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Os Segredos da Natureza in ESTUDO ILUSTRADO – XXVIII

Um curto tratado, para os tempos finais, quando muitos investigadores dos Segredos da Natureza estão já com um pé na sepultura. No entanto, inúmeras bibliotecas espalhadas pelo mundo estão cheias de livros tratando sobre esta palpitante matéria.

1 – Poderia, no esforço de elaborar este tratado, o digno filósofo poupar tempo, na tentativa de um resumo com um palavreado mais simples, para melhor compreensão do atento leitor, mas torna-se necessária a aplicação de vocábulos mais complexos, em virtude da complexidade do assunto.

2 – Na parte que me toca, já sei o que me é necessário saber sobre isso, motivo porquê não tenho necessidade de lançar mão de ampla pesquisa para um desfecho satisfatório. Li muito, nos últimos anos, tudo quanto pude encontrar a respeito da Natureza e de Sua influência sobre a humanidade. Com a experiência do filósofo em apreço, dá para entender o propósito do tratado que aqui se inicia. Os fratres dedicados, por certo, entenderão com mais facilidade, onde se quer chegar com este acurado estudo.

3 – Não se pode, jamais, buscar as glórias efêmeras, num processo de evolução espiritual, quando na realidade, o que se pretende é algo muito profundo para o bem da alma. O mais importante é o benefício que o conhecimento trará ao sincero buscador da verdade que se enuncia no tratado sobre os Segredos da Natureza. Além disso, os verdadeiros filósofos, os mestres experimentados, ensinam todos os dias que “ninguém deve arriscar a vida pela intenção da fama, na possibilidade de prostituir um grande segredo. A experiência prova que muitos filósofos que não cuidarem suficientemente bem de seus tesouros, foram abatidos e roubados durante a sua longa caminhada.

4 – A razão estabelece que qualquer pessoa que carregue um grande tesouro, teme que pode, a qualquer momento, ser roubado. Não é desvendar os mistérios e segredos ao mundo inteiro, se poucos são interessados pela verdadeira Filosofia. Nem precisa dar detalhes neste sentido, para se evitar polêmicas que nada pode construir. Assim procedendo, fica evidente que erros podem ser evitados, diante de tantos equívocos praticados até mesmo por pessoas bem intencionadas.

5 – Existem ainda os curiosos que gostariam de saber como foi criado o mundo, como a escuridão veio sobre o Egito, qual a causa do arco-íris e tantos outros temas que estão no imaginário dos humanos.

6 – Como os corpos serão transfigurados após o Dia do Julgamento? Qual é a cor mais constante? Onde o Enxofre se transforma em Enxofre e onde o Mercúrio se torna Mercúrio? Quando os olhos da pessoa humana puderem contemplar o símbolo do amor ardente, quando as pessoas se abraçarem de modo que jamais se separem, tornando-se um só Ser… isso se transformará num glorioso amor, uma bênção, a grande essência divina!

7 – É deveras sublime e empolgante este tratado, o que pode levar milhares a uma profunda e real reflexão sobre os valores da vida. Se alguém tiver que reclamar das dificuldades da arte, será conveniente saber que ela, em si mesma, não é difícil, e que será até fácil para os que amam a Deus e que são por Ele dignos dela.

8 – O filósofo sugere: “Se me acusarem de haver escrito de maneira demasiadamente simples sobre a arte, respondo que é verdade, que tenho escrito com bastante lucidez, para os que são dignos aos olhos de Deus. Os indignos, porém, deverão afastar-se dela. A arte traz informações transcendentais, como a dupla ressurreição dos mortos, as quais os impuros não poderão assimilar, nem os indignos da promessa divina.

9 – Até aqui, o prefácio, de forma resumida, honrando o Altíssimo, que conhece todas as coisas e sonda os corações, desde a Eternidade. Ele diz: “Escutai as minhas palavras e não vos escondais de mim, e se não me conheceis ainda, sabei que a Cruz experimenta os devotos, revelando sua fé à luz do dia. Alguns conhecimentos são ocultados por motivo de segurança.” A Ele, toda honra e glória! Que Assim Seja.

10 –  Todo seguidor da Verdadeira Sabedoria, seja o antigo ou o novo filósofo, precisa tornar-se conhecido entre os companheiros com a divina graça. Ele tem convicção que o Deus verdadeiro ilumina seu entendimento, abençoando o trabalho de suas mãos e lhe revelando o grande segredo da sabedoria terrena. A maior preocupação desse filósofo, além de outros compromissos, é o empenho em dar todo louvor, honra e glória ao Deus de seu coração. Esse dedicado filósofo promete deixar aos companheiros cristãos e discípulos em busca da arte, o legado em forma de testamento. Esse legado será composto de instrução e informação, para que possa também amar e ser amado por Deus, obtendo dEle o conhecimento para uma vida feliz, que é o objetivo dos filhos de Eterno.

11 –  Há pessoas assim em todos os povos, como a figura de Hermes Trismegisto, integrante do antigo Egito, sendo ele o mais eminente dentre os caldeus, os gregos, os árabes, os italianos, os alemães, os poloneses, os húngaros, os franceses, os judeus e muitos outros. Não há nada de surpreendente nisso, e ainda que os ditos Sábios tenham escrito em vários idiomas, em épocas diferentes, existe uma unidade em seus escritos, apesar de tudo. Assim, todo verdadeiro Filósofo pode logo reconhecer que Deus o favorece com Sua grande bênção, manifestando a verdade e a harmonia ao filho dileto. Desta maneira, Ele afasta o falso filósofo e o sofista, eliminando-os do círculo. Aquele que não conhece exatamente o segredo dos Sábios, também não é digno de participar da Arte e segue o seu próprio caminho.

12 – Um dos bons filósofos, diz: “não há nada mais precioso do que a areia vermelha do mar, e esta é a saliva da Lua, à qual é adicionada a luz do Sol e coagulada.” Esta matéria unificada é necessária, sugerindo a testemunha que ninguém obterá resultado se o corpo não tiver espírito. Então, nenhuma substância estranha poderá conter a matéria, devendo ela ser pura. É preciso renunciar a todas as multiplicidades porque a Natureza se satisfaz apenas com uma coisa, e quem não souber disso, perecerá. E, finalmente, no contexto, é bom anotar que “tudo o que está contido em nossa Pedra é essencial à nossa existência, e ela não tem necessidade de mais nada. O fundamento dessa arte é algo mais forte e mais alto que qualquer outra coisa. Ela é a causa do ouro se transformar em puro espírito, sem o qual não existiriam as cores como a brancura, a negrura ou o vermelhidão. Estes elementos misturados ao corpo formam-se, então, com o corpo, transformando-o num espírito. A essência divina está nesse corpo como em toda a Obra da Criação.

13 – A matéria da abençoada pedra tem muitos nomes entre os Filósofos. Ela foi preparada pela Natureza para o artista. Ela está aos olhos de todos, o mundo inteiro a vê, a apreende, a ama, mas mesmo assim não a compreende. É nobre e ruim, cara e barata, custosa e de baixo preço, podendo ser encontrada em todos os lugares. É chamada pelo mestre Paracelsus de “Leão Verdelho”. Hermes a chama de Mercúrio, endurecida em suas células mais íntimas. Na turba, ela é conhecida apenas como Minério, e no Rosario a sua denominação genérica é Sal. A matéria tem tantos nomes quanto a cópia de coisas que existe no mundo. Por esta razão, ela é tão pouco entendida pelos ignorantes. A respeito desse tipo de ignorância, a expressão é Arnouldus: ‘… eles procedem como um burro a caminho da manjedoura, que não sabe o que vai receber em sua boca aberta.” Geber sugere que “aquele que não tem conhecimento, VB por si mesmo, do início da Natureza, aínda está muito longe da arte.” E finaliza Rosarius: “… Ninguém pode pretender dominar a arte, salvo aquele que possui conhecimento do início da verdadeira Natureza e de suas leis.”

14 – A matéria será separada com a ajuda da Natureza e as manipulações inteligentes do Artesão, Frater Ornator. Ela será transformada na Águia Branca, vindo dela um espírito branco como a neve, e um outro espírito vermelho como o sangue, ambos tendo neles o terceiro espírito oculto. A água e o espírito são feitas de uma coisa, das quais são feitas a tintura e o remédio de onde todos os corpos são purificados. Então, de acordo com os Filósofos, a natureza do Enxofre e do Mercúrio estão sobre a Terra, delas sendo extraídos o ouro e a prata. Só o universal é o mais alto tesouro tesouro, e todas as três coisas – Enxofre, Mercúrio e Sal, são, no início, apenas uma, e serão encontradas ao mesmo tempo uma só coisa e dela extraídas. Assim, a matéria preparada é chamada de homem e mulher.

15 – É bom que todos saibam que o segredo desta Obra existe no homem e na mulher, na produção e no sofrimento. No chumbo está o homem e no auropgmento está a mulher. O homem rejubila-se pela mulher que recebeu para si, e ela o auxilia; e, a mulher recebe do homem uma semente corante, sendo corada por ele. Diamedez diz: “ajuntem o másculo filho do cavaleiro Rubro à sua perfumada mulher, e assim, ajuntados, farão a Arte, à qual não deverá ser adicionada nenhuma matéria estranha, nem pó nenhuma outra coisa, e estejam satisfeitos com a concepção. Assim deve o verdadeiro filho ser nascido do casal; esta é uma matéria deveras preciosa do Cavaleiro Rubro, e sem ela nenhuma ordem poderia existir.

16 – A Pedra, a que sempre se refere na Filosofia Divina é formada de Corpo, Alma e Espírito. Os Filósofos têm razão quando fazem tal afirmação, mostrando a fragilidade do corpo e chamando a água de espírito. Deram ao fermento o nome de alma, pois ela dá ao corpo imperfeito a vida que antes não tinha. O espírito não será unido ao corpo senão por intermédio da alma, visto que a alma é um meio entre o corpo e o espírito, unindo a ambos. Coube ao Todo-Poderoso, Criador e Onipotente, dar a forma ideal a estes misteriosos elementos da Matéria, que são obras perfeitas de Suas mãos. As coisas celestiais estão contidas nos céus com os habitantes celestiais, sobre os quais não convém fazer discursos filosóficos. As obras criadas sob os céus são produzidas de quatro elementos encontradas em três espécies apenas: primeiro, os que têm vida e sentimentos, chamados Animalia; segundo, tudo que cresce na terra mas não tem sentidos, chamados de Vegetabilia; finalmente, tudo que cresce debaixo da terra, chamados de Mineralia. As espécies em epígrafe abrangem tudo o que foi criado dos quatro elementos sob a lua e nem mais nem menos que três espécies serão encontradas em toda a Natureza. O Altíssimo Deus aprovou cada um em sua própria espécie e tipo, de modo que nenhum deles poderá ser transformado de um tipo ou espécie em outro. Tudo isso foi criado através de um decreto do Grande Eu Sou. As coisas são assim, para que seja mantido o equilíbrio entre todas as espécies e tipos de elementos da Terra.

17 –  O ser humano que possui a mente muito mais nobre e inteligente, eleva-se mais alto por causa dos espíritos puros que se originam na justificada e bem temperada Constituição dos corpos. Eles têm entendimento agudo e sutil devido ao nível evolutivo que vivenciam. A Natureza, em sua Inteligência, aplica-se ao trabalho de purificar todos os metais e levá-los a uma perfeição, transformando-os em ouro puro. Assim também é a composição misteriosa do homem, a perfeita criação divina, que tem as suas limitações com a possibilidade do aperfeiçoamento através do tempo, se houver a busca pessoal.

18 – Foi Aristóteles que, em Meteorologica, escreveu: “Se a substância do Mercúrio for boa e o Enxofre combustível for impuro, surgirá o Cobre da mistura. Mas quando o Mercúrio é calculoso, impuro e terroso e o Enxofre também impuro, disso resultará o ferro. Parece que o estanho cobtém um bom Mercúrio, que é puro, porém tem um mau Enxofre. O chumbo contém um grosseiro, ruim, pesado e aglutinoso Mercúrio, e um ruim, impalatável e malcheiroso Enxofre, e por isso não é fácil deixá-lo coagular.” Este combustível e malcheiroso Enxofre não é o fogo certo, que deixa ferver bem os metais, mas o Mercúrio tem o seu próprio Enxofre, ao contrário do que alguns acreditam que na produção de metais entra uma matéria parecida com Enxofre. É bom reafirmar que “”Mercúrio quando a Natureza funciona, está nele contido seu próprio Enxofre, sucedendo o mesmo com outros metais, em suas múltiplas aplicações químicas.O Enxofre mais íntimo que ferve o Mercúrio e o eleva à sua perfeição, tem o mesmo grau de pureza e impureza, combustível e não combustível. O Mercúrio se tornará ouro ou prata, de acordo com o Enxfre, se vermelho ou branco. É preciso, então, admitir que a Natureza também procura e deseja projetar neste reino, tanto quanto como nos reinos animal e vegetal, seu desenvolvimento e aperfeiçoamento através da purificação e do sutil refinamento dos subjecti, cada um em seu próprio reino.

19 – Ninguém pode retirar de alguma coisa o que nela não esteja contido. Por isso cada espécie procura em sua própria especie seu poder de multiplicação, e cada genus ou tipo, procura em seu próprio tipo, e toda a natureza procura em sua própria natureza o seu fruto de acordo com suas características, e não ao contrário. Portanto, toda a comunidade está de acordo com a sua própria semente, e concorda que não deve ninguém fazer uso de qualquer espírito animal. A carne e o sangue concedidos aos animais pelo Criador, pertencem aos animais; Por isso, Deus ordenou, ao mesmo tempo que cada animal fosse feito cada um segundo a sua espécie.

20 – A Pedra que aqui é sempre lembrada não é proveniente de coisas combustíveis, pois ela e sua Matéria estão livres do perigo do fogo. Nada resta delas, a não ser o sal e a terra que elas receberam da Natureza na sua composição. É importante considerar que a Pedra Filosofal possa dali ser extraída, pela própria Natureza e por intermédio do Criador, pois desde de muito tempo Ele determinou que cada um se mantenha de acordo com a sua espécie. Para concluir o tópico, é bom salientar que a referida Pedra é incombustível, devendo ser procurada e encontrada em Matéria incombustível, que só encontrada no reino mineral, visto que todas as coisas animais e vegetais são combustíveis.

21 – Sendo a Pedra Filosofal um produto mineral, pode-se inquirir de quantos tipos de minerais ela pode ser produzida, pois existem tantas espécies quantas há de pedras, entre elas muitos tipos de substâncias e terras são considerados, assim como sais semiminerais e metais. Em nenhum deles há Mercúrio líquido ou fusível e eles não podem ser fundidos por causa do Enxofre contido neles, o qual é demasiadamente bruto e tem abundância de características judaicas. A mencionada e significativa Pedra Filosofal é o fim e a perfeição de todos os metais e minerais existentes. O Sal dos metais é a Pedra Filosofal, que é água coagulada em ouro e prata e resiste ao fogo. É fácil entender que , de acordo com o ensinamento dos Filósofos e, também com a característica da própria Natureza, a Matéria da pedra não pode ser feita de minérios inferiores.

22 – O Antimônio não se mistura com metais, mas se transforma em chumbo natural. Alguns semiminerais foram produzidos não apenas de Mercúrio e Enxofre, mas também se tornaram metais, como Magnésio ou Bismuto, que fazem sucesso quando misturados com chumbo ou estanho. Tomás de Aquino chama o Magnésio de Antimônio por causa de sua cor negra e brilhante que adquire após a sua dissolução. Quando a tal pedra se torna negra, passa a ser comparada pelos Filósofos a todas as coisas negras.

23 – Muitas pessoas que se julgam inteligentes acreditam que a Pedra Filosofal pode ser feita com Antimônio, que pode ser limpo de sua exagerada negrura através de hábeis manipulações e ser levado a um branco e lindo Regulum. Por mais que o Antimônio possa ser limpo, ainda permanecerá nele Enxofre bruto e inflexível, cuja presença fica patenteada por não se deixar estender sob o martelo e tornar-se maleável, com as características dos metais.

24 – O Enxofre comum e o Mercúrio são a Matéria da Pedra humana. Os Filósofos afirmam que “todo Enxofre comum é oposto aos metais.” O Enxofre foi produzido da gordura da terra, nas profundezas da terra e foi tornado sólido pela fervura moderada , razão de seu nome. É bom salientar que existem dois tipos de Enxofre: o vivo e o combustível. O ferro contém um Enxofre constante, bruto e impuro. Se ele for queimado, torna-se uma substância terrosas, como um pó morto.

25 – O ser humano precisa seguir a Natureza, que não tem nenhuma matéria em seus veios onde opera, a não ser a pura forma mercurial. Da mesma maneira do Enxofre, também o Mercúrio possuí dois tipos: o comum e o filosófico. É comum a expressa corrente de que ‘o Mercúrio comum não pode ser o Mercúrio dos Filósofos”, pois não se pode manter o comum no fogo.

26 – Opinião de alguns Filósofos. Rogerius Baço afirma que todos os metais são produzidos do Mercúrio e do Enxofre. Ninguém pode tirar ou adicionar nada a eles, e não pode transformá-los, mas apenas ao que deles provém, pois cada melhoria modifica a natureza da coisa da qual provém. Richardus, diz: “como acontece de outras maneiras na Natureza, tudo é regido pelo Altíssimo Criador, para que cada coisa produza r sustente sua própria espécie.” Basilius Valentinus enfatiza que: “Não é permitido a ninguém procurar pela verdadeira pedra, nem empreender fazê-lo, exceto pela semente de que tenha se originado a pedra, desde o início.” Lullius enfoca em sua Clavícula: “O Mercúrio comum não pode ser o Mercúrio dos Filósofos, seja qual for a arte pela qual ele é preparado.” Geber também fala sobre a Matéria, afirmando que “A massa branca deve ser extraída de Júpiter e Saturno, mas a vermelha, de Vênus.’ portanto, é preciso que a Criatura Humana possa louvar e dar glória a Deus Todo-Poderoso, que criou o Mercúrio e lhe deu a substância, e a substância deu qualidades que nunca podem ser encontradas nas outras coisas da Natureza.

27 – Todo ser humano, em um momento ou outro de sua vida vai realizar uma série de indagações tradicionais como: O que sou eu? Se não sei o que sou, mas apenas que sou um algo, por que esse algo existe? Já que existo, como devo proceder nessa existência? Se há outros seres que coexistem comigo, como devo me relacionar e auto-organizar com eles? A primeira e a segunda pergunta dão origem à ciência metafísica e à epistemologia, a terceira dá procedimento à ética e a quarta engrena as abordagens sistemáticas da filosofia hermética. Portanto, há dentro de cada ser humano um espírito que o impulsiona a indagação, e todos eles encontram – seja na sociedade, na religião ou nos prazeres pessoais – as respostas para essas perguntas.

28 – A arte ultrapassa a Natureza em alguns aspectos, pois pode fazer o que a Natureza, às vezes, não pode alcançar. Onde o corpo for consumido pela morte, lá a alma não pode permanecer, e deve escapar. A residência é destruída e queimada pelo fogo, de modo que o lugar que ocupava se torne irreconhecível e ninguém possa continuar nele residindo. O sal constante tem dado ao belicoso Marte um corpo duro, forte e bruto, pelo qual se prova o valor de sua mente e não se pode ferir este senhor das guerras, pois seu corpo é invulnerável.

29 – É importante saber que metais como o ouro e a prata não formam a Matéria da Pedra humana em sua estrutura metálica. Eles são apenas o intermédio entre os dois elementos. Bernhardus diz; “Agirão bem os que ficarem calados quando não puderem produzir a verdadeira Tintura. Não sendo comum o ouro dos Filósofos, este jamais deve ser comprado a baixo preço. Morienes orienta: “Tudo que é comprado caro é fraudulento, pois com uma pequena quantidade dessa coisa e com um pouco de ouro pode-se comprar muitas coisas.”

30 – Todos os Filósofos, por onde semearam a verdade, procuraram abrigá-la em ditos ocultos, por isso não se contradizem, mas concordam uns com os outros. Eles não criam nenhuma confusão e não procuram desnortear o seguidor que tenha mérito, pondo-lhes diante dos olhos, em linguagem figurativa, todos os segredos, ocultando-os perante o indigno e o ímpio, e isso num elevado, que o Altíssimo permite, para que pérolas valiosas não sejam atiradas aos porcos. Desta forma, não será profanado o Santuário Sagrado, e a Obra será provada por si mesma.

31 – Nem todos podem entender o significado dos mistérios, o que deve ser atribuído à ignorância do que à má vontade dos Filósofos. O seguidor que busca a arte está suficiente e completamente informado dos e excelentes segredos da Matéria da grande Pedra, e de que ela não pode ser retirada de nenhuma espécie de vegetal ou de animal, de nenhuma espécie de mineral e de nenhum metal imperfeito, mas deve ser extraída do ouro e da prata. Tudo o que resta agora a ser feito é ser instruído sobre a Solução, o maior segredo de toda a Obra. “A Solução é uma separação de corpos e uma preparação de Matéria ou natureza”, conclui Arnoldus.

32 – Muitas pessoas conseguem conhecimento quando estão isoladas, sendo isso a prática filosófica para a maioria. Eles conseguem a necessária evolução pela revelação do Alto e Grande Deus, pela dedicação ao estudo e também pela repetida leitura de bons livros. Não é adquirida a Sabedoria apenas pela leitura de bons livros, mas sobretudo o aprendizado vem através da divina Revelação. O mesmo pode ser dito sobre a Solução, a qual, entre todos os Filósofos, é apenas uma, e sem essa, nem os velhos nem os jovens Filósofos podem alcançar qualquer coisa. Por esta razão, a gratidão deve prevalecer nos corações. Sim, é preciso agradecer ao Criador de todas as coisas, dando a Ele louvor, honra e glória, agora e sempre. Que Assim Seja!

33 – Pelo imenso amor de Deus para com a humanidade, Ele revela segredos para alguns. Com os próprios olhos é possível contemplar maravilhas, sendo fácil entender como o trabalho da mulher e o jogo da criança acontecem, e tão pouca dificuldade se vêem nisso, assim surge a necessidade de o ser humano possa mais e mais se estender, pois quem conhece o início também sabe como, com a bênção de Deus, pode chegar ao fim, pois dessa maneira toda a glória é configurada, toda a eterna glória de Deus. Isso aqui não é um tratado religioso, mas serve para mostrar aos descrentes que Deus está presente em todas as coisas. Jesus disse: “Sem mim, nada podeis fazer!”

34 – Um breve tratado aqui se encerra, faltando poucos tópicos. Com a bênção do Pai, do Filho e do Espírito Santo fica registrada uma parábola, na qual toda a Arte está contida.

35 – Há uma coisa, uma em número e essência, que a Natureza, pela arte, ajuda a transformar-se em dois, em três, quatro, cinco, à medida que o lemos. Mercúrio e Enxofre a alimentam. Espírito, Alma e Corpo, e quatro elementos. A Pedra Filosofal é a quinta que eles produzem. Sem fraude, a Matéria deve ser contada: uma dupla substância mineral, livre do Enxofre estranho, escolhida pura e dissolvida a partir da base, integralmente. Misturada novamente em sua justa proporção, ela será guiada à verdade. De acordo com a Solução, a sublimidade virá calcinando-a até destilar e coagular, então será colocada em segurança num vaso, e assim, dar início ao tingimento. Desta forma, terá surgido um remédio que cura homens e metais, como convém.

36 – Alguém, certa vez, passeava num lindo bosque, muito verde, e meditava sobre as dificuldades da vida. Lembrava a deplorável e dolorosa queda dos primeiros país – causa, em última análise, das misérias e vilezas tantas de que está cheio o mundo atual. Assim pensando, deixava ele a vereda comum, para chegar a uma acidentada senda, muito áspera, pouco usada e dura de pisar, na qual cresciam moitas e árvores, reconhecendo que o caminho era desconhecido dos viajores.

37 – O viajante, sem desanimar, andou por algum tempo, até chegar a um lindo prado, cercado de belas árvores frutíferas, em forma de círculo. O prado era querido de seus habitantes, onde vivia um grupo de idosos de barbas brancas como a neve. Fazia parte do grupo um homem mais jovem de barba negra. Mais adiante, encontrou um conhecido mais jovem aínda, porém seu rosto estava irreconhecível. Estavam eles discutindo sobre todos os tipos de coisas, especialmente sobre um grande segredo que estava escondido na Natureza, tendo sido mantido oculto por Deus ao público, mas revelado apenas àqueles poucos que O amavam.

38 – Existem discursos vazios que não transmitem confiança e não edificam ninguém. Alguns deles parecem divagações absurdas, cujo conteúdo sem graça se identificam mais com as Taís ladainhas, que são vas repetições. Esses discursos fogem da Matéria em questão, apegando-se muito a parábolas ou aos “causos”, sem um melhor preparo pessoal o que contribui bastante para gerar confusão e malentendidos nos ouvintes. Deveriam, tais pregoeiros, ter mais zelo na exposição da mensagem. Abrem a boca para falar, mas não conseguem transmitir a verdade, tão necessária e desejada.

39 – Da plateia, outros se angustiam por ouvir palavras inadequadas de pregadores inexperientes, sem a devida formação teológica ou equivalente, e que não têm o manejo das Escrituras, como bem recomenda a carta apostólica. O feijão com arroz alimenta a pessoa, quando o tempero é bom, mas de quando em vez, outros tipos de alimento devem ser adicionados ao cardápio. O coração dos ouvintes fica alegre quando recebe uma mensagem recheada de bons sabores. Eles glorificam e agradecem o bom alimento, e a felicidade passa a morar em suas tendas. A alusão aqui é ao alimento espiritual, tão escasso nestes dias de corrupção e de apostasia nos meios eclesiásticos. É preciso que haja um despertamento entre as nações e povos, de modo que a glória do Altíssimo seja manifestada nos Tempos.

40 – Também há que se considerar a condição de um mestre despreparado, que vai a um covil de leões ferozes. Exigir o quê do profeta, neste caso? Se ele não estiver disposto a morrer ou desarmado, será devorado no primeiro momento. É preciso entender um pouco de estratégias para dominar a fera, que estaria à procura da presa, sem dó nem piedade. Diante de um quadro desse, seria melhor a fuga ou o enfrentamento da situação? A resposta fica por conta de cada um que está lendo a narrativa.

41 –  O temível leão, mas foi amarrado. Suas afiadas garras assustavam qualquer vivente, embora fosse um leão velho. Era grande e feroz e sua juba amarela espalhava-se-lhe sobre a nuca, num gesto desafiador do rei da floresta. Parecia inconquistável, deixando aqueles homens aterrorizados, diante da performance do leão, tendo os velhos à sua volta. O mestre, corajoso e destemido, aproximou-se da fera bravia que, de sua caverna soltava os bramidos, ao mesmo tempo em que queria ser adulado. Fitava seus olhos fulgurantes em direção aos anciãos, deixando também o mestre apavorado diante da cena.

42 – O mestre habilidoso não desejava que nenhuma desgraça pudesse acontecer, nem a ele nem aos amigos idosos. Um experiente velho, participante do grupo, disse que “muitas pessoas haviam tentado conquistar o leão, mas poucas conseguiram a façanha.” Versado em magia natural, o mestre atacou o animal de maneira valente e com habilidade espremeu o sangue de seu corpo e de seu coração, antes que o leão pudesse vê-lo. Examinou a anatomia do rei, constatando muitas coisas que o deixaram espantado, especialmente seus ossos, que eram brancos como a neve, e havia mais ossos do que sangue.

43 – Os queridos velhos permaneceram em torno da caverna, observando a ocorrência, e percebendo o que o mestre havia feito, começaram a disputar veementemente, uns com os outros, mas o mestre não ouvia bem o que eles diziam, por estar ainda no fundo da caverna, aguardando uma ordem para reviver o leão, após a luta sangrenta. Murmuravam, entre si: “se o mestre não dominar a fera, não poderá conviver com a gente.” O mestre não tinha nenhuma intenção em criar dificuldades.

44 –  O mestre, finalmente, se retirou da caverna e, atravessando uma grande clareira, chegou a um grande muro, cuja altura era de mais de cem braças e não mais do que quatro dedos de largura. Corria uma barra de fogo de pouca largura, desde o começo do muro, onde se encontrava o mestre. Ele caminhava no topo do muro e parecia que adiante dele alguém andava, no lado direito da barra de fogo. Seguido pelos homens de idade avançada, o mestre notou que era acompanhado por algum ser, que se postava do lado esquerdo da barra. Não sabia se era homem ou mulher, e a pessoa o aconselhava a passar para o lado que utilizava por lhe parecer a melhor opção. Aceitando de pronto o conselho, o mestre começou andar sobre o lado estreito, embora fosse o caminho muito difícil pela sua altura. O mestre percebeu que muitad pessoas desejavam percorrer o mesmo caminho por ele escolhido.

45 – O mestre continuou a caminhada até chegar a um lugar onde era perigoso descer. Assim, arrependeu-se de não ter permanecido no lado onde se encontrava. Mesmo assim, com perseverança, ele tentou ir adiante, segurando com firmeza e descendo sem se ferir. Após ter descido, esqueceu-se o mestre de todos os perigos do caminho, sem imaginar o que aconteceria ao muro e à rampa, ali perto.

46 – Após descer, o mestre viu uma linda roseira, onde floresciam rosas brancas e vermelhas, porém as vermelhas se destacavam. Algumas dessas rosas vermelhas o mestre colocou no chapéu, com um significado muito especial. Logo à frente, um muro circundando um grande jardim. No jardim, jovens passeavam; o mestre viu também várias casas, e pensava encontrar a casa do jardineiro. Deparou-se ele com muitas pessoas e cada qual tinha seu próprio trabalho. Tantas pessoas fazendo um trabalho sujo, somente pela aparência e conforme seu próprio desejo e sem nenhum Fundamento na Natureza. Motivo que levou o mestre a permanecer por pouco tempo ali, sabendo que a arte desapareceria em fumaça. E, assim, retornou o caminho pretendido.

47 – O mestre andava, então, em direção à entrada do jardim, e tinha medo de perder o foco, que alguns oportunistas lhe impedissem alcançar o seu propósito. Murmuravam alguns, com inveja do mestre, que pôs no coração o imenso desejo de entrar no jardim. A turba, sem o devido preparo, que durante muito tempo ali prestava serviços, nunca nele havia entrado. Os invejosos prometiam zombar do Iniciado, caso frustrasse a sua intenção. Mas, convicto, ele não deu ouvidos aos seus desafetos, pois conhecia melhor do que eles as condições do jardim, apesar de nunca ter entrado nele antes.

48 – O mistério da porta fechada. Ninguém poderia encontrar sequer um buraco de chave do lado de fora da porta, que estava fortemente fechada. Um pequeno orifício havia na porta, pelo qual nada podia ser visto com os olhos do corpo. O mestre sentiu que por meio dele a porta seria aberta. Com a chave-mestra preparada, o mestre abriu a porta, e entrou. Após ter entrado, achou outras portas trancadas na parte interior, mas todas foram abertas com facilidade. Isso eram apenas passagens, como se ele estivesse numa casa bem construída, com cerca de seis pés de largura e vinte de comprimento. Podia ver boa parte do jardim, antes mesmo que as misteriosas portas fossem abertas.

49 – O mestre lembra-se do esforço e trabalho dispendidos por uma causa nobre, e por alguma razão estranha, pensa que tantos desencontros não lhe dizem respeito. Tem o episódio dos noivos que tanto se amam e que nem a morte os separaria. Dessa forma, o leão também voltará à vida e será mais forte e poderoso que antes. Então, o noivo em suas roupas de brilhante escarlate foi à presença dos velhos com sua amada noiva, cujo vestido de cetim rebrilhava, e deste modo, foram logo unidos pelo amor, e assim, jamais podiam ser separados, embora o casal tenha sido acusado de incesto.

50 – Os vapores se elevam da terra perto do crepúsculo, por meio da força do sol, mas durante a noite eles se transformam em orvalho suave e fértil. O espírito e a alma da noiva não podiam mais permanecer no ar límpido e voltaram ao corpo transfigurado; e tão logo o corpo os sentiu, tornou-se instantaneamente vivo. Com isso, rejubilou-se o mestre, como todos podem imaginar depois de uma cena inusitada e cheia de suspense. Vendo o mestre a elevação da noiva às nuvens, sentiu grande alegria pelo cumprimento de antigas promessas dos profetas da antiga aliança. É importante que as pessoas possam observar os sinais. Todos os que nasceram de mulheres saibam que “o Altíssimo tem o poder de colocar Reis no trono e de destroná-los novamente. Ele faz os ricos e os pobres, de acordo com o Seu desejo”. Ele abate e ressuscita novamente. E continua o mestre em sua prédica: “As grandes riquezas dos Filósofos e dos poderosos foram confiadas e dadas a mim.” Por isso, me foi dado o poder de fazer ricos os pobres, levar misericórdia aos humildes e saúde aos doentes.

51 – O Episódio da Transfiguração. A Transfiguração de Jesus é um episódio do Novo Testamento no qual o Mestre é transfigurado (ou “metamorfoseado”) e se torna “radiante” no alto de uma montanha. Os evangelhos sinóticos (Mateus 17:1-9, Marcos 9:2-8 e Lucas 9:28-36) e uma epístola (II Pedro 1:16-18) fazem referência ao evento. Nos relatos, Jesus e três de seus apóstolos vão para uma montanha, conhecida como Monte da Transfiguração. Lá, Jesus começa a brilhar e os profetas Moisés e Elias aparecem ao Seu lado, conversando com Ele. Jesus é, então, chamado de “Filho” por uma voz no céu – Era o Deus Pai – como já ocorrera antes no Seu batismo, às margens do rio Jordão. A Transfiguração é um dos milagres de Jesus nos evangelhos, diferente dos demais pois, neste caso, o objeto do milagre é o próprio Jesus. Tomás de Aquino considerava a Transfiguração como o “maior dos milagres”, uma vez que Ele complementou o batismo e mostrou a perfeição da vida no céu. A Transfiguração é também um dos cinco grandes marcos da vida de Jesus na narrativa dos evangelhos, sendo os outros o batismo, a crucificação, a ressurreição e a ascensão. Na doutrina cristã, o fato de a Transfiguração ter ocorrido no alto de uma montanha, representa o ponto onde a natureza humana se encontra com Deus: o encontro do temporal com o Eterno, com o próprio Jesus fazendo o papel de ponte entre o Céu e a Terra.

52 – Gigantescas fortificações circundavam uma forte torre, onde estava um quarto aquecido com fogo constante e moderado. O mestre compreendeu a sua sublime missão e, em nome de Deus, começou a proteger do frio o ambiente onde estava o casal aprisionado. Notando o leve calor, os dois permaneceram num ardor febril, que o coração do jovem desmanchava em fervente amor, seu corpo inteiro se derretia nos braços de sua amada. Ela, que o amava tanto, derramou por ele muitas lágrimas, perdurando por pouco tempo as lágrimas, quase a impedindo também de viver. Ficara o mestre em temor, angústia e sofrimento diante do doloroso quadro entre os amantes. A certeza do fracasso o confrontou, e o que parecia pior, o que mais o perturbava era, o escárnio e o ridículo, tanto quanto os riscos que ele ainda haveria de encontrar pela frente.

53 –  Além da doutrina da reencarnação, a ressurreição é muito real. O exemplo clássico se encontra na história de Lázaro, o fiel amigo de Jesus. Ele morava com as irmãs Marta e Maria na pequena Betânia, que ficava a três quilômetros de Jerusalém. Surge um cuidadoso pensamento, considerando como o mestre poderia trazer de volta à vida o corpo de um amigo, e pensava consigo mesmo a respeito do assunto tão questionado, porém veraz. Alimentando a forte esperança de escapar ao perigo de ganho e louvor, o mestre podia ver os corpos negros como carvão, que suportavam o intenso calor por quarenta dias. Nada mesmo podia escapar, já que o noivo e sua amada estavam ali deitados perante os olhos do notável mestre. No entanto, observava com a devida atenção o arco-íris nas mais lindas cores, causado pelo sol no ar úmido, o que muito o alegrava em sua incontida tristeza. Ele via os dois amantes deitados diante dele, mas nenhuma alegria é tão grande que não haja nela tristeza, razão de tamanha aflição em sua alegria. Entretanto, o quarto era feito de Matéria pura e firme, bem fechado, que ele sabia que a alma e o espírito não escapariam dele, mesmo estando enclausurados.

54 – O mestre conhece os mistérios da vida e sabe perfeitamente que “ninguém mais, além do noivo e da noiva, havia entrado na câmara, dita espiritual”. Então, subitamente aparece o grande e poderoso Rei, em todo o Seu esplendor e glória, não havendo ninguém que se assemelhasse a Ele. Quando se viu trancado, pediu ao mestre, com palavras suaves, para lhe abrir a porta, informando que isso era para a viagem do temente Honem-Espírito que, por sua vez, ficou impressionado com tão imponente apresentação e com o doce poder de persuasão do Rei dos reis.

55 –  Nada neste Sistema de Coisas adorna tanto as pessoas de nobre origem quanto as virtudes. Os mistérios da Natureza são incontáveis, e começam a ser revelados, conforme a vontade e a permissão da Divindade. Ninguém pode interromper o sono de quem precisa descansar, para que esteja apto para receber o impacto de tremendas revelações, como as que estão no bojo da profecia de Jeremias 33.3. Para entender um pouco de todas as mensagens cifradas, é necessária a unção do Espírito, a busca incessante da presença de Deus. É preciso que o buscador tenha sinceridade e ande junto ao Pai, no Caminho da Verdade. Sim, a intimidade com Deus é fator determinante para que o buscador tenha paz e possa receber a revelação nestes últimos momentos, quando a humanidade chega ao tempo do fim. O ser humano precisa beber da água da vida e trilhar o caminho de luz. Todos os seres iluminados terão a oportunidade de viverem juntos num Paraíso, onde a dor, a tristeza e o sofrimento vão desaparecer. O Criador será reconhecido e Jesus será o eterno companheiro de todos os fiéis, os que não dobraram os joelhos perante ídolos, nem deram ouvidos aos espíritos enganadores. Será este o momento da revelação de todos os segredos, e assim, a Natureza também terá os Seus segredos desvendados e a paz reinará em todo o Universo de Deus. Que Assim Seja!

 

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