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Tempestades e barcos no mar da Galileia – As Lições de Jesus sobre batalha espiritual

Jesus não passa despercebido ao partir de Cafarnaum, pois outros barcos também fazem a travessia do mar, em viagem que não é longa. O mar da Galileia é um grande lago de água doce, e tem uns 21 quilômetros de comprimento com aproximadamente 12 quilômetros de largura, mas não é raso. Embora Jesus seja perfeito, é compreensível que Ele estivesse cansado por causa de Seu ministério. Assim, depois que o barco sai, Ele se deita na popa do barco, coloca a cabeça num travesseiro e dorme.

Alguns apóstolos são bons marinheiros, mas não será uma viagem fácil. Há montanhas em volta do mar, e a superfície do mar da Galileia é morna. Às vezes, o ar frio das montanhas desce rapidamente, encontra-se com a água morna do mar e, de repente, causa violentos vendavais. E logo acontece isso, pois as ondas batem contra o barco, que começa ‘a ficar inundado e em perigo’, e mesmo assim, Jesus continua dormindo. Baseando-se em suas experiências com tempestades, os marinheiros tentam controlar o barco. Temendo pela própria vida, acordam Jesus e dizem: “Senhor, salve-nos, pois estamos prestes a morrer!”

Quando Jesus acorda, diz aos apóstolos: “Por que vocês estão com tanto medo, homens de pouca fé?” Então, Jesus ordena ao vento e ao mar: “Silêncio! Cale-se!” O vento forte parou e o mar ficou calmo. Os discípulos acabaram de ver o mar numa violenta tempestade, se tornando totalmente calmo. O medo foi embora, e els dizem:  Dizem uns aos outros: “Quem é realmente este homem? Até mesmo o vento e o mar lhe obedecem, e eles conseguiram atravessar o mar em segurança. Provavelmente os outros barcos que navegavam com eles conseguiram voltar à margem oeste.

Viagem de Barco – Durante viagem a Israel, alguns turistas costumam atravessar o mar da Galileia a barco, indo em direção à Jordânia — o mesmo caminho percorrido por Jesus e os discípulos quando enfrentaram uma grande tempestade. Nesse percurso, Jesus ensinou uma das lições mais extraordinárias a respeito de batalha espiritual. Na ocasião, Ele estava indo com Seus apóstolos em direção a Gadara, chamada hoje de Umm Qais, na região da Jordânia, uma cidade hoje habitada por muçulmanos.

Alguém expressou assim, durante uma viagem de barco no mar da Galileia: “Os discípulos aprenderam a maior lição de sua história: com Jesus no barco. Se a nossa fé está em Jesus, nós estamos muito bem. Alguns acreditam na imagem de um suposto salvador, vem a tempestade e ele fica perdido. Mas se a sua fé estiver em Jesus, como a dos apóstolos, o final da história vai ser muito feliz”.

Tempestade no mar da Galileia de Rembrandt

Rembrandt foi um dos mais produtivos e famosos pintores holandeses da história. Seu estilo de pintura adotado foi o barroco, o que significa quadros ricos em detalhes e exuberância. Diferentemente dos seus contemporâneos, que costumavam se focar em um tipo de pintura específica (retratos, autorretratos, paisagens, cenas históricas), Rembrandt pintou em todos os gêneros. O quadro “Tempestade no Mar da Galileia” é o seu único retrato de uma paisagem, ao mesmo tempo que contém temática bíblica. Nele, Rembrandt ilustra a cena em que Jesus acalma os mares da Galileia para que Ele e Seus discípulos consigam passar.

Infelizmente, a obra está longe dos olhos do público desde 1990, quando ela foi roubada do Museu Isabella Stewart Gardner juntamente com doze outros trabalhos de grandes pintores, juntas avaliadas em mais de US$500 milhões. Foi o maior roubo de arte da história, assim como o maior roubo de propriedade privada já registrado. O caso ainda deixa autoridades do mundo inteiro perplexas. Até hoje, o museu oferece uma recompensa de US$5 milhões para qualquer um que tenha uma pista que leve à recuperação dos quadros. É improvável que elas ainda estejam todas juntas, e de acordo com o FBI, as obras foram vendidas no começo dos anos 2000 na Filadélfia, nos Estados Unidos, o que dificulta ainda mais o trabalho de localizá-las. Apesar de reunir vários suspeitos ao longo dos anos, ninguém nunca foi preso pelo roubo.

O mais estranho da história toda é que, quando o roubo aconteceu, os ladrões poderiam ter levado obras bem mais valiosas do que as escolhidas, mas escolheram levar obras menos conhecidas de grandes autores. O museu ainda mantém as molduras vazias de todos os quadros onde estavam, como uma homenagem às obras roubadas e um símbolo de que estão esperando o seu retorno.

 

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