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A Cura da Mão Mirrada contra a vontade dos religiosos

Aconteceu também, em outro sábado, que entrou na sinagoga e estava ensinando; e havia ali um homem que tinha a mão direita mirrada. Os escribas e fariseus atentavam nele, se o curaria no sábado, para acharem de que O acusar. Mas Ele, conhecendo bem os seus pensamentos, disse ao homem que tinha a mão mirrada: Levanta-te e fica em pé no meio. E, levantando-se ele, ficou em pé. Então, Jesus lhes disse: Uma coisa vos hei de perguntar. É lícito nos sábados fazer bem ou fazer mal? Salvar a vida ou matar? E, olhando para todos ao redor, disse ao homem: Estende a mão. E ele assim o fez, e a mão lhe foi restituída sã como a outra. E ficaram cheios de furor, e uns com os outros conferenciavam sobre o que fariam a Jesus. (Lucas, 6:6-11)

O relato dessa cura, operada por Jesus, é intrigante não por ter sido realizado no dia de sábado que, pela tradição judaica, estava destinado às atividades exclusivamente religiosas, mas pela recuperação física de uma mão paralítica “mão mirrada”, atrofiada por longo desuso, que ficou completamente sadia “e a mão lhe foi restituída sã como a outra”. Os religiosos, em geral, classificariam essa cura como um ato milagroso, uma vez que, para eles, “um milagre implica a ideia de um fato extranatural; no sentido teológico, é uma derrogação das leis da Natureza, por meio do qual Deus manifesta o Seu poder. Um dos caracteres do milagre propriamente dito é o ser inexplicável. Outro caráter do milagre é o de ser insólito, isolado, excepcional.”

O milagre existe porque são desconhecidas as leis que regem a manifestação do fenômeno. Logo que um fenômeno se reproduz, quer espontânea, quer voluntariamente, é que está submetido a uma lei e, desde então, seja ou não seja conhecida a lei, já não pode haver milagres. Jesus, por efeito da sua poderosa vontade e pelo intenso amor ao próximo, aplicava os seus fluidos altamente purificados ao doente. Este, por sua vez, secundado pela confiança no Senhor se tornava receptivo à ação curativa. No que se refere aos poderes curativos, Jesus é o máximo nas mais altas afirmações de grandeza. Cercam-no doentes de variada expressão. Paralíticos estendem-lhe membros mirrados, obtendo socorro. Cegos recuperam a visão. Ulcerados mostram-se limpos. Alienados mentais, notadamente obsidiados diversos, recobram o equilíbrio. É importante considerar, porém, que o Grande Benfeitor a todos convida para a valorização das próprias energias. Não salienta a confiança por simples ingrediente de natureza mística, mas sim por recurso de ajustamento aos princípios mentais, na direção da cura.

As curas no Evangelho sempre despertaram grande interesse. Não apenas pela natureza desses acontecimentos, mas pelo impacto que provocavam na população e nos agrupamentos religiosos, em especial. Os estudiosos do Evangelho analisam os relatos das curas realizadas por Jesus, procurando ter uma resposta racional para algumas questões. A Ciência resolveu a questão dos milagres que derivam do elemento material, quer explicando-os, quer lhes demonstrando a impossibilidade, em face das leis que regem a matéria. Mas, os fenômenos em que prepondera o elemento espiritual, não podem ser explicados por meio das leis da Natureza. É, pois, nas leis que regem a vida espiritual que se pode encontrar a explicação dos milagres dessa categoria.

Só alcançarão o milagre desejado aqueles que se dispuserem assumir a sua fé em Jesus, sem restrições e corajosamente reconhecerem que Ele é poderoso para curar e libertar dos males que afligem as pessoas.

 

 

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