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12/02/2025
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    Figuras políticas lembram Judas Iscariotes

    Uma pesquisa informal realizada apontou que a presidente Dilma Roussef deveria ser o ‘judas’ de MS, em alusão à tradição de ‘malhar o judas’ no sábado de aleluia, durante a semana santa. A lista também traz o senador Delcídio do Amaral, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e até o vice-prefeito afastado de Campo Grande, Gilmar Olarte.

    A tradição de malhar o judas refere-se à praxe de confeccionar um boneco em tamanho real, que é exposto em via pública durante o Sábado de Aleluia, no caso, hoje (26), e queimado ao pôr-do-sol, conforme narra a bíblia, sobre o apóstolo Judas Iscariotes, que traiu Jesus Cristo por 30 moedas de ouro, denunciando-o ao exército romano. Para dar um tons mais regionais, contemporâneos, cômicos (e políticos, por que não?) ao costume, a tradição brasileira personifica os bonecos como personalidades em meio a escândalos políticos.

    Entretanto, a tradição está em pleno declínio em Mato Grosso do Sul. Um dos bairros de Campo Grande onde malhar o Judas era dado como certo neste período do ano simplesmente não apresenta rastros de que a malhação possa acontecer. “Pode até ser que alguém faça, aqui na Moreninhas, como fazia antes. Mas tem um bom tempo que a gente nem ouve falar”, comenta a dona de casa Marcia Luiza Seabra Oshiro, 33, moradora das Moreninhas há pelo menos duas décadas.

    Segundo Marcia, que acompanhou o auge da tradição no bairro, a pessoa que confeccionava o boneco passava de casa em casa com o boneco recolhendo doações e após queimá-lo, fazia uma festa com o dinheiro arrecadado. “Era legal, unia o pessoal do bairro. É uma pena que a gente não veja isso mais”, lamenta.

    O entregador Ricardo Lima Benites, 26, também admite sentir falta da tradição, que movimentava todo o bairro. “Minha família chegou a fazer uma vez, há muitos anos. Passamos uns 3 ou 4 dias confeccionando o boneco, enchendo com espuma de um colchão velho e umas roupas usadas. A gente deixava na rua e o pessoal passava, dava paulada, e depois a gente queimou e deu a festa para todo mundo da rua”, relembra.

     

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