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CONTRABANDO – A Sabedoria da Eterna Felicidade

Ó Homem, por que viaja com tanta bagagem, rumo à fronteira do Além? Terrenos e casas, dinheiro em papel e moeda, apólices e títulos – para que carregar tanta bagagem? Deveria saber, antes de empreender a viagem, que tudo isso será apreendido como contrabando, bem na fronteira do outro mundo!

É preciso aprender a possuir apenas o necessário, evitando sempre o supérfluo. Riquezas honras e prazeres: tudo será confiscado, e nem um só átomo passará para o além. O que é material, fica para o mundo da matéria; o que é espiritual, passa para o mundo do Espírito. Pobre do homem que é milionário da matéria e mendigo do Espírito!

Ao se encontrar completamente de mãos vazias, todo aquele que costuma ter as mãos repletas não poderá, jamais, salvar de seus capitais um centavo sequer! Por que alguns não querem compreender, sendo analfabetos do Espírito? A filosofia da Eternidade é mais complexa e exige maior compreensão da vida além-túmulo! Por que estes não procuram os valores que podem ser levados para além fronteira deste mundo? Os valores que não se desvalorizam no mundo espiritual.

Se alguém tivesse que emigrar daqui e emigrar para o Japão ou para a China, não teria interesse pelos valores que circulam nesses países? Valores que circulam como moeda corrente no país para o qual pretende viajar. E por que não pensa em cambiar valores espirituais todos os seus bens materiais? Isso pode parecer uma utopia, não é mesmo? Se esta sugestão não pode levá-lo a uma reflexão mais profunda sobre a fé, pelo menos isso poderá conduzi-lo  a uma filosofia de vida e ao bom senso.

Do que aproveitaria ao homem possuir mil coisas, valores materiais, faltando-lhe o único valor espiritual?  Valeria a pena tantos zeros, “000.000” se lhe faltar o único “1”? Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se chegar a ter prejuízo em sua alma? É bom saber que nem todos os mundos do Universo podem enriquecer uma alma! Nem todas as coisas que alguém imagina ter, pode usufruir para sempre…

É preciso que o homem material aprenda isso: que possuir o que precisa ser possuído, é uma dádiva. Além da necessidade para suprir a vida, é simplesmente supérfluo. É necessário, então, que o ser humano desapegue-se daquilo que ele não pode possuir. A verdadeira liberdade é desapegar-se da cobiça material com espontânea liberdade, antes que a matéria possa sufocá-lo, sem dó nem piedade.

A triste sorte de um escravo foi sempre ser despejado, mas o herói necessita saber que a liberdade é, sobretudo, uma virtude. Num momento de incerteza e de solidão, não resta nada a fazer, a não ser abrir o evangelho de Jesus e aprender nele a filosofia da vida – sim, a filosofia da Vida Eterna, pois ali está a essência da sabedoria: a Eterna Felicidade!

(Texto de Huberto Rohden, adaptado por Jairo de Lima Alves para esta Coluna no dia 19 de julho de 2016)

 

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