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Idoso é condenado por matar médico que lhe causou disfunção erétil após cirurgia

Setença não permite liberdade condicional

Um barbeiro aposentado da Califórnia, nos Estados Unidos, foi condenado à prisão perpétua na última sexta-feira (15) pelo homicídio de um médico. Segundo a acusação, o idoso agiu em vingança por um erro do profissional, que deixou o paciente com disfunção erétil.

Stanwood Elkus, de 79 anos, foi considerado culpado por matar, em 21 de agosto, o urologista Ronald Gilbert a tiros. A sentença que não permite liberdade condicional ao assassino.

O plano de Elkus consistiu em surpreender o médico em seu consultório. Para isso, marcou uma consulta usando nome falso, Allen Gold, disseram os promotores. Assim que entrou na sala de exames, ele atirou dez vezes contra Gilbert, que era pai de dois filhos. Depois de efetuar os disparos, Elkus chamou uma enfermeira e disse: “Estou enlouquecido, chama a polícia”.

Os promotores afirmaram que Elkus atirou no médico porque estava com raiva após uma “cirurgia malfeita”, realizada em 1992. O procedimento médico deixou o homem com disfunção erétil. Depois da intervenção, ele teria sentido uma redução da libido tão forte que resultou no rompimento de um relacionamento de longa data; uma namorada com quem planejava se casar.

A distância entre a data da cirurgia e o crime se deve ao fato de que Elkus foi informado apenas recentemente de que tinha sido mal diagnosticado e que, na época, a cirurgia não precisava ser feita. “Elkus começou a colocar a culpa de todos os seus problemas nesse procedimento”, afirmou o promotor Matt Murphy. “Ele ficou obcecado com isso.”

Em juízo, o idoso alegou insanidade ao se declarar inocente, mas o juri saiu convencido de que ele tinha total lucidez no momento do crime. “Não poderia haver um castigo maior do que o ódio que ele tem no coração”, lamentou Julie Harold Carter, amiga de Elkus.

Para a mulher da vítima, “o mundo foi roubado de um cidadão modelo”. “Nossos filhos foram roubados de um pai incrível.”

Elkus retirou seu aparelho auditivo durante toda a audiência e só voltou a usá-los para ouvir sua sentença.

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