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Império Assírio – Israelitas levados ao Cativeiro

Após a divisão do reino, Israel teve apenas reis ímpios, aqueles que não obedeciam a vontade do Criador.  Exílio em Babilônia dos judeus é diferente daquele de Samaria, que aconteceu pouco mais de um século antes. Com a morte de Salomão, o reino foi dividido em reino do norte, cuja a capital era Samaria, também dito reino de Israel; e reino do sul, tendo Jerusalém como capital, conhecido como reino de Judá. Esses dois reinos coexistiram até 721, quando os assírios conquistaram a Samaria. O rei da Assíria invadiu toda a Terra e pôs cerco a Samaria durante três anos. No nono ano de Oséias, o rei da Assíria tomou Samaria e deportou Israel para lá, estabelecendo-o em Hala e às margens do Habor, rio de Gozã e nas cidades dos medos.

O reino do sul conseguiu ainda sobreviver, graças a alianças e políticas internacionais, por mais um século ainda, mas em 587 também foi definitivamente conquistada pelo rei Nabucodonosor, da Babilônia, e toda a gente de Jerusalém foi deportada ficando nessa região cerca de 40 anos, em cativeiro.

Os últimos anos do malfadado reino de Israel foram assinalados pela violência e derramamento de sangue como jamais havia sido testemunhado mesmo nos piores períodos de lutas e inquietação sob a casa de Acabe. Por mais de dois séculos os governantes das dez tribos haviam estado a semear ventos; agora colhiam tempestade. Rei após rei havia sido assassinado a fim de abrir caminho para que outros ambiciosos reinassem. “Eles fizeram reis”, declara o Senhor a respeito desses ímpios usurpadores, “mas não por Mim; constituíram príncipes, mas Eu não o soube”. Todo princípio de justiça fora posto de lado; os que deviam ter-se posto ante as nações da Terra como depositários da graça divina, “aleivosamente se houveram contra o Senhor” e, uns contra os outros.

Com as mais severas reprovações, Deus buscou despertar a nação impenitente para a realidade do iminente perigo de sua completa destruição. Por intermédio de Oséias e Amós, Ele enviou às dez tribos mensagem após mensagem, exigindo amplo e completo arrependimento, e ameaçando-os com calamidades como resultado da contínua transgressão. “Lavrastes a impiedade”, declarou Oséias, “segastes a perversidade, e comestes o fruto da mentira; porque confiaste no teu caminho, na multidão dos teus valentes. Portanto, entre o teu povo se levantará um grande tumulto e todas as tuas fortalezas serão destruídas. O rei de Israel de madrugada será totalmente destruído”.

De Efraim, o profeta declarou: “Estrangeiros lhe comeram a força, e ele não o sabe; também as cãs se espalharam sobre ele, e não o sabe”.  “Israel rejeitou o bem”.  “Quebrantado no juízo”, incapazes de discernir a desastrosa perspectiva de seu mau caminho, as dez tribos deviam logo andar como vagabundas “entre as nações”.

Alguns dos líderes em Israel sentiam agudamente sua perda de prestígio, e desejavam poder reconquistá-lo. Mas em vez de abandonar aquelas práticas que haviam levado o enfraquecimento ao reino, continuaram em iniquidade, lisonjeando-se com o pensamento de que quando surgisse a ocasião, poderiam alcançar o poder político desejado, aliando-se com os pagãos.

A destruição da Assíria contribuiu para o cumprimento de profecia. Antes, no ano 740 a.C., a Assíria levou o reino de dez tribos ao exílio. Por volta dessa mesma época, Isaías, profeta de Deus, predisse que Deus iria “destroçar os assírios”, “calcá-los” e trazer Israel de volta à sua Terra Natal. Isaías escreveu: “O restante do seu povo, que remanescerá da Assíria… Deus reunirá.” Foi exatamente isso que aconteceu, uns cem anos mais tarde.

 

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