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Após quase 3 meses na prisão, Justiça manda soltar Delcídio

A soltura do senador do PT  foi concedida pelo ministro Teori Zavascki do STF (Supremo Tribunal Federal) na tarde desta sexta-feira (19) a pedido da defesa. Conforme declaração do advogado do petista, Antônio Figueiredo Basto, agora ele segue para prisão domiciliar, não pode sair do Brasil, deve se apresentar quinzenalmente à Justiça e entregar o passaporte em 48 horas.

Não há detalhes sobre a liminar, tendo em vista que o processo corre em segredo de justiça. Ainda conforme Basto disse ao portal UOL, assim que os trâmites da soltura forem concluídos, o parlamentar poderá retornar ao Senado no qual enfrenta pedido de cassação de mandato justamente por conta da prisão ocorrida em 25 de novembro do ano passado sob acusação de tentativa de obstrução da Operação Lava Jato.

Atualmente o Conselho de Ética da Casa de Leis analisa a solicitação de cassação feita em 1° de dezembro de 2015 pelas bancadas do PPS e Rede. A alegação é de quebra de decoro parlamentar. Mesmo de dentro do quartal da Polícia Militar de Brasília, local em que passou quase três meses, Delcídio já trabalhava na elaboração da defesa a ser apresentada no parlamento.

O parlamentar foi preso em novembro do ano passado acusado de tentar obstruir investigação da Operação Lava Jato. Isso porque, segundo gravação levada à PGR (Procuradoria-Geral da República), ele ofereceu R$ 50 mil por mês para que o ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, não o citasse em depoimento ou delação premiada.

Conforme o STF a decisão, que acolheu parcialmente manifestação do MPF (Ministério Público Federal), foi tomada na análise de agravo regimental interposto pela defesa do senador contra decisão anterior do relator que havia negado pedido de revogação da segregação.

 

 

 

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