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Dos 15 frigoríficos proibidos de exportar carne para os EUA, Naviraí está entre os 4 no MS

Os Estados Unidos suspenderam a importação de carne in natura de 15 frigoríficos brasileiros, entre eles quatro de Mato Grosso do Sul. O motivo foram os resultados negativos em testes de qualidade da carne que entra no país.

No estado, não podem mais vender carne in natura para os Estados Unidos as unidades da JBS de Campo Grande, Naviraí e Nova Andradina, além de uma da Marfrig de Bataguassu.

O secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Eumar Novacki, afirmou nesta sexta-feira (23) que o governo fará uma investigação para verificar a qualidade das vacinas contra febre aftosa aplicadas nos animais cuja carne foi exportada.

As visitas devem estão programadas para ocorrer na primeira semana de julho. Mas antes, o governo federal vai enviar explicações ao Departamento de Agricultura Norte-americano sobre as medidas adotadas até o momento no país. Novacki adiantou que vai precisar de dois meses para concluir as auditorias e fiscalizações

“É prematuro eu adiantar qualquer questão neste momento. Essa investigação vai nos dar a possibilidade de afirmar. Olha, exatamente, o problema era um componente da vacina, ou não, o problema foi a forma de aplicação. Tudo isso nós só vamos poder afirmar quando concluímos as investigações”, afirmou o secretário executivo.

A suspensão da importação da carne brasileira causa preocupação aos produtores. O pecuarista Allan Rota considera este momento, o pior do segmento deste o fim do ano passado.

“O momento que nós estamos passando aí na cadeia da carne, cadeia produtiva, acho que é um dos piores momentos que todo mundo já passou. Eu tenho certeza que isso simplesmente é um chamado dos EUA pode derrubar quem nada mais nada é do que o maior concorrente dele na importação de carne”, disse o pecuarista.

O governo norte-americano atribui a suspensão a inconformidades sanitárias. Segundo o Ministério da Agricultura, a vacina contra a febre aftosa estaria provocando abscessos na carne, que é uma reação entre a pele e o músculo do animal.

O zootecnista Sidnei Souza explica que os abscessos são caroços que podem aparecer na área onde a dose é aplicada, ou seja, na parte dianteira do boi, que é justamente os cortes que os norte-americanos compram. Os motivos podem ser desde a falta de higiene até aplicação errada.

“A contenção do animal, a aplicação na dosagem correta, no local correto, na temperatura correta, tudo isso faz com que se minimize os riscos dessa reação vacinal ou desse abscesso”, afirmou o zootecnista.

O Ministério da Agricultura também explicou que o problema encontrado na carne não provoca risco à saúde pública.

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