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A Serpente de Bronze

Partiram eles do monte Hor pelo caminho do mar Vermelho, para contornarem a terra de Edom. Mas o povo ficou impaciente no caminho e falou contra Deus e contra Moisés, dizendo: “Por que vocês nos tiraram do Egito para morrermos no deserto? Não há pão, não há água. E nós detestamos esta comida miserável!” Então, Deus enviou serpentes venenosas que morderam o povo, e muitos morreram. O povo foi a Moisés e disse: “Pecamos quando falamos contra o Senhor e contra você. Ore, pedindo a Deus que tire as serpentes do nosso meio”. E Moisés orou pelo povo. O Senhor disse a Moisés: “Faça uma serpente e coloque-a no alto de um poste; quem for mordido e olhar para ela viverá”. Moisés fez então uma serpente de bronze e a colocou num poste. Quando alguém era mordido por uma serpente e olhava para a serpente de bronze, permanecia vivo.

Existe uma semelhança entre a serpente de bronze com a cruz do mestre Jesus. Pois de fato os judeus, por causa das reclamações e murmurações contra Deus, não entraram na Terra Prometida, e permaneceram girando pelo deserto. Aí eles se revoltaram pela segunda vez e Deus lhes enviou as serpentes. Uma vez que o povo não viu mais saída pela desgraça das picadas das serpentes e arrependendo-se, Deus lhes possibilitava as curas olhando a Serpente de bronze colocada sobre a haste.

Assim como a humanidade pecando na pessoa de Adão, com o pecado sempre presente; foi expulsa do Paraíso – Terra Prometida, indo parar neste vale de lágrimas; nesta terra de exílio – deserto, paragem árida e agressiva. A semelhança dos hebreus o homem se revolta novamente com os pecados atuais – a segunda revolta no deserto da Arábia. Deus o livra desta escravidão do pecado – picadas das serpentes. Deus cumpre sua promessa e envia Jesus o Salvador que culmina sua Obra redentora no alto da Cruz, salvando todos os que O aceitam e olham para Ele pendente na Cruz. Deus manda Moisés colocar uma serpente de bronze no alto de uma haste, curando todos quanto para ela olhassem.

A ‘serpente falante’ no Jardim do Éden induziria conhecimento proibido, mas não é identificado com Satã no Livro do Génesis. Não há, contudo indicação no Génesis que a serpente era uma divindade em seu próprio direito, com exceção do fato que o Pentateuco não é de outra maneira abundante com “animais falantes”.

Embora tenha sido amaldiçoada por seu papel no Jardim, este não foi o fim da serpente, que continuou a ser venerada na religião popular de Judá e foi tolerada pela religião oficial até o tempo do rei Ezequias. O Livro dos Números (700 a.C.) fornece aparentemente uma origem para um ídolo de bronze antigo da serpente que a justificasse associada a Moisés, no episódio da Serpente de Bronze.

 

 

 

 

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