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As Vestes de Jesus, a Cura de uma Mulher e a Ressurreição da Filha do Chefe da Sinagoga

O Mestre Jesus libertou um homem possuído por demônios, estando do outro lado do mar da Galileia; quando voltava para Cafarnaum, Ele recebeu um convite de Jairo, o principal chefe da sinagoga, para ir à sua casa. No trajeto, uma mulher que tinha um fluxo de sangue, tocou em Suas vestes e foi curada.

Fluxo de Sangue – Cansada e quase já sem esperança,a mulher fraca e solitária, reunindo as suas últimas forças em um esforço quase sobrenatural decide fazer mais uma tentativa. Com o passar dos anos seus sonhos se foram, seus projetos ficaram no passado. Conviver com a impossibilidade havia se tornado rotina em sua vida.  Como todas as jovens de sua época, havia feito planos para o futuro. Quem sabe encontrar um bom rapaz, casar, ter filhos, ser uma boa dona de casa… No entanto, a doença impossibilitou seus sonhos, dissipou suas esperanças.

Depois de doze anos o seu nome já não importava mais, ela é conhecida agora apenas pelo seu problema. Parece que todos já haviam desistido e a deixaram entregue à própria sorte. Procurou ajuda na medicina para solucionar o seu problema. Procurou os maiores especialistas de sua época, não mediu esforços, gastou tudo que tinha, mas não obteve nenhum resultado positivo.

No entanto, de alguma forma ela ouviu falar Jesus, e em seu angustiado coração começou germinar a sementinha da esperança. A doença havia deixado ela extremamente fragilizada, estava debilitada fisicamente e emocionalmente. Naquelas circunstancia a multidão se tornou um grande obstáculo. Pensava consigo. “Se eu tão somente tocar nas suas vestes serei curada”.

Era real a sua fé, estava convicta do poder e do amor de Jesus, mas mesmo assim, o medo de ser vista e repreendida quase a fez desistir. Mas estava tão perto a chance de libertar-se, não poderia deixar passar a oportunidade de recomeçar, de voltar a sonhar, não poderia abrir mão dessa possibilidade. Naquele momento, a fé dessa mulher se tornou uma ferramenta muito importante. Ao superar os seus temores, decidida e silenciosamente, foi ao encontro de Jesus. Sem que ninguém percebesse, se aproximou e tocou em Suas vestes. No mesmo instante, percebeu que estava curada.

Vestes de Jesus – Naqueles dias haviam muitas roupas que os homens usavam, como túnicas e mantos. Jesus costumava andar com uma túnica em Seu dia a dia. As roupas tinham uma característica bem interessante que foi o próprio Deus que mandou fazer. Nas bordas das vestes tinham as franjas e nas franjas das bordas tinha um cordão azul. Nesses ‘cordões azuis’ tinham os mandamentos de Deus. Então, toda vez que eles andavam, viam os mandamentos de Deus nos ‘cordões’ que estavam nas orlas. Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Que nas bordas das suas vestes façam franjas pelas suas gerações; e nas franjas das bordas ponham um cordão azul. As franjas vos serão para que, vendo-as, vos lembreis de todos os mandamentos do Senhor, e os cumprais; e não seguireis o vosso coração nem após os vossos olhos, pelos quais andais vós prostituindo. – Números 15:38,39

Filha de Jairo – Jairo era um importante homem da sinagoga, tinha uma filha única, de apenas doze anos de idade. A menina estivera muito doente, chegando a óbito. Era costume judaico contratar lamentadores profissionais e instrumentalistas para o velório. A Bíblia Cristã diz que eles estavam presentes na casa de Jairo, no dia do luto: “E Jesus chegando à casa daquele chefe, e vendo os instrumentalistas, e o povo em alvoroço…”

O popular homem em Israel, “chefe na sinagoga”, representava religiosidade, respeito, alguém que era procurado para dar conselhos e fazer preces, mas que se viu impotente diante da morte da filha. Aquela situação mexeu com o “forte” homem que tantas vezes tinha ouvido falar de Jesus, sem, contudo se render ao Seu Senhorio.

A história de Jairo é narrada em três Evangelhos: Mateus, Marcos e Lucas. Uma tremenda lição de fé, que por ser contada simultaneamente ao milagre da Mulher com Fluxo de sangue, fica em segundo plano. Na verdade, era exatamente ali, que essa narrativa deveria estar. Não por acaso Jairo e a Mulher Com fluxo de Sangue, nos ensina a vencer o medo, os preconceitos e os murmurinhos da multidão.

Jairo, determinado e cheio de fé, deixa a multidão chorosa em sua casa e parte ao encontro de Jesus. O barulho dos pranteadores é alto, pode ser ouvido ao longe. Mas, o homem da sinagoga não consente a derrota, se nega a fazer parte daquele coro, procura alguém que lhe conforte, mas não encontra. Lembra de Jesus. Em algum momento, em meio a mais profunda dor, Jairo volta o coração para o alto em busca de um milagre.

Sai dali apressadamente e apesar da agitação do lugar, sentem sua falta, partem em sua busca. Marcos relata que ao encontrarem com Jairo adorando Jesus, de joelhos aos seus pés, dizem: “A tua filha está morta; por que enfadas mais o mestre? E Jesus, tendo ouvido estas palavras, disse ao principal da sinagoga: Não temas crê somente!”

 

Jairo e a mulher com fluxo de Sangue. Duas vidas cheias de fé, entre centenas de outras vidas incrédulas. A menina ressuscitada por Jesus tinha doze anos. A Mulher curada de uma hemorragia, sofria também há doze anos. Eles venceram a si mesmos, quando deixaram para trás as opiniões alheias, as balburdias que conspiravam a favor da morte. Quando fecharam os ouvidos para o mundo, os corações se abriram para Deus: “O povo foi posto para fora, Jesus entrou. Ele não lamenta, não aceita as imposições da multidão enfurecida. Jesus era um na multidão. Agora eram dois também na multidão. Não são muitos os que vencem através da fé, apenas os que andam na contramão da multidão.

 

 

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