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Querência do Norte

As boas recordações ainda permanecem na alma do poeta

Emocionante a visita realizada à querida cidade de Querência do Norte no dia 3 de abril de 2018. Foi aqui a adolescência feliz de um poeta saudosista. A palavra saudade, em si, não revela o sentimento de uma vida modesta e satisfatória, de quem pôde conviver por mais de cinco anos com a realidade da pacata cidade, entre os anos de 1964 a 1971. Tempo de bons espetáculos circenses com apresentação de peças de teatro e shows inesquecíveis com os “caipiras” da época: Jacó e Jacozinho, Zico e Zeca, Zé Fortuna e Pitangueira, Tião Carreiro e Pardinho e Miguel e Aninha, dentre outros.O melhor amigo do autor destas linhas, Edemar Carlos Borsatto, tem ainda boas recordações daquele tempo. “Éramos felizes, quando juntos íamos de bicicleta, cursando o ginásio no “Antônio Tupy Pinheiro”, acentua o querenciano. O primeiro voto para as eleições municipais do cronista aconteceu no ano de 1968, quando Osvaldo Bertozzi foi eleito pela Arena 1, para governar o município. Setembrino Zago, homem de extrema humildade, concorreu pela Arena 2, vencido nas urnas, mas voltou a disputar o cargo de mandatário maior, e sendo vitorioso, exerceu o mandato durante seis anos.

NOÉ BRONDANI, UM FILÓSOFO QUERENCIANO

Durante a visita, o Colunista foi ao cemitério “José Miguel da Silva” com o amigo em epígrafe, lembrando do filósofo Noé Brondani, figura lendária de Querência do Norte. Ele não estava ali, mas se encontra sepultado no sítio onde residia, próximo à família de Henrique Pivetta. Noé teve muita importância na história da cidade, e recebia com frequência estudantes em sua casa, para quem transmitia conhecimentos de seu vasto saber como homem de letras. (o grifo é meu, JLA)

Segundo relato de Guto Renato Berto sobre Querência do Norte, o município teve no comando os agentes políticos:  a primeira administração teve como prefeito Osório Ferreira Lemos de 05/12/1955 a 4/12/1959. Cabe ressaltar que em 1959 esse prefeito teve o seu mandato cassado e assumiu em seu lugar o presidente da Câmara Giuseppe Capeletto. A segunda administração foi de 05/12/1959 a 4/12/1963, sendo o prefeito Júlio de Marchi Neto. A terceira foi de 05/12/1963 a 31/01/1969 e o prefeito foi Paulo Konrath. A quarta foi de 31/01/1969 a 31/01/1973, sendo o prefeito Osvaldo Bertozzi. A quinta administração foi de 01/02/1973 a 31/01/1977, tendo outra vez Paulo Konrath como prefeito. A sexta foi de 01/02/1977 a 31/01/1983 e o prefeito foi Setembrino Zago. A sétima foi de 01/02/1983 a 31/12/1988 tendo como prefeito Antenor Ferreira Canabarro. A oitava foi de 1989 a 1992 o prefeito José Edgar Pereira. A nona administração foi de 1993 a 1996 e o prefeito Mário José Amadigi. A décima de 1997 a 2000 e o prefeito Wanderley Alves da Costa. A décima primeira dÉramos felizes    e 2001 2004 prefeito Vlaumir Rodrigues. A décima segunda de 2005 a 2008 prefeita Rosinei Aparecida Raggioto de Oliveira, reeleita para a gestão de 2009 a 2012. A décima-quarta gestão, de 2013 a 2016, coube a Carlos Benvenutti.

PREFEITA ROSINEI: TRÊS MANDATOS
Doutora Rosinei é a atual prefeita, exercendo o seu terceiro mandato, e a décima-quinta gestão político-administrativa do Município, que foi criado em 26 de novembro de 1954 e instalado oficialmente a 5 de dezembro de 1955.

SETEMBRINO ZAGO, HOMEM DE FIBRA

Setembrino Zago era gaúcho de Santa Maria, onde nasceu a 20 de Setembro de 1925. Veio para Querência do Norte em 1952, acompanhado de cinco irmãos. Entregou-se inicialmente à cafeicultura, mais tarde aderindo ao plantio de arroz irrigado, e também à pecuária. Em 1961 casou-se com Dona Inês Perotti Zago. Desde de quando transferiu-se para Querência do Norte, dedicou-se às causas da comunidade e viu na política uma oportunidade de melhor servir ao município. Elegeu-se vereador, já na primeira legislatura, isto em 1955, tendo sido reeleito para o cargo. Foi presidente da Câmara Municipal e, posteriormente, prefeito, isto nas eleições de 1976, assumindo a chefia do Executivo em 1977, entregando-o ao seu sucessor seis anos depois, em 1983. Setembrino faleceu no dia 23 de fevereiro de 2004 e está sepultado no cemitério da cidade.

(Texto e fotos de Jairo de Lima Alves – Tribuna do Povo – Mundo Novo, MS)

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