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A casa caiu: operação Barba Negra da PF derruba três sites de pirataria

Internautas do Japão e de Portugal também acessavam frequentemente os sites

A Polícia Federal (PF) deflagrou hoje a segunda fase da operação Barba Negra, que prendeu cinco pessoas e derrubou três sites de streaming ilegal de filmes e séries. A primeira fase da operação aconteceu em novembro do ano passado, quando o MegaFilmesHD foi fechado pela PF e seus administradores processados por quebra de direitos autorais.

No total, a polícia cumpriu 12 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco e Paraíba. Uma pessoa ainda está foragida, e todos as ordens de prisão foram expedidas pela Justiça Federal em Sorocaba-SP.

Os três domínios derrubados pela PF são: armagedomfilmes.biz, filmesonlinegratis.net emegafilmeshd20.org. Se você acessar os dois primeiros, é possível inclusive ver uma imagem com fundo preto e símbolos da Polícia Federal e da Interpol — que colaborou com o derrubada dos sites hospedados no exterior — seguidos pelo aviso: “o domínio está indisponível por ordem da 1ª Vara da Justiça Federal da subseção de Sorocaba”.

Em Belo Horizonte, a PF prendeu um hacker em sua casa, e o imóvel foi vistoriado em busca de evidências. Na mesma cidade, um dos alvos da operação não foi encontrado. Portanto, supomos seja a pessoa foragida mencionada pelo comunicado oficial. Todas as apreensões foram realizadas na manhã de hoje.

Milhões de acessos

Os três sites juntos, segundo a PF, registravam mais de 768 milhões de visitantes por ano, audiência comparável à de grandes portais de notícias brasileiros. Foram contabilizados ainda 11 mil títulos, entre filmes, séries e shows, disponíveis para assistir online nesses três endereços. Além do grande fluxo vindo do Brasil, internautas do Japão e de Portugal também acessavam frequentemente os sites derrubados.

Não foram estimados valores, mas o foco da operação era a obtenção de lucros de forma ilegal sobre a execução online de conteúdo protegido por direitos autorais. Isso porque, mesmo não comercializando os vídeos, os “piratas” atraiam bastante verba de propaganda por conta dos números de acessos.

Por tudo isso, cada um dos acusados poderá enfrentar de três a oito anos de reclusão, além de ter que pagar uma multa ainda não especificada.

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