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Policiais matam quatro membros de quadrilha que atacou carro-forte em MS

Fundador da quadrilha Bonde do Maluco, Lumes é apontado como o chefe do ataque ao carro-forte da empresa de transportes de valores Brink’s. – Fotos: Divulgação

Quatro morreram e um foi preso durante troca de tiros com a polícia na manhã desta quarta-feira (4) em chácara localizada entre as cidades de Aral Moreira e Coronel Sapucaia.

Um dos quatro bandidos mortos no confronto com policiais de Mato Grosso do Sul na noite de ontem (3) na fronteira com o Paraguai, José Francisco Lumes, o “Zé de Lessa”, era o bandido mais procurado da Bahia. Fundador da quadrilha Bonde do Maluco, Lumes é apontado como o chefe do ataque ao carro-forte da empresa de transportes de valores Brink’s, segunda-feira (2), entre Caarapó e Amambai.

Zé de Lessa é o “Ás de Ouro” do Baralho do Crime, organograma montado pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia para identificar os bandidos mais perigosos do estado.

Dezenas de assaltos, principalmente a agências bancárias, são atribuídas à quadrilha comandada por Zé de Lessa. Em novembro do ano passado, o Bonde do Maluco teria roubado R$ 100 milhões de um banco em Bacanal, no Maranhão.

José Francisco Lumes estava foragido desde 2014 quando foi solto pela Justiça, mas continuava comandando os assaltos à distância. Informações da polícia baiana revelavam que ele estava escondido no Paraguai.

No assalto ao banco em Bacanal, o irmão de Zé de Lessa, Edielson Francisco Lumes, e outros dois integrantes da quadrilha foram mortos em confronto com a polícia. Segundo a polícia, Edielson tinha a função de subchefe e repassava as ordens de Zé de Lessa à quadrilha, formada por pelo menos 80 bandidos.

Procurado pela Polícia Federal, Zé de Lessa era fundador do BDM (Bonde do Maluco), uma das facções com maior atuação na Bahia e outros estados do Nordeste. No Maranhão, onde a quadrilha cometeu o assalto milionário, a atuação da quadrilha é conhecida como Novo Cangaço.

De acordo com o secretário de Estado de Segurança, Carlos Videira, policiais que estavam à caça dos bandidos desde segunda localizaram o esconderijo na noite de ontem. Equipes estavam de tocaia e nesta manhã, com mandados emitidos pelo juízo de Amambai em mãos, entraram na propriedade.

“Fomos recebidos a bala”, disse um dos envolvidos na operação. Segundo o secretário, alguns bandidos fugiram para uma área de mata e com apoio do helicóptero do GPA (Grupamento de Patrulhamento Aéreo), policiais fazem buscas pelo local.

A operação envolveu além da equipe da Garras, o Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais), o DOF (Departamento de Operações de Fronteira) e uma equipe da PM (Polícia Militar) de Amambai.

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