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Governador de MS diz que se manifestará sobre reeleição somente após carnaval de 2018

Reinaldo Azambuja falou que deve verificar panorama político com partido e aliados e, em momento oportuno, deve se pronunciar.

O governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), afirmou nesta quarta-feira (13) que se manifestará sobre uma possível reeleição somente após o carnaval, em 2018.

“Acredito que, quando o político fica pensando nesta questão, se preocupa mais com a eleição do que com a sua gestão. Nós ainda temos muitas entregas e programas a serem desenvolvidos. A intenção é verificar o panorama político com o nosso partido e aliados. Em momento oportuno, vou me pronunciar. Tem muita coisa a ser feita ainda”.

Em seu terceiro ano de gestão, Azambuja diz que encerra 2017 com um “saldo positivo”.

“Conseguimos fazer o dever de casa, com crescimento social, em uma época que vivenciamos a maior crise política estabelecida em nosso país. Fizemos um governo responsável e transparente. Nossa equipe está sintonizada”, avaliou.

Segurança pública

Está prevista, conforme o governador, a ampliação de dez presídios. “Temos atualmente um sistema prisional com 7,6 mil vagas em Mato Grosso do Sul. Até o final do próximo ano, teremos mais 3,7 mil vagas e a intenção é aumentar em 50% daquilo que foi construído. O número de presos atuamente é de 13,5 mil, sendo que 7.534 destes são pessoas envolvidas no tráfico de drogas e armas. É um custeio de quase R$ 14 milhões mensais e que pretendemos diminuir isso”, ressaltou.

Com relação às fronteiras, Reinaldo argumentou sobre a necessidade de cortar custos para viabilizar investimentos na região.

“Acho o governo federal omisso com a fronteira do Brasil. Na minha opinião, é muito mais fácil blindar e fechar a fronteira, tendo um serviço de inteligência, do que viver fazendo operação na favela. Se o governo federal fizesse a sua parte, as facções não avançariam tanto e a diminuição da criminalidade seria muito grande, especialmente em Mato Grosso do Sul”, avaliou.

Saúde

O planejamento de uma nova Caravana da Saúde com diagnósticos de câncer no colo do útero e mama, para a mulher de idade de risco, é o anúncio de Azambuja.

“O evento é muito relevante para o estado. Na primeira edição, realizamos 37 mil cirurgias oftalmológicas, além de mais 25 mil eletivas, incluindo procedimentos ginecológicos e ortopédicos”, falou.

Além disto, de acordo com o governador, a criação de polos regionais desafogou ainda mais hospitais como a Santa Casa e o Regional, na capital sul-mato-grossense. Equipados com Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para pacientes de alta complexidade, eles estão nos municípios de Nova Andradina, Dourados, Coxim, entre outros próximos de região.

“Houve durante muito tempo o entendimento de que Campo Grande paga pelo interior do estado, quando se trata de atendimento médico. Com a criação dos hospitais em polos regionais, constatamos que 86% dos pacientes são da Santa Casa. Já no caso do HR, o percentual é de 88%. Temos relatórios com os nomes e as cidades de origem dos pacientes”, comentou.

Infraestrutura

O governador comentou sobre o programa “Obra Inacabada Zero”, que tem 208 projetos concluídos de um total de 214.

“São ações que resultaram em serviços de qualidade, com o pagamento em dia de fornecedores. No início da gestão, tivemos o conhecimento de obras interditadas, em que o asfalto derreteu na chuva. Mas, no nosso caso, houve análise dos contratos e planejamento. As seis obras restantes são três presídios, mais duas em andamento e o famoso Aquário do Pantanal”, complementou.

Desde o início da gestão, Azambuja garantiu a pavimentação em mais de 4,6 mil km e a construção, ainda em andamento, de cerca de 100 pontes de concreto. Os municípios contemplados seriam Aquidauana, na BR-262, além de Iguatemi-Japorã, Costa Rica-Figueirão, Antônio João e Guia Lopes da Laguna. Em Campo Grande e Dourados, o reforço do estado veio com aditivo de R$ 10 e R$ 5 milhões, respectivamente, para a recuperação de asfalto deteriorado.

Com relação ao Aquário do Pantanal, o governador diz que pretende concluir até o próximo ano. “Na minha campanha em 2014 eu já havia dito que não faria um Aquário destes em hipótese alguma, principalmente por conta de gastos na ordem de R$ 250 milhões. O local não tem outra utilidade e foi uma loucura. Mas, se a loucura foi iniciada, a loucura tem que ser concluída”, afirmou.

Por Graziela Rezende, G1

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