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Atividade na Academia de Letras de MS

Prof. J. Barbosa Rodrigues é tema de Roda Acadêmica nesta quarta-feira

Nesta quarta-feira (16) a Academia Sul-Mato-Grossense de Letras promove a segunda Roda Acadêmica, criada para resgatar a obra de acadêmicos com destaque na história e cultura regionais. Nesta edição, as leituras e conversas se voltam ao Prof. J. Barbosa Rodrigues, autor de livros que retratam as memórias de Mato Grosso do Sul. O evento cultural será na sede da entidade, a partir das 19h30, com entrada franca. “O objetivo é colocar em pauta os imortais da literatura que não estão mais entre nós, frente à relevância de seus registros”, explica Américo Calheiros, que conduzirá o encontro ao lado da colega acadêmica Ileides Muller e da recém-empossada Lenilde Ramos. Para Calheiros, “é a forma de divulgar obras emblemáticas e manter vivo o legado deixado por autores locais, já que boa parte da memória deste lugar deve-se a eles”, diz, lembrando que a entrada é franca.

SOBRE O PROFESSOR J. RODRIGUES BARBOSA

Além de professor, J. Barbosa Rodrigues foi escritor, historiador e empresário. Nascido em Minas Gerais há 103 anos, chegou a Campo Grande em 1943, trabalhando em escolas como a Joaquim Murtinho e a Nossa Senhora Auxiliadora. Foi zelador do Jornal do Comércio, onde escreveu artigo que impressionou o dono do veículo. Rapidamente, seus textos ganharam destaque e chamaram atenção do recém-inaugurado Correio do Estado. Dois anos depois, Barbosa Rodrigues comprava o jornal, até hoje administrado pela família.

Apaixonado pelas letras, gostava de escrever à mão e foi ativo integrante da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras (Cadeira 13), que presidiu por dois mandatos. Levou a literatura para o jornal diário, surgindo assim o Suplemento Cultural, impresso aos sábados. J. Barbosa Rodrigues escreveu muito sobre a história do Estado e da Capital. Também dedicou dois livros à produção poética. Foram 10 obras, entre elas: “Palavras de um professor” (1949), “Isto é Mato Grosso do Sul” (1978) e “História de Campo Grande (1980)”. “Escreveu sobre aquilo que não havia conteúdo. Buscava ser útil, tinha uma visão muito prática. Seus livros foram motivados por isso”, definiu o imortal Hildebrando Campestrini, patrono da cadeira 31 da ASL. À frente do Instituto Histórico e Geográfico do Estado (IHGMS), Hidelbrando o viu produzir livros históricos e ensinar o ofício de jornalista a muitos profissionais. Sua contribuição à educação e cultura estão personificadas na Fundação Barbosa Rodrigues, que criou em 1982. Faleceu aos 86 anos, em março de 2003.

 

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