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Deputados recuam e Governo negocia com sindicato mudanças na Polícia Civil

Nomeação de concursados só ocorreria depois de aprovados na academia

Deputados estaduais suspenderam, novamente, votação que altera regra de ingresso na Polícia Civil. O governo estadual quer reverter nomeações antes dos candidatos passarem pelo curso de formação, tornando-o novamente em fase do concurso, com direito a bolsa e não subsídio inicial da carreira.

Marcelo Vargas, delegado-geral da Polícia Civil, ressaltou na Assembleia Legislativa que a medida evitaria “problemas sérios com indisciplina” daqueles que não obtém bom desempenho na academia e mesmo assim permanecem nos quadros da instituição.

Por outro lado, o Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol/MS) considerou a medida um retrocesso em direito adquirido durante a gestão do ex-governador André Puccinelli (PMDB).

“Voltando a academia como fase de concurso o aprovado ficaria sujeito ao bel prazer do governo sua nomeação”, pontuou o presidente do sindicato, Giancarlo Corrêa Miranda.

OUTROS PONTOS

Alteração na Lei Orgânica da corporação, encaminhada em 10 de outubro, ainda prevê descontos salarias parcelados ao servidores que sofrem punição administrativa com teto de 1/3 do subsídio, reformulação dos processos administrativos conduzidos pela corregedoria, além da criação de cargos comissionados de analista e auxiliar técnico de Polícia Judiciária.

Texto estava previsto para ser votado na terça-feira (25), porém intervenção de deputados ampliou prazo para discussão da matéria. Hoje, novamente, este foi ampliado. Reunião entre governo e sindicato ocorre, às 16h, na governadoria. Já o projeto está previsto para retornar a pauta na Assembleia Legislativa na próxima semana.

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