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Jesus promove a Purificação do Templo – Nicodemos e o Novo Nascimento

Após o milagre da transformação da água em vinho em Caná da Galileia, o mestre Jesus diririu-se a Cafarnaum com Sua mãe, Seus irmãos e os discípulos. Chegando a época da páscoa, Ele foi a Jerusalém, oportunidade em que derrubou as mesas do cambistas no Templo e também falou com Nicodemos sobre a questão do novo nascimento. Isso teria acontecido por volta do ano 27 d.C. A limpeza do Templo ocorreu no Átrio dos Gentios, que era um amplo átrio do Sagrado Templo. Nesse átrio, qualquer pessoa poderia entrar, mas nenhum gentio poderia chegar adiante, num átrio sagrado, uma espécie de Santos dos Santos.

Naqueles dias, todo judeu do sexo masculino devia comparecer à páscoa, a festa anual que estava acontecendo, quando Jesus derrubou as mesas dos cambistas. É comum, ainda nos dias atuais acontecerem as festas em igrejas, chamadas quermesses, para angariar fundos. Os leilões de prendas e outros folguedos são normais nos átrios de algumas denominações, até mesmo templos ditos evangélicos. Jesus era contrário a esse tipo de atividade na Casa de Deus, como Ele mesmo disse aos cambistas. Esses aventureiros vinham de muitos lugares e faziam ponto nos arredores do Templo, fazendo negócios paralelos O dinheiro ganho nestas diversões e que vinha desses estrangeiros não podia ser usado para comprar animais para os sacrifícios, por ser considerado imundo. Jesus não concordava com a trapaça, e começou a expulsar os vendilhões, promovendo a purificação do Templo, a casa de Deus.

Conta-nos João, o apóstolo bem amado que, ao chegar no Templo, Jesus encontrou vendedores de bois, ovelhas e pombas, e os cambistas fazendo negócios. Tomado de santa ira, teceu um chicote e expulsou todos do Templo. Junto com as ovelhas e os bois, espalhou as moedas e derrubou as mesas dos cambistas. E com sua divina voz, interpelou: “Não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio!.”

O grande autor Orígenes considera este gesto de Jesus como um verdadeiro milagre, onde Ele exerce seu poder irresistível. Milagre sim, pois no meio daquela multidão constituída de milhares de pessoas que tinham acorrido a Jerusalém por ocasião da Páscoa judaica, Ele ergue-se sozinho, com heroísmo e santa cólera, em defesa da Casa do Pai, expulsando com um chicote aqueles homens gananciosos e desrespeitosos do lugar sagrado. E ninguém se atreveu opor-se a Ele.

Uma admirável lição da virtude e da justiça, permitindo-nos contemplar um aspecto raramente salientado – mas quão grandioso e adorável – de sua divina personalidade”. De fato, muito se fala da misericórdia de Jesus, e sem dúvida nunca será demasiado acentuar o quanto devemos amar o Jesus de doce memória, operando os mais belos milagres e restituindo a paz de alma aos que dele se aproximavam com fé, confiança e humildade. Sim, adoremos Jesus, a Divina Misericórdia, cujo Coração é cheio de bondade e de amor.

Ora, por que esta atitude de Jesus expulsando os comerciantes do Templo? Não deveríamos adorar, com verdadeiro entusiasmo, este aspecto de Sua divina personalidade? Quanto se prega contra a disciplina, surge uma concepção errada, baseada nas ideias de Rousseau, de que todo homem é bom, e por isso deve ser deixado entregue à sua natureza. Entretanto, o ensinamento da Escritura não deixa margem a dúvida. Os autores sagrados discordam desse ponto de vista tão comum em nossos dias, como exemplo, na passagem: “A loucura apega-se ao coração da criança; a vara da disciplina afastá-la-á dela”. E mais adiante: “Não poupes ao menino a correção: se tu o castigares com a vara, ele não morrerá, castigando-o com a vara, salvarás sua vida da morada dos mortos”. E mais: “Quem poupa a vara odeia seu filho, quem o ama, castiga-o na hora precisa”.

E conclui: “A bondade do Homem-Deus é infinita e, portanto, inesgotável. Mas Jesus não é exclusivamente a bondade. Ele é também a Justiça. Apesar de serem extremos opostos, castigo e bondade constituem contrários harmônicos. Por este motivo, numa educação sábia e virtuosa, da mesma forma que jamais podem faltar a bondade, o afeto, a misericórdia, também não pode ser desprezada a disciplina: Amor e castigo não se excluem, em certas circunstancias, o amor se manifestará em repreensão.

 

 

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