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Abraão gera Ismael, fruto de amor com a serva Agar

Nos tempos antigos era vergonhoso para uma mulher casada não ter filhos. Filho era sinal de prosperidade e boa sorte. Os filhos tinham, de igual modo, o compromisso de cuidar dos pais na velhice. Os rapazes deviam aprender o trabalho do pai e dar continuidade à linhagem familiar. As meninas deviam ajudar a mãe nos serviços de casa, e algum dia, dar aos esposos muitos filhos. Se uma esposa não pudesse dar filhos ao marido, ficava obrigada a dar ao marido a serva ou escrava, para que ela tivesse filhos com ela. Conforme o costume da época, os filhos da escrava eram filhos da esposa e, depois do casamento, eram levados para a casa do senhor. Os filhos, muitas vezes, não ficavam sabendo quem era a sua mãe verdadeira.

Agar, era egípcia e escrava de Sara, que se tornou a mãe de Ismael, que deu origem a uma grande nação, chamada até os dias atuais de povo árabe, que por sua vez, através do profeta Maomé, deu início à religião Islamita ou muçulmanismo. O Islamismo tal qual o cristianismo e judaísmo são religiões abrâmicas porque têm em Abraão o Pai de todos. Ismael nasceu de Agar porque Sara não conseguia ter filhos. Abraão tinha 86 anos de idade quando isso aconteceu. Durante muito tempo, Abraão pensou que Ismael era o filho em quem Deus cumpriria o seu concerto. Quando Sara teve, por um milagre, o seu próprio filho Isaque, ela começou a ver Ismael como uma ameaça a Isaque, o verdadeiro filho da promessa. O ciúme de Sara fez com que Agar e Ismael fossem expulsos do acampamento de Abraão, e peregrinassem pelo deserto de Berseba. Mas Deus não os negligenciou. Agar encontrou uma esposa para Ismael, e foi aí que ele se tornou o ancestral das nações árabes em todo o mundo. Ironicamente, anos mais tarde, Esaú, filho de Isaque, casou-se com uma filha de Ismael.

A história da vida de Agar é cheia de lutas, fugas, sofrimento, solidão, angústia, medo, mas sobretudo, de superação, sustentação, de provisão, e intervenção divina a seu favor e de uma forte experiência divina nos momentos mais cruciais de sua vida. Mas Sarai e Abrão não tinham filhos. Então Sarai, pensando que o Senhor a tinha impedido de gerar, chamou uma criada chamada Agar que era egípcia, 2/3 e deu­a a Abrão como segunda mulher: “Se ela tiver filhos serão meus”. Isto aconteceu dez anos depois de Abrão ter chegado pela primeira vez à terra de Canaã. Ele concordou com aquilo, tomou Agar e ela concebeu. A criada, quando viu que ficou grávida, tornou-­se muito arrogante para com a sua senhora.

A promessa de Deus: “Volta para a tua senhora; porque hei­ de fazer de ti uma grande nação, um povo que se multiplicará de forma incontável. O filho que vais ter chamar­-se-­á Ismael, pois que o Senhor ouviu-­te na tua aflição. Este teu filho há-­de vir a ter um caráter agreste, tão livre e indomável como um jumento selvagem. Será contra todos, e toda a gente será contra ele. Mas viverá perto dos que são da sua raça.”

Quando Deus promete, tudo se transforma em realidade. Basta conferir a palavra dos anjos naquele tempo com os dias atuais. As nações se multiplicaram junto às guerras, mas os filhos de Israel e de Ismael são incontáveis em todo o planeta. É uma história controversa, mas é, sobretudo, a palavra de Deus se cumprindo através dos tempos.

 

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