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A Entrada Triunfal de Jesus em Jerusalém – Ele pranteia sobre a cidade e prevê a sua ruína

Enquanto ainda em Betânia, ou na povoação vizinha de Betfagé, e de acordo com a narrativa de João, no dia seguinte ao da ceia na casa de Simão, enviou Jesus dois de Seus discípulos a um certo lugar onde, segundo lhes disse, encontrariam uma jumenta amarrada, e com ela um jumentinho sobre o qual ninguém havia montado, e que deveriam trazê-los a Ele. Se interrompidos ou inquiridos, deveriam dizer que o Senhor tinha necessidade dos animais. Os discípulos acharam tudo como o Senhor dissera. Trouxeram o jumentinho a Jesus, estenderam suas capas sobre o dorso da gentil criatura e colocaram ali o Mestre. O grupo partiu em direção a Jerusalém, com Jesus cavalgando no meio.

Como era costume, grande número de pessoas havia subido à cidade muitos dias antes do início dos rituais da Páscoa, a fim de poder dedicar-se à purificação pessoal, e pôr-se em dia com o oferecimento dos sacrifícios prescritos. Embora a grande data, na qual o festival deveria ser inaugurado, estivesse ainda quatro dias adiante, a cidade estava apinhada com a multidão de peregrinos, e entre esses muita discussão se havia levantado a respeito de aventurar-se Jesus de aparecer publicamente em Jerusalém durante a festa, em vista dos planos bem conhecidos da hierarquia, de pô-lo em custódia. A gente comum estava interessada em todas as ações e movimentos do Mestre, e a notícia de Sua partida de Betânia correu adiante Dele, de maneira que, ao tempo em que iniciou a descida da parte mais elevada da estrada, pelo flanco do Monte das Oliveiras, grande multidão se havia juntado ao Seu redor. O povo rejubilava com o espetáculo de Jesus cavalgando em direção à cidade santa e espalhava as vestes e lançava folhas de palmas e outras folhagens no Seu caminho, atapetando assim o caminho como para a passagem de um rei. Naquele momento, Ele era o seu rei e eles os vassalos em adoração. A voz da multidão soava em retumbante harmonia: “Bendito o Rei que vem em nome do Senhor: paz no céu, e glória nas alturas”, e novamente: “Hosana ao Filho de Davi; bendito o que vem em nome do Senhor: Hosana nas alturas!”

Entretanto, no meio de todo esse júbilo, Jesus estava triste quando chegou à vista da grande cidade onde se localizava a Casa do Senhor, e Ele chorou por causa da iniquidade de Seu povo, e por sua recusa em aceitá-Lo como o Filho de Deus; além disso, antevia as terríveis cenas de destruição ante as quais tanto a cidade quanto o Templo em breve cairiam. Em angústia e lágrimas, Ele assim apostrofou a cidade condenada: “Ah, se tu conhecesses também, ao menos neste teu dia, o que à tua paz pertence, mas agora isto está encoberto aos teus olhos. Porque dias virão sobre ti em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras, e te sitiarão, e te estreitarão de todos os lados; e te derrubarão, a ti e a teus filhos que dentro de ti estiverem, e não deixarão em ti pedra sobre pedra, pois que não conheceste o tempo da tua visitação.”

A multidão fora aumentada por turbas tributárias que se juntavam à imponente procissão em cada encruzilhada, e os brados de louvor e homenagem se faziam ouvir dentro da cidade, enquanto o grupo que se aproximava estava ainda fora dos muros. Quando o Senhor cavalgou através do imponente portal e penetrou na capital do Grande Rei, a cidade inteira estava emocionada. A inquirição dos menos informados: “Quem é este?”, a multidão clamava: “Este é Jesus, o profeta de Nazaré da Galileia.” É possível que os peregrinos galileus fossem os que respondiam primeiro e mais alto à jubilosa proclamação, porque os orgulhosos judeus tinham a Galileia em baixa estima, e naquele dia, Jesus da Galileia era o personagem mais proeminente em Jerusalém.

Ele sabia que a cidade seria destruída e embora Ele seja Deus, Ele chorou. Isso nos traz um retrato da compaixão de Jesus. Ele é o Deus Emanuel. Ele é o Deus que chora conosco e chora por nós. Ele nos ama. Ele se importa conosco. Jesus chorou porque a cidade tinha perdido a sua oportunidade e o tempo da visitação de Deus. Ele chorou porque o povo rejeitou a oferta da graça de Deus. Ele chorou porque o povo amou mais as trevas do que a luz. Ele chorou porque a cidade virou as costas para Deus e rejeitou o amor de Deus. Ele chorou porque eles preferiu a morte à vida.

As lágrimas de Jesus nos revelam o coração de Deus. Ele e o Pai são um. Quem vê a Jesus vê o Pai. Ele mesmo tem dito: “Dize-lhes Tão certo como vivo, diz o Senhor Deus, não tenho prazer na morte do perverso, mas em que o perverso se converta do seu caminho e viva. Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; pois por que haveis de morrer ó casa de Israel”

 

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