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Bebedeira faz homem viajar 1,2 mil km em bagageiro de avião em 1989

Auxiliar é muito conhecido entre pilotos e ganhou apelido de "pancada". Homem diz que herdou da família a paixão por aeronaves.

Se estiver ocorrendo uma festa de pilotos em Campo Grande, na maioria dos casos, um convidado é reconhecido na hora: o “pancada”. Este é o apelido dado ao chapeador de aeronaves, Valdir Reis Santos, de 47 anos, após um porre de “uísque, cachaça e conhaque” fazê-lo escapar da morte e o deixar dormindo no bagageiro de um avião por cerca de 1,2 mil km. De alunos a profissionais experientes da Aviação Civil, todos ficam sabendo o seu relato enquanto ele repassa o conhecimento e a paixão que possui pelos monomotores.

“Fui criado em meio aos aviões e herdei o conhecimento do meu pai, que me levava para os aeroportos com ele e inclusive faleceu de infarto, trabalhando dentro de um avião. Sou filho de chapeador e hoje faço limpeza e manutenção neles, em um aeroporto particular. Mas quando trabalhava no aeroporto internacional, no ano de 1989, passei por um susto enorme e no mesmo dia deixei de tomar pinga. Quase morri e matei a minha mãe do coração”, relembrou ao G1 Valdir.

Vestido com o uniforme e crachá da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), seria mais um plantão de checagem das aeronaves. No entanto, após ingerir muita bebida alcoólica, na noite anterior, o “pancada” decidiu descansar no bagageiro de um Fokker 50, em meio às malas dos passageiros.”O piloto fechou o suporte e eu fui acordar no aeroporto de Guarulhos. Estava sob efeito do álcool e baixa pressão, então dormi bastante. Mas, quando acordei, gritava e chorava bastante”, comentou Santos.

Quando o piloto abriu o bagageiro, outro susto: ele não conseguia acreditar que o jovem tinha viajado naquelas condições. “Naquele momento, o piloto já sabia que estavam procurando por mim em Campo Grande e achou até que eu estivesse morto, pois minha mãe estava desesperada me procurando. “Foi um sono muito pesado e eu acordei assustado, estava sem documento, sem dinheiro. Na hora pensei que tinha que abandonar o álcool”, afirmou.

O retorno para Campo Grande ocorreu em um avião “búfalo” da Força Aérea Brasileira (FAB). Atualmente, Valdir reside próximo ao aeroporto internacional. Desde a infância, o alto tem aviões a sua vista. “Tenho muitas histórias, muitas lembranças. E hoje repasso essa experiência aos alunos, tanto que recentemente participei da formação de 150 pilotos. É um orgulho, uma paixão desde a infância”, finaliza Valdir.

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