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Moro torna réu ex-tesoureiro do PT que usou escola de samba para lavar dinheiro e mais 14 Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/brasil/moro-torna-reu-ex-tesoureiro-do-pt-que-usou-escola-de-samba-para-lavar-dinheiro-mais-14-19924525#ixzz4HPiYhBgN © 1996 – 2016. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

Responsáveis pela construção de centro de pesquisas da Petrobras teriam pago R$ 20 milhões em propina.

SÃO PAULO – O juiz Sérgio Moro aceitou nesta segunda-feira denúncia contra 15 envolvidos em irregularidades na construção do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), da Petrobras, no Rio de Janeiro. Entre os réus estão o ex-tesoureiro do PT Paulo Ferreira, Renato Duque, ex-diretor da Petrobras, e nove executivos de empreiteiras. Todos foram alvo da 31ª fase da Operação Lava Jato e deverão responder por crimes de lavagem de dinheiro e corrupção.

Segundo a denúncia do Ministério Público Federal, o Consórcio Novo Cenpes (OAS, Carioca Engenharia, Construbase Engenharia, Schahin Engenharia e Construcap CCPS Engenharia) pagou R$ 20 milhões, entre 2007 e 2012, em propina para conseguir o contrato. O valor do contrato, que foi previsto em R$ 850 milhões, superou R$ 1 bilhão.

A lavagem de dinheiro alcança R$ 7,5 milhões e mais transações no exterior, por meio de offshores, no valor de US$ 711 mil. Paulo Ferreira teria indicado pessoas, entre elas integrantes de uma escola de samba, para receber dinheiro, num total de R$ 300 mil.

A Operação Abismo incluiu construtoras que participaram esporadicamente do cartel da Petrobras, como Construcap e Construbase, além de outras de grande porte, como Carioca Engenharia, OAS e o Grupo Schahin. Também foi identificada a participação de operadores de propina, como Adir Assad, Roberto Trombeta, Rodrigo Morales, e Alexandre Romano, ex-vereador do PT que se tornou operador e assinou acordo de delação premiada. Também os donos da Carioca Engenharia se tornaram colaboradores da Lava-Jato.

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Com a aceitação da denúncia, tornam-se réus na ação: Roberto Ribeiro Capobianco (Construcap), Ricardo Pernambuco Backheuser Júnior (Carioca Engenharia),

Ricardo Backheuser Pernambuco (Carioca Engenharia), José Antônio Marsílio Schwarz (Grupo Schahin), Léo Pinheiro (OAS), Genésio Schiavinato Júnior (Construbase), Erasto Messias da Silva Júnior (Construtora Ferreira Guedes), Edison Freire Coutinho (Grupo Schahin), Agenor Franklin Magalhães Medeiros (OAS),

Adir Assad (doleiro), Rodrigo Morales (operador), Roberto Trombeta (contador), Alexandre Correia de Oliveira Romano (operador), Paulo Adalberto Alves Ferreira (ex-tesoureiro do PT) e Renato de Souza Duque.

Fonte
OGlobo
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