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Planalto já articula sucessão na Câmara dos Deputados

Nesta semana, foram aprovados projetos considerados importantes pela equipe do presidente em exercício Michel Temer

O Palácio do Planalto começou a se envolver na disputa da sucessão de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na presidência da Câmara dos Deputados para tentar garantir um candidato único da base. O governo teme que um racha entre os aliados para a disputa prejudique a governabilidade na Casa e votações de seu interesse. Nesta semana, foram aprovados projetos considerados importantes pela equipe do presidente em exercício Michel Temer.

O envolvimento do Planalto tem se dado por meio do líder do governo na Câmara, deputado André Moura (PSC-SE). O parlamentar foi escalado para convencer lideranças do PMDB, da antiga oposição (DEM, PSDB, PPS e PSB) e do Centrão (grupo de 13 siglas liderados por PP, PSD, PR e PTB) a se unir e apoiar um candidato único para a disputa do mandato “tampão”, que vai até fevereiro de 2017. Principal sustentação de Temer na Câmara, os três grupos articulam candidaturas separadas, o que já tem gerado atrito. Moura começou a conversar com aliados nesta semana.

Anteontem, se reuniu com líderes do Centrão e da antiga oposição. Em suas contas, pelo menos 13 deputados da base demonstram interesse na disputa. Da antiga oposição: Julio Delgado (PSB-MG), Hugo Leal (PSB-RJ), Heráclito Fortes (PSB-PI), José Carlos Aleluia (DEM-BA), Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Antonio Imbassahy (PSDB-BA). Já do Centrão, os nomes são os de Esperidião Amin (PP-SC), Rogério Rosso (PSD-DF), Jovair Arantes (PTB-GO), Fernando Giacobo (PR-PR), 2.º vice-presidente da Câmara, e Beto Mansur (PRB-SP), 1.º secretário da Casa. Há ainda os deputados Sérgio Souza e Osmar Serraglio, ambos do PMDB do Paraná.

Os peemedebistas defendem que, pela regra da proporcionalidade, o cargo de Cunha cabe ao partido, dono da maior bancada, com 66 deputados. Nas primeiras conversas que teve, o líder do governo encontrou resistência.

Antiga oposição, Centrão e PMDB têm se mostrado irredutíveis e querem lançar candidatos próprios. Caso o racha continue, Moura já admitiu a interlocutores que a cúpula do Planalto poderá interferir diretamente nas articulações, no futuro, para tentar garantir o consenso em torno de um candidato da base.

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