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O Chamado de Mateus para o Ministério – Um coletor de impostos desacreditado

Estando ainda em Cafarnaum, o mestre Jesus caminhou até a alfândega, que ficava na estrada principal, ligando o Egito à Síria. Ali estava o oficial da alfândega trabalhando. Ele recolhia impostos para o Império, e subitamente recebeu a visita do Mestre Maior. Uma surpresa, quando Jesus o intimou para integrar a Sua equipe de evangelistas. Ele deixou o seu honroso posto de trabalho para encarar a nova empreitada. Mateus, que também era chamado de Levi, obedeceu, e assim, tornou-se um dos doze discípulos, que mais tarde, ficaram conhecidos como apóstolos. Foi uma decisão corajosa de Mateus, e também de muita fé. Sabia ele que o empreendimento era muito grande, e jamais poderia se omitir diante da proposta de Jesus – o trabalho integral em favor do reino de Deus.

Impostos e Coletores – Os romanos arrecadavam muitos tipos de impostos, de suas nações conquistadas. A cada cinco anos, eles leiloavam o cargo de coletor de impostos, e quem fizesse a mais alta oferta, recebia o trabalho, que era rentável. Ninguém lhe dizia quanto devia coletar, mas regra geral, o coletor arrecadava muito mais que o necessário. Era um perverso, razão de sofrer algumas repulsas da parte da sociedade. Zaqueu foi um desses coletores que, usando de artimanhas, enganava as pessoas e também o governo romano. Nos tempos de Jesus, os impostos eram cobrados de muitas maneiras, para enriquecer ainda mais os poderosos. Havia impostos sobre a propriedade de imóveis, impostos em portos e nas portas da cidade, e por todos os bens que passavam por esses locais. Esse era o trabalho de Mateus, que aterrorizava as pessoas, cobrando pesados impostos em favor de Roma. Um censo era realizado de tempos em tempos, para assegurar que todas as pessoas estivessem inscritas nas listas de pagadores de impostos. O sistema era mesmo perverso, talvez pudesse ser comparado a alguns países do Ocidente.

O povo judeu odiava os cobradores de impostos, que eram chamados de “ladrões”. Foi durante um desses censos que José e Maria tiveram que se deslocar até Belém, onde Jesus nasceu. Muitos daqueles coletores se enriqueciam às custas dos mais pobres. Então, Mateus, movido pelo amor a uma grande causa, decidiu abandonar a profissão para seguir um novo Caminho. Queria ele agora mudar de vida e evangelizar os pobres, atendendo o Ide de Jesus de Nazaré. Mateus era desacreditado na comunidade, mas Jesus o acolheu para uma nobre missão. Mateus escreveu o evangelho que leva o seu nome e fez parte da vida ministerial do Mestre, acompanhando-O em Suas andanças pelas cidades da Galileia.

Império Romano – Quando Augusto assumiu o poder de Roma, como imperador, o costume era que, naquelas partes, onde houvesse inquietude civil, ou ameaça de invasão, o imperador deveria governar diretamente por meio de seus comandantes de exército. Os comandantes, ou legados, permaneciam no cargo durante cinco anos, governando a região que lhes era designada. Conforme Lucas escreveu, o legado Cirênio, com áreas menores, o representante do Imprio Romano era o procurador. A província da Síria, incluindo a Judeia, era governada por um legado. As províncias estáveis eram governadas por um procônssul nomeado pelo senado romano. Às de que seguissem a política romana, sendo leais ao imperador. Herodes, o Grande, governou como um rei vassalo vezes, era permitido que reis “vassalos” governassem, com a condição de 40 a.C. ao ano 4 d.C. Com a morte de Herodes, o Grande, o seu reino foi dividido entre sis seus filhos. Arquelau foi o rei da Samaria, Judeia e Idumeia. Sendo ele ineficaz no governo, foi substituído por Pôncio Pilatos, o procurador de Roma.

 

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