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Redução no preço do diesel não convence, e adesão à greve de caminhoneiros cresce

Governo baixou o diesel em 2% ontem, mas o número de caminhões parados vem aumentando no Sudoeste.

O governo federal até tentou uma estratégia para abafar a greve de caminhoneiros pelo País, no entanto, a redução no preço dos combustíveis anunciada ontem pela Petrobrás não foi considerada satisfatória pela categoria. Segundo a nova tabela de preços da estatal, o óleo diesel caiu de R$ 2,37 para R$ 2,33 e a gasolina de R$ 2,08 para R$ 2,04 – estes são valores praticados nas refinarias, sem impostos – após sucessivos aumentos desde o início de abril.

Vista como uma tentativa de amenizar o movimento, a redução não contentou o setor. O transportador Antonio Guzzo, de Dois Vizinhos, considera a medida ‘apenas paliativa’ e diz que é preciso uma política de redução de impostos sobre o combustível. “Na década de 90 o diesel custava 17% a 18% do valor do frete, hoje está acima de 60% e para reverter esse quadro é preciso que o governo reduza os impostos e não fique dando uma redução insignificante como essa. Só isso pode ajudar a salvar o setor de transportes”, afirma.

Na primeira semana de abril, a gasolina era comercializada a R$ 1,64 pela Petrobrás e o diesel a R$ 1,86. De lá para cá o preço médio de ambos aumentou 27%, mas a redução anunciada pelo governo foi de apenas 2% para o diesel e 1,5% para a gasolina. A justificativa para os sucessivos aumentos é a política de preços implementada pela estatal, que acompanha a variação de preço do barril de petróleo no mercado internacional. Com isso, os reajustes acontecem quase que diariamente.

Aumentam os bloqueios pela região
Desde segunda-feira, quando teve início o movimento de paralisação, o número de adeptos vem aumentando na região Sudoeste. Além disso, cresceu o número de pontos de concentração e de bloqueio e em muitos lugares produtores rurais estão levando tratores e colheitadeiras para apoiar a mobilização.

Até ontem à tarde a Polícia Rodoviária Estadual confirmava que havia ao menos oito pontos de bloqueio nas estradas estaduais da região (Realeza, Ampere, Nova Prata do Iguaçu, São João, Chopinzinho, Clevelândia, Palmas e Mangueirinha). Há também pontos de bloqueio em rodovias federais, em Capanema e Coronel Vivida.

Em alguns destes pontos o protesto ocorre às margens da rodovia e em alguns os manifestantes forçam os motoristas de caminhões a parar. Somente passam cargas perecíveis e vivas e em outros pontos nem isso. “Enquanto não tivermos uma liminar judicial que obrigue a desobstrução da via a todos os veículos não há como impedir que os motoristas obriguem a parada de alguns caminhoneiros”, comenta o soldado Macena, da Polícia Rodoviária Estadual.

Em Marmeleiro, greve é no pátio
Mas há também pontos de concentração que ocorrem em pátios de postos de combustíveis, como em Marmeleiro, onde os caminhoneiros param voluntariamente próximo ao trevo de entroncamento da BR-280 e da PR-180.

No local, os primeiros caminhões pararam no início da manhã de ontem e, segundo um dos manifestantes, o movimento ocorre pacificamente. “Esta é uma greve em que todo mundo que usa algo que precisa ser transportado ou quem se locomove de qualquer forma pode aderir, mas sem forçar ninguém a isso”, diz.

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