Policial

Operação prende duas envolvidas em esquema sexual; cafetina está foragida

Vereadores e empresários usavam "serviços" para abusar de meninas

Operação Anilhas da 4ª delegacia de polícia em parceria com a Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA) prendeu, na manhã de hoje, duas mulheres investigadas por envolvimento no esquema que aliciava crianças e adolescentes que faziam programas sexuais com políticos e empresários.

Jorsiane Soares Correia, de 26 anos, e Monica de Souza, de 37 anos, foram detidas no início da manhã, nos bairros Moreninhas 3 e 4 e levadas, inicialmente, à 4ª delegacia de polícia. As duas chegaram há pouco na DEPCA. Elas devem prestar depoimento e depois serão encaminhadas para cumprimento de prisão domiciliar, conforme apurou a reportagem.

Além das duas, a cafetina Rosedélia Alves Soares, conhecida como Rose e mãe de Jorsiane, também era alvo da operação, no entanto, não foi encontrada pelos policiais e é considerada foragida. O mandado de prisão preventiva contra ela foi expedido na sexta-feira.

A investigação do esquema é comandada pelo Grupo de Atuação Especial ao Crime Organizado (Gaeco) e a reportagem apurou que os pedidos de prisão foram expedidos depois que a investigação flagrou conversas entre o empresário José Carlos Lopes, dono do frigorífico Frigolop e a cafetina Rose. Nos áudios, os dois combinavam o local onde os programas com adolescentes aconteceriam.

O CASO

Influenciadas por Fabiano Viana Otero, duas adolescentes, de 15 anos, usaram uma câmera escondida em um chaveiro para registrar quando uma delas mantinha relações sexuais com o ex-vereador Alceu Bueno.

Alceu teve dois encontros com as meninas e todos foram filmados pelas garotas. As gravações foram usadas por Fabiano e seu amigo, o empresário Luciano Pageu para extorsão. O esquema de extorsão envolveu ainda o ex-vereador Robson Martins.

Além de Alceu Bueno, o ex-deputado Sérgio Assis também foi indiciado pela Polícia Civil acusado de exploração sexual de adolescentes. O caso veio à tona depois de operação da Polícia Civil realizada em abril do ano passado. Empresários também são investigados, entre eles o dono da Frigolop, por envolvimento no esquema.

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