Prefeitura de Campo Grande pode decretar emergência por estragos da chuva

Os prejuízos não foram contabilizados, mas prefeitura quer recursos federais

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Dois dias depois do temporal que causou estragos em vários bairros de Campo Grande, o prefeito Alcides Bernal (PP) afirmou que pode decretar situação de emergência na cidade. A decisão deve ser tomada hoje (7) depois de reunião com técnicos da Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação (Seinthra).

Em agenda pública nesta manhã, o prefeito disse que os prejuízos causados pelo temporal ainda estão sendo contabilizados, mas que os locais mais prejudicados foram a região dos altos da Avenida Afonso Pena, a Ernesto Geisel e a Avenida Capiberibe.

Perto do Shopping Campo Grande, segundo Bernal, uma obra que custou R$ 11 milhões e foi feita para evitar alagamentos não suportou e teve uma série de estragos.

“Com decreto de emergência, podemos ter ajuda do Governo Federal. As obras recentes, com menos de 5 anos, serão reparadas pelos construtores porque tem garantia”.

TEMPORAIS

Conforme o Centro de Monitoramento do Tempo, do Clima e dos Recursos Hídricos (Cemtec) , do dia 1º até as 9h do domingo (6), Campo Grande registrou 59,6 mm de chuva. O acumulado do mês representa 26,5 da média histórica, que é de 224,9 mm. No sábado, as fortes chuvas causaram alagamentos e diversos estragos na Capital.

Os municípios da região sul do estado continuam sendo os mais afetados pelas fortes chuvas. Até a manhã deste domingo, Juti já registrou acumulado de 142,6 mm de chuvas, que representa 74% da média histórica para o mês, de 191,3 mm. Em Bela Vista, o acumulado é de 115,6 mm, com média de 180,5 mm no mês; Ponta Porã tem acumulado de 110 mm com média de 183,7, Sete Quedas 75,4 mm e média de 178,8 mm.

Também foram registrados grande volume de chuvas em Jardim (71,8 mm), Dourados (65,4 mm) e Itaquiraí (55,8 mm).

As chuvas já causaram diversos estragos no Estado e 14 municípios já decretaram situação de emergência. Só neste domingo, uma ponte que liga Guia Lopes da Laguna a Jardim foi interditada e uma barragem se rompeu em Caarapó, destruindo a represa do balneário municipal.

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