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Os Hebreus escravizados no Egito

Setenta almas da família imediata de Jacó desceram ao Egito ou nasceram ali pouco depois. Se for excluído próprio Jacó, seus 12 filhos, sua filha Diná, sua neta Sera, os três filhos de Levi e possivelmente outros, do número de chefes de família que começaram a multiplicar-se no Egito, dos 70 nos restariam apenas 50. Assim, partindo do número bem moderado de 50 chefes de família, e tomando em consideração a declaração bíblica de que “os filhos de Israel tornaram-se fecundos e começaram a pulular; e multiplicavam-se e tornavam-se mais fortes numa proporção extraordinariamente grande, de modo que o país ficou cheio deles”, pode-se facilmente demonstrar como 600.000 homens em idade militar, entre 20 e 50 anos de idade, podiam estar vivendo na época do Êxodo.

Em vista das famílias grandes que então havia e do desejo dos israelitas de ter filhos para cumprir a promessa de Deus, não é desarrazoado considerar no cálculo que cada chefe de família, em média, tinha dez filhos (cerca da metade deles meninos), durante o período de vida entre 20 e 40 anos de idade. Encarando isso de modo conservador, pode ser considerado que cada um dos originais 50 que se tornaram chefes de família teve filhos só 25 anos depois de sua entrada no Egito. E, visto que a morte ou outras circunstâncias podiam impedir que alguns filhos varões chegassem a ser filhos produtivos, ou podiam impedir terem eles filhos antes de atingirem o limite de 40 anos, pode-se também reduzir em 20 por cento o número de meninos nascidos que se tornavam pais. Expresso de modo simples, isto significa que, num período de 20 anos, apenas 200 filhos, em vez de 250, nascidos aos originais 50 chefes de família, teriam seus próprios filhos.

O decreto de Faraó. Pode-se considerar mais um fator: O decreto de Faraó, de destruir todos os meninos logo ao nascerem. Este decreto parece ter tido pouco efeito e sido de pouca duração. Arão nasceu uns três anos antes de Moisés (ou em 1597 a.C), e, pelo visto, não vigorava então um decreto assim. A Bíblia declara definitivamente que o decreto de Faraó não teve muito êxito. As mulheres hebreias Sifrá e Puá, que provavelmente eram as principais parteiras, encarregadas das outras, não cumpriram a ordem do rei. Pelo visto, não instruíram as parteiras sob elas conforme se lhes ordenara. O resultado foi: “O povo tornava-se cada vez mais numeroso e tornava-se muito forte.” Faraó ordenou então a todo o seu povo que lançasse todo menino israelita recém-nascido no rio Nilo. Mas, parece que a população egípcia não odiava os hebreus tanto assim. Até mesmo a filha de Faraó resgatou Moisés. Por outro lado, Faraó talvez chegasse logo à conclusão de que perderia escravos valiosos se seu decreto continuasse em vigor. Mais tarde, o Faraó do Êxodo negou-se a deixar os hebreus sair pela mesma razão de que ele os valorizava como trabalhadores escravos.

No entanto, para tornar o número ainda mais conservador, pode-se reduzir em quase um terço os meninos que sobreviveram durante um período de cinco anos em que possivelmente vigorava o malsucedido edito de Faraó.

Ao se encontrar com o faraó, Moisés e seu irmão Aarão tentam convencê-lo a libertar os escravos, mas estes eram numerosos e praticamente a força de trabalho do país, assim, o faraó não os deixa ir e ainda os castiga retirando a palha pronta para que fizessem os tijolos e os sobrecarrega de trabalho para que não pensassem em seu Deus.

Em uma tentativa de mostrar os prodígios do deus dos hebreus e assim convencer o faraó, Moisés e Arão foram tentar mais um diálogo com o regente egípcio, mas desta vez transformou sua vara em uma cobra, o faraó não se impressionou e ordenou que os seus sacerdotes fizessem a mesma coisa, os mesmos o fizeram e também com sucesso. Na manhã seguinte Moisés e Arão procuram o faraó às margens do Nilo e não conseguindo mais uma vez convencê-lo transforma a água do rio, reservatórios, canais e vasilhames em sangue.

A última praga levou a vida do primogênito do faraó, que então resolve deixar os hebreus partirem. Mas o regente volta atrás em sua decisão e persegue os seus então ex-escravos até chegar ao Mar Vermelho, onde Moisés abre um caminho entre as águas deixando o exército do faraó para atrás.

 

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