del Este “ressuscitou” quando foi velada em sua casa localizada no bairro Virgen del Carmen, em Hernandárias no Paraguai, segundo o ABC Color.

 

O fato foi descoberto quando os familiares aguardavam o carro fúnebre que deveria vir de Ciudad del Este a esta cidade para levar o corpo ao cemitério municipal.

 

Familiares contam que a idosa entrou ontem (10) no Hospital Regional de Ciudad del Este, proveniente do Hospital Distrital local, por insuficiência respiratória aguda, sob suspeita de sofrer de Covid-19. Lá, às 14h de ontem, foi dada como morta pelos médicos de plantão.

 

De acordo com os dados, a mulher deu sinais de vida pouco antes do meio-dia desta quinta-feira, quando se mudou no caixão no meio do velório, por isso seus familiares avisaram à imprensa. Um médico identificado como Ronald Escobar chegou à casa, que ao inspecionar o pulso e os batimentos cardíacos confirmou que ela realmente ainda estava viva.

 

Seus parentes a transferiram novamente em veículo particular para o hospital distrital, pois o profissional afirmou que ela necessitava de oxigênio.

 

Morte real
Ainda conforme o ABC Color, após ser socorrida, a mulher entrou em óbito ao dar entrada no hospital.

 

Os familiares demoraram cerca de uma hora para transferi-la de volta ao hospital, levando em consideração a desconfiança que sentiam dos médicos. Eles apenas concordaram em levá-la ao hospital quando o médico Ronald Escobar apareceu em casa, que confirmou que a mulher ainda estava viva e precisava de oxigênio com urgência.

 

“Fui ouvir o desespero dos familiares nas redes sociais e recebi vários telefonemas porque precisavam de médico. Descobri que ela ainda tinha pulso e podia ouvir os batimentos cardíacos ”, disse Escobar.

 

Por sua vez, o diretor da Décima Região de Saúde, Hugo Kunzle, explicou que os familiares usavam um saturômetro de baixa qualidade que dava à mulher alguns sintomas de vida, por isso os parentes desesperados acreditavam que a falecida ainda estava viva.

 

Ele mencionou que o médico que examinou o corpo no hospital informou que ele tentou dar água, mas que ela não tinha mais sinais vitais.

 

Já do hospital asseguraram que o paciente chegou sem sinais vitais e se recusou a emitir novo documento de óbito, o que provocou indignação nos familiares. Eles confirmaram que a mulher havia sido transferida para Ciudad del Este quando foi confirmado que ela sofria de Covid-19.
Fonte: Ponto da Notícia
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