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Egípcios, hebreus e midianitas – Contrastes no modo de vida

A viagem pelo tempo começa com os povos hebreus, que não tinham os costumes consolidados, naquela época. Assim, Israelita é o povo descendente de Jacó que, juntamente com seu pai Isaque) e seu avô Abraão, são considerados os patriarcas dos filhos de Israel, os israelitas. O próprio Deus confirmou isso, anos depois, a Moisés: “Eu Sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. (Êxodo 3:6a)

É complicado, pois o assunto versa sobre os hebreus no Egito, e não do povo hebreu que vivia em Canaã. Esta realidade é anterior à fundação do povo de Israel como nação. Os costumes dos hebreus ainda estavam sendo construídos, tanto que Moisés criara leis após a ida ao deserto. Os hebreus no Egito podem ser classificados em dois grupos: o hebreu escravo, que na verdade era mais chamado de camponês, e o hebreu especializado em alguma atividade.

O hebreu camponês estava na pior condição de trabalho existente no Egito. Todos eram servos do faraó, sendo este o único homem livre. Havia o camponês que trabalhava com a produção de comida, em plantações, mas quando o rio enchia tudo ficava alagado e o serviço era interrompido. Para não deixar estes hebreus sem uma função, eles eram direcionados pelo faraó para obras públicas e construíam tumbas, templos, estátuas ou o que mais o faraó inventasse. Eram tarefas cansativas e penosas, com a pior remuneração. Os hebreus recebiam praticamente uma porção de pão por pessoa ou trigo. O hebreu especializado em algum trabalho, que vivia no palácio era considerado nobre. Estes possuíam uma excelente condição de vida, benefícios e tudo de melhor que a corte produzia. Os hebreus do palácio eram, por exemplo, os joalheiros do faraó, cozinheiros, costureiros, damas reais, dentre outras funções.

Os hebreus eram, em sua maioria, monoteístas, ou seja, acreditavam em apenas um Deus. Já os que viviam no palácio, deveriam adorar também os deuses egípcios, sendo chamados de politeístas

O Egito era um reino politeísta, que adorava diversos deuses. O hebreu camponês tinha a possibilidade de adorar apenas um Deus, pois não havia fiscalização, mas dentro do palácio o indivíduo deste povo teria que adorar os deuses egípcios, até porque o faraó era considerado um deus. Em resumo, os hebreus eram monoteístas, mas muitos adoravam vários deuses, até porque acabavam se adaptando à cultura egípcia.

Os egípcios adoravam vários deuses e um deles estava presente, que era o faraó. Eles acreditavam que, dentro do Egito, o faraó era a ligação entre estes deuses e a Terra, e era ele quem trazia a luz cósmica. Então, todos trabalhavam para o faraó com o objetivo de que os deuses mantivessem ordem dentro do Egito. Havia egípcio em várias profissões e, dependendo do serviço, seria melhor ou pior remunerado. Os que trabalhavam no palácio, direto com o faraó, tinham funções prestigiosas e eram nobres, como os artesãos, cozinheiros e sacerdotes. As menos valorizadas eram desempenhadas por egípcios camponeses, que ficavam em obras, fazendo pinturas e retalhos.

Todo hebreu que trabalhava diretamente no palácio teria que se portar como um egípcio. Usava boas roupas, perucas, maquiagens, entre outros costumes do povo rico. A mulher no Egito teria mais liberdade, inclusive direito à propriedade. Ela podia comprar, vender, ter bens no nome dela e até ficar com metade de tudo, em caso de divórcio, que não fosse por adultério. O faraó era obrigado a ter várias esposas, sem qualquer problema.

Já os midianitas eram pessoas que permaneciam por até dez anos em um lugar, mas, se a situação estivesse ruim, mudavam o destino. Eles não tinham vínculos com a terra, como os egípcios. Os midianitas falavam uma língua de origem semítica, muito próxima ao hebraico, usado pelos hebreus. Os costumes entre estes dois povos eram similares, pois os hebreus vieram da região de Canaã, que tinha uma cultura que influenciava os povos. O que diferenciava os hebreus dos midianitas era o monoteísmo. Enquanto os hebreus achavam que adorar outros deuses era um sacrilégio, os midianitas acreditavam no Deus de Israel e em outros. A grande dissemelhança estava na religião. Os midianitas não deixaram tantos registros escritos para que a história pudesse reconstruir a vida deste povo.

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